My pieces (archive)

segunda-feira, 16 de maio de 2016

28-Feeling good

Voltei, vergonhosamente atrasada, mas voltei. Bom, espero que o capítulo valha a pena haha
***

No dia seguinte, enquanto Zach ia para a CON, Yvonne precisava ficar “escondida” até que ele pudesse dizer que estava indo pra San Diego. Após tomar seu café, a mulher entrou em seu Twitter, vendo os fãs animados enquanto esperavam por um tweet dizendo que ela estaria indo para o evento. E foi exatamente isso que ela fez, contou (mentiu) que estava indo para San Diego e continuou olhando alguns tweets. Depois de um tempo a mulher ligou a TV, não gostava de ficar sozinha, queria poder sair de lá, mas para isso teria de arriscar algumas coisas. E pra isso talvez ela não estivesse preparada. Se distraiu vendo um filme antigo que passava, e logo seu celular tocou.
-Bom dia Clacka. –disse a voz doce ao telefone. Yvonne sorriu.
-Bom dia Minge. –respondeu ela no mesmo tom. –Como estão as coisas por aí? Muito corrido?
-Na verdade sim, ainda mais que eu acabei esquecendo umas coisas aí. –falou ele. –Será que poderia fazer um favorzinho pra mim?
-Claro, o que foi? –A mulher perguntou enquanto ia até a fruteira pegar uma maçã.
-Preciso muito dessas coisas que deixei aí, mas agora não tem como sair. Será que não poderia pegar um táxi e trazer pra mim? Eu sei que é arriscado, mas eu não te pediria se não fosse necessário. –a voz dele transmitia preocupação. Realmente, poderia ser arriscado, mas ela entendia que as coisas estavam uma loucura lá. E afinal, ela estava ali pra apoiar ele, então era isso que iria fazer.
-Tudo bem, levo sim. Só me diz onde estão as coisas que chego aí em 20 minutos. –ela falou ouvindo o suspiro de alívio dele do outro lado.
-Muito obrigada Clacka, te amo! –Zach disse entusiasmado. –Ah, quando estiver entrando no estacionamento me dá um toque e pede pro taxista ir na entrada lateral que eu te encontro lá.
E assim ela foi. Saiu de casa carregando o que ele havia pedido e pegou o primeiro táxi que viu. Tentou não chamar atenção pra si mesma, não queria ter que lidar com situações embaraçosas que poderiam comprometer a estadia dela em San Diego. Então assim que chegou no museu, uns 15 minutos depois, pediu ao motorista que fosse pela entrada que Zach havia indicado e avisou ao homem que estava lá.
Logo Zachary apareceu na porta, com sua camisa xadrez azul escura e uma calça jeans. Yvonne desceu do carro e levou as coisas até ele, cuidando se ninguém veria. Mesmo com a expressão preocupada, ele sorriu quando a mulher se aproximou.
-Você é um anjo, muito obrigada. –ele falou calmo e Yvonne sorriu.
-De nada, sabe que pode contar comigo. –ela disse e Zach olhou para os lados antes de segurá-la pela mão.
-Eu sei –ele se aproximou dela sorrindo. Os lábios dele tocaram gentilmente nos dela, num selinho demorado. Yvonne segurou o rosto dele com as duas mãos enquanto prolongava mais o contato, não queria que acabasse, queria ficar ali com ele. –te amo. –ele continuou quando o beijo acabou.
-Também te amo Zach. Até a noite. –ela disse com um peso no coração por ir embora, mas sabia que ficar mais tempo ali era arriscado. Enquanto Yvonne ia embora, Zachary continuava parado na porta com um sorriso besta, vendo a mulher entrar no táxi.
Enquanto esperava a noite, Yvonne conversou com Michelle por vídeo. Ficaram durante um bom tempo falando sobre as aventuras da cadela que a amiga tinha, depois falam sobre coisas aleatórias. Estava distraída mexendo no celular, depois de se despedir da amiga, quando ouviu a porta do apartamento bater de leve. Sorriu sozinha enquanto esperava o cheiro que ela tanto amava entrar pelo quarto.
-Hey! –a voz calma, porém marcante dele invadiu o ambiente. A mulher virou-se pra encarar aquele sorriso encantador que acompanhava o rosto do homem por quem havia se apaixonado. –senti sua falta. –ele continuou enquanto se deitava ao lado da mulher. Ela então acariciou o rosto dele e apenas o beijou, com uma calma perturbadora.


-Também senti sua falta. –Yvonne respondeu assim que pararam o beijo. –quer tomar um banho? –perguntou baixinho e Zachary automaticamente reconheceu o tom de voz, e sorriu de lado. Não era apenas um banho, ela sentia a falta dele... E ele estava igualmente louco por ela.
-Acho que não preciso nem responder. –ele falou beijando o pescoço dela devagar, rindo abafadamente contra a pele de Yvonne. A mulher segurou os cabelos dele com força, passando as unhas pelo couro cabeludo do homem.
Ele então a pegou no colo e a levou até o banheiro.
Enquanto tiravam a roupa, entre sorrisos maliciosos, a banheira enchia com água limpa, sem sabão por enquanto. Ela terminou primeiro, e, como se não estivesse nem aí, caminhou lentamente à frente dele. Quando chegou na beirada da banheira, a mulher se inclinou para frente pra entrar na banheira, podendo ouvir a respiração controlada de Zachary.
Ele logo foi atrás dela, que se acomodava na banheira com um olhar nada discreto pra ele. É como se analisasse o homem da cabeça aos pés, apreciando aquele corpo que ela logo tomaria conta.
Zachary entrou na água, e com um rápido movimento, Yvonne foi parar em seu colo. Estavam de frente um para o outro. Ela observava os olhos dele, eles transmitiam desejo enquanto as mãos do homem faziam um caminho nas costas dela. Yvonne se inclinou perto do rosto dele, ameaçando beijá-lo, mas afastou o rosto quando seus lábios quase se tocaram. Zachary deu uma fisgada e puxou a mulher para um beijo sedento.
Ela esperou o dia todo por aquilo, então aproveitou para provocá-lo, mordendo os lábios dele com vontade enquanto o homem acariciava uns dos seios da mulher.
Yvonne desceu uma de suas mãos e começou a massageá-lo embaixo d’água, ouvindo gemidos baixos saírem da boca dele. Zachary então resolveu colaborar, levando sua mão pra região mais baixa dela, retribuindo a sensação que ela o proporcionava.
-Isso é tão bom. –a voz falha dele sussurrou no ouvido de Yvonne, que sorriu ao perceber os efeitos causados nele, mas que já não raciocinava direito pois estava em êxtase também.
-Zach. –ela gaguejou, respirando pesado.
-Eu sei. –ele falou enquanto a posicionava em cima dele, entrando com certa dificuldade. A mulher segurou em seus ombros e os apertou à medida que ele foi entrando. –Está desconfortável, não é?
-Um pouco. –ela respondeu e ele sabia que a água não favorecia, então saiu devagar e os dois se levantaram.
-Senta aqui. –ele pediu e ela sentou-se na borda da banheira, com as costas na parede fria. Zach então levantou as pernas dela na lateral da banheira, indo para o meio e a lambendo com vontade. Agora as coisas ficariam mais fáceis.
-Porra, como você é bom. –ela falou mais pra si mesma do que pra ele enquanto apertava as mãos nas bordas. –Vai acabar com a brincadeira. –ela falou mais alto e ele parou, se levantou e a encostou na parede lateral à que ela estava encostada. Levantou então uma das pernas de Yvonne e voltou a adentrá-la, desta vez com mais destreza e facilidade.
Ela também queria brincar, então foi a vez de Zachary encostar-se à parede, enquanto Yvonne vinha de costas, se empurrando contra ele, com as mãos apoiadas na banheira. Zachary não aguentou por muito tempo sem segurá-la e aumentar o ritmo.
-Quero olhar pra você. –disparou quando sentiu que estava perto. E assim olhou pra mulher, levantando as duas pernas dela enquanto trabalhava para o gran finale, o qual atingiram numa sincronia quase perfeita, olhando um nos olhos do outro.
Então após recuperar o fôlego e tirar o sorriso bobo da cara, eles finalmente tomaram banho.
***
-Tá pronta? –perguntou ele passando pela cozinha enquanto a mulher comia uma maçã. Era o dia do painel dela no evento. Yvonne não disse, mas estava nervosa, aflita, com medo de que a plateia percebesse algo entre eles tão cedo.

-To sim, vamos. –ela parou em frente à Zachary, que sorriu pra ela. Ele se inclinou levemente, devido à estatura mais baixa da mulher, e a beijou. Tinha gosto de maçã. Assim os dois entraram no táxi e seguiram para o museu enquanto Zach segurava discretamente a mão de Yvonne.

***
Espero que tenham gostado, e desculpem pela demora. Mas agora só tem coisa boa!

domingo, 24 de abril de 2016

27-A beautiful mess

Volteeei pra fechar a domingueira. Muitas fofuras pela frente, aproveitem!
***

-Zach, acorda! –chamou Yvonne. –Seu despertador ta tocando. –ela disse enquanto desligava o barulho chato que enchia o quarto. O homem não havia nem se mexido. Ela então passou a mão nos cabelos dele enquanto continuava chamando. –Hey, acorda. Vai se atrasar. –ela disse beijando a bochecha do homem, que suspirou fundo e a puxou pra perto.
-Não consigo, o sono é maior. –ele reclamou abrindo os olhos devagar e encarando a mulher. –parece que dormi só cinco minutos. –fechou os olhos outra vez. Yvonne riu da expressão no rosto dele.
-Se quiser eu posso fazer café pra você enquanto você fica aí e dorme mais um pouco. Que tal? –a proposta era tentadora. Zachary se sentia extremamente cansado.
-Eu quero. Se não for muito abuso da minha parte, porque parece que passou um ônibus espacial em cima de mim. –ele disse acariciando a cintura dela enquanto a mulher ainda mexia nos cabelos dele.
-Não se preocupe, eu volto a dormir depois. –ela disse beijando a bochecha do rapaz outra vez e se levantando. Vestiu seu hobby e saiu do quarto em silêncio.
Enquanto preparava o café, reparou como se sentia bem. Havia algum tempo já desde que sentira essa leveza interior. Era ele. Zachary fazia um bem danado pra ela. Em meio aos pensamentos, Yvonne se dirigiu para o quarto para acordar o homem.
-Psiu, tá quase pronto. –ela deitou a metade do corpo na cama enquanto sussurrava no ouvido dele. Zach sorriu de leve ao ouvir a voz da mulher, logo se virando pra vê-la.
-Tá bom mãe. –a mulher riu com a piadinha, o fazendo rir junto.
-Bobão. Vou lá terminar enquanto você fica pronto. –Yvonne falou beijando os lábios do homem e saindo do quarto. Zachary foi para o banho, ainda meio sonolento, e a mulher seguiu para a cozinha. Terminou de arrumar algumas coisas na pequena bancada e voltou a passar o café. Ela poderia ter feito na cafeteira, mas tanto ela quanto Zach odiavam o gosto de requentado que o café tinha na cafeteira.
Quando estava quase terminando o café, sentiu os braços fortes de Zach abraçarem a cintura da mulher. Os lábios dele beijaram-lhe o pescoço e logo ela ouviu a respiração profunda dele que acompanhava a mania do homem de cheirar o cabelo dela.
-Que cheiro bom. –Zach comentou.
-Bom mesmo. –Yvonne continuou, inalando o cheiro do café.
-Eu tava falando de você. –ele disse e ela virou-se. –Mas o café também está com um cheiro ótimo. Aliás, obrigada. –o homem falou se aproximando para um beijo, que teria acontecido se a porta não tivesse sido aberta de surpresa.
-Opa! Bom dia pra vocês. –disse a irmã de Zach. Os dois se olharam um pouco corados, deram risada e então Zach se afastou enquanto a mulher terminava o café.
-Bom dia mana. Sabia que existe campainha do lado de fora? Serve pra anunciar sua chegada. –Zach brincou enquanto abraçava a irmã.
-Zachary, não preciso tocar a campainha pra entrar no seu quarto de hotel. Sou mais nova, mas ainda cuido de você. –Shekinah falou passando por ele e indo até Yvonne. –E por qual motivo você não me contou que minha cunhada viria mais cedo? –a irmã abraçou Yvonne e ela sentiu as bochechas queimarem.
-Bom dia Ki. –disse Yvonne.
-Porque era segredo né. –o homem falou e as mulheres riram.
-Mas você contou pro Eric. Sou sua irmã, também mereço saber. –ela disse e o irmão riu.
-Ta bom, da próxima vez você será a primeira. –ele brincou.
-Enfim, só passei pra dizer que o Eric tentou te ligar mas seu celular só dá fora de área. Quando estiver indo quero que passe pegar ele. Deu um erro nas reservas e ele ficou num hotel lá perto do museu, então como é caminho quero que passe lá. –Ela disse indo em direção à porta.
-Pode deixar chefe. Não vai ficar pro café? –pediu Zachary.
-Não, estamos indo agora. Aliás, quero você lá em 20 minutos. Agora eu vou deixar vocês voltarem a fazer seilá o que é que estavam fazendo. Até mais tarde, amo vocês. –Shekinah disse e saiu. Os dois se olharam ainda rindo da euforia de Shekinah.
-E o que é que estávamos fazendo mesmo? –perguntou Yvonne se aproximando dele e segurando na gola da camisa. Zachary apenas sorriu e se aproximou dela, beijando com vontade a boca que tanto amava. –Vou ficar aqui, o dia inteiro, te esperando. –ela falou entre beijos ao redor da orelha dele enquanto suas unhas passavam de leve pela nuca de Zach. As mãos dele puxaram Yvonne pra mais perto do seu corpo e ele respirou fundo pra não precisar se atrasar.


-Você não vale nada. Vou ficar pensando nisso o dia inteiro. –ele subiu uma das mãos, segurando o cabelo dela de leve. –Mas não antes de te deixar na mesma. –ele terminou a frase beijando o pescoço da mulher. Yvonne riu, pois sabia que havia conseguido mexer com a cabeça dele.
-Até mais tarde então. –ela disse indo pro quarto. Zachary tratou de espantar os pensamentos maliciosos da cabeça e tomou café correndo. Ainda tinha que passar pegar o amigo ou então ficaria sem fotógrafo.
Quando encostou na porta do hotel, Eric entrou rapidamente no carro, com cara de sono ainda. Zach riu um pouco enquanto arrancava com o carro. Eric não havia dito uma palavra.
-Olha Zach, eu sei você provavelmente fez sexo o dia inteiro, mas poderia pelo menos ter ligado seu celular. –Eric falou. Não estava chateado de verdade, mas adorava zoar o amigo.
-Foi mal cara. Eu me esqueci de ligar quando coloquei no carregador, só lembrei dele hoje porque ligou sozinho pra despertar. –o homem falou pro amigo enquanto iam até o local do evento. –Eric? Você não tá bravo né? Me diz que não. –Zachary realmente acreditou na cara fechada do amigo, que não se aguentou e caiu na gargalhada.
-Claro que não cara. Relaxa. Mas vê se não esquece de ligar o celular. –ele disse e Zach também riu.
-Não se preocupe. –encostaram no estacionamento. –Ah Eric, vamos arrumar alguém pra você também esquecer o celular desligado. –o amigo falou zoando e Eric mostrou o dedo. Talvez ele precisasse de alguém mesmo, nem que fosse só para passar uma noite, ou duas. Desde a última namorada Eric não tem sido muito aberto com todos, era seu movimento de defesa.
**
O dia passou lentamente. Enquanto Zach, Shekinah, Eric e outros muitos voluntários corriam pra lá e pra cá no primeiro dia do evento, a mulher precisava ficar no hotel. Ela tecnicamente estava na Tailândia ainda, então ser vista em San Diego do nada seria suspeito.
Durante o dia não falou com Zach, sabia que ele estava muito focado na convenção, e não queria distrair o rapaz então aproveitou a tarde pra ligar para Michelle, com quem não havia falado muito devido aos compromissos de ambas. Após falar com a amiga, Yvonne ligou para Gian, também não havia falado muito com ele, e queria saber como estavam seus filhotes.
Quando a noite chegou, Zachary estava esgotado. O dia havia sido maravilhoso, como em todas as edições, mas tudo o que ele queria naquele momento era chegar no hotel e abraçar a mulher que o esperava. Assim que chegou à porta, colocou o cartão-chave e abriu a porta devagar, pra que Yvonne não ouvisse. Assim que entrou viu que a luz do quarto estava acesa.
A mulher estava distraída no celular quando ouviu uma música vinda de outro cômodo, sorriu sozinha, sabia que era ele. Ela então andou até a sala, onde havia apenas um abajur iluminando. Zachary estava parado no meio do cômodo, com um sorriso largo.
-Vem cá! –a voz dele ecoou suave enquanto a mão alcançava a da mulher, puxando o corpo de Yvonne para perto. Ele segurou-a pela cintura enquanto balançava pra lá e pra cá, com a cabeça apoiada no ombro dela. –You’ve got the best of both worlds. You’re the kinda girl who can take down a man, and lift him back up again. –Zachary cantava baixinho no ouvido dela, causando arrepios na mulher.
-Senti saudades. –ela falou também ao ouvido dele. O homem sorriu com o tom de voz que ela emitiu. Era um tom necessitado, quase que a voz tremia. Ela realmente sentia saudades.
-Eu também. –disse ele inalando o cheiro dela e continuando a cantar baixinho enquanto balançavam de um lado pro outro. –Queria te levar pra dançar fora, mas acho que seria muito exposto. Espero que goste do meu pequeno improviso com o cenário. –Yvonne sorriu. Como ele era bobo, ela não precisava de nada mais além do carinho dele.

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-Está perfeito. Muito obrigada. –ela o encarou por uns segundos e logo acabou com o espaço entre os lábios deles, num beijo calmo. As unhas dela massageavam de leve o escalpo do homem, enchendo o corpo dele com uma sensação relaxante. –Você trabalhou o dia todo, e esperou até agora pra descansar. Acho que merece uma massagem. –ela disse com o rosto bem perto do dele enquanto o homem cantava o último verso da música. A voz rouca de Zach trazia uma sensação gostosa, como se ela estivesse em casa com ele.
-Oh the wait was so worth it. –ele sorriu enquanto acenava que sim para Yvonne. Precisava de uma massagem.
-Vai tomar um banho, eu te espero. –Yvonne disse beijando-o. Zach sorriu e seguiu para o banheiro, mas o banho foi rápido, estava tão cansado que se ficasse lá por muito tempo acabaria dormindo.
Assim que Zachary saiu do banho, Yvonne já se encontrava sentada na cama com o óleo de massagem nas mãos, apenas esperando. O homem então vestiu apenas uma cueca e foi na direção dela.
-Senta aqui. –ela pediu pra que ele sentasse na beirada da cama. –vou fazer primeiro nos seus ombros e depois você deita. –a mulher espalhou uma pequena quantidade de óleo nas mãos e começou a massagear os ombros de Zachary, apertando com um pouco de força.
-Eu tinha esquecido como suas mãos são boas. –ele falou fechando os olhos enquanto apreciava a massagem. Ela conseguia sentir os músculos dele rígidos enquanto apertava, tentando relaxar o corpo do homem.
-E eu tinha esquecido o quão tenso você estava. –ela o abraçou por trás, sentindo o cheirinho gostoso de sabonete na pele dele. –agora deita aqui e põe os braços pra baixo. –ela continuou massageando os ombros, mas também desceu para as costas dele. Assim que havia terminado, iniciou uma sessão de cafuné no cabelo do homem, que em poucos minutos já estava respirando pesado com os olhos fechados.
Yvonne então deu-lhe um beijo na bochecha e saiu de cima das costas de Zach, cobrindo-o em seguida pra que não resfriasse o local com óleo de massagem. Ela então deitou-se ao lado do rapaz e continuou a acariciar os cabelos dele, até que ela mesma tivesse dormido.

***
Galeura, foi isso, espero que tenham gostado, comentem e tals, muitos momentinhos vindo por aí.

domingo, 10 de abril de 2016

26-Keeping the peace

Voltei, finalmente. Podem me xingar que eu deixo, mas to em semana de provas então sacumé né. Espero que gostem migas.
***

-Conseguiu falar com ele? –perguntou a mãe de Yvonne enquanto chegava ao quarto da filha, que olhava para o celular.
-Ah não, ele provavelmente está trabalhando. Se não me engano ainda é de tarde lá. –disse Yvonne disfarçando um sorriso.
-Bom, então tentamos amanha. Você vem comer? Está pronto.
-Agora não, estou um pouco cansada. Vou dormir e amanha eu vejo como ficou. –a mulher falou.
-Tudo bem então filha. Boa noite. –a mãe beijou-lhe a bochecha.
-Boa noite mãe. –ela respondeu enquanto a mulher deixava o quarto. Yvonne então escovou os dentes e trocou de roupa pra dormir. Não estava cansada, mas se obrigaria a dormir pra não acabar pensando demais. É claro que o fato de Zachary não atender ao telefone não significava nada, porém, sua mente não conseguia deixar de trabalhar para pensar em todas as coisas que não deveria. Após alguns minutos de silêncio e tranquilidade, Yvonne finalmente conseguiu dormir. O vento fresco que entrava pela janela possibilitou a mulher cair num sono pesado.
Enquanto isso, Zachary entrava em seu quarto de hotel, com pouca noção do que estava acontecendo. Foi até o banheiro e tomou um banho rápido, precisava descansar, pois havia trabalhado praticamente 18 horas sem descanso.
Quando saiu do chuveiro, já se sentia menos cansado, então pegou seu celular pra checar as ligações. Sentiu um peso nos ombros ao ver as ligações de Yvonne, feitas há duas horas. Não se sentia culpado, pois esteve muito ocupado o dia todo, mas sabia o que se passava na cabeça da mulher. Embora estivesse cansado, reconhecia que, tanto ele quanto ela, precisariam fazer um esforço se quisessem fazer o relacionamento deles sobreviver e evoluir. O homem então foi até as chamadas perdidas e retornou.
Já de madrugada, Yvonne acordou assustada com o toque do celular, mas o susto foi substituído por um sorriso ao ver o apelido dele no visor.
-Hey Minge. –ela falou sonolenta.
-Clacka, te acordei? –perguntou com uma voz arrependida.
-Acordou, mas acho que nossos fusos são diferentes então não se preocupe com isso. –ela riu baixinho. Olhou no relógio, 2h30 da manha.
-Então tá. –ele riu junto. –me desculpa não atender ou ligar antes. Estou na correria desde manha, acabei de entrar no quarto. –ele falou soltando um suspiro cansado.
-Não se preocupe. Como estão as coisas por aí? –perguntou ela com o coração bem mais calmo.
-Estão ótimas, estou feliz. E aí? –ele falou e a mulher pôde imaginar o sorriso que ele apresentava no momento.
-Aqui está tudo certo. Meus pais estão passando uns dias, aliás, te ligar foi ideia da minha mãe. –disse Yvonne.
-Como assim? Ela sabe?
-Agora sabe. Ela viu nossas fotos no meu celular, perguntou, e eu acabei contando. Ela ficou muito feliz. –a mulher não conseguia conter a felicidade ao contar para Zachary.

-Sempre soube que sua mãe me amava. E porque não amaria? Sou uma pessoa adorável. –o homem falou convencido. Yvonne sentia falta do bom humor contagiante de Zach.
-Claro que é. –os dois riram ao telefone e logo o silêncio tomou conta.
-To com saudades, preciso muito te ver. – o homem soltou, fazendo o coração da mulher em pedacinhos.
-Eu também Zach... Eu também. Mas logo isso vai acabar. –ela soltou um suspiro fundo. –Que dia você chega em San Diego?
-A partir do dia 7 estou lá. Eu sei que seu painel é no dia 11, mas você não consegue chegar uns dias antes? –pediu o homem com a voz doce.
-Vou tentar conseguir uma passagem. Para o dia 8 está bom? –disse.
-Está ótimo. Teremos um dia só pra nós antes de começar a CON.
-Então tudo bem. –Yvonne finalizou.
-Clacka, eu odeio ter que dizer isso, mas preciso dormir, e imagino que você também pois to te ligando de madrugada. –Zachary falou e ela riu.
-Realmente. Vou dormir mesmo. Boa noite Zach.
-Boa noite Yvie.
***
Era dia 8 já, aproximadamente 10h da manhã. Zachary caminhava de um lado pro outro, ansioso. No meio da andança, o celular apitou uma mensagem.
“Me passa o endereço do hotel. Estou saindo do aeroporto.”
Ele quase não conseguia digitar direito. Tremia como um adolescente. Parecia besta, mas ficar longe dela fazia o corpo e a mente dele reagirem de uma forma estranha, necessitada.
“Eu te busco Yvie, não precisa pegar táxi.”
Respondeu Zachary, quase saindo pra pegar o carro.
“Não precisa Zach, vai parecer muito suspeito se formos vistos, só passa o endereço e deixa avisado na portaria que vou subir.”
Insistiu Yvonne, mesmo imaginando a possibilidade de logo assumirem o que quer que fosse. Mas era delicado, principalmente perto da Comic-Con. Zachary relutou, mas acabou enviando o endereço e quarto do hotel então guardou o celular no bolso e telefonou para a portaria, avisando que sua amiga viria para o almoço, pra deixá-la subir. Enquanto esperava, Zachary sentou no sofá e tentou se distrair com o celular, mas as pernas do rapaz não paravam de balançar.
Não havia muito transito em San Diego às 10 da manha, o percurso do aeroporto até o hotel demoraria, pelo menos, uns 20 minutos. Ele sabia que essa espera seria pior do que a que passou até agora. Zachary fechou os olhos por um segundo, relaxando, e quando se deu conta sua campainha tocava. Ele levantou para abrir, estava tremendo, era ridículo, mas ele sentia muito a falta daquela mulher.
Assim que a porta foi aberta, o homem encontrou sua melhor amiga em seu estado mais natural: distraída enquanto mexia em um dos botões de sua jaqueta jeans. Assim que Yvonne subiu seus olhos, o sorriso foi inevitável ao se deparar com ele ali parado. Parecia uma eternidade.
Zachary queria beijá-la ali mesmo, mas foi cuidadoso, olhou para o corredor e então fez sinal pra que ela entrasse. Yvonne fez o que ele havia pedido e assim que a porta se fechou Zachary se aproximou dela, com cuidado. Ele tocou o rosto da mulher de leve, como se não acreditasse no que estava vendo e então, com um beijo calmo, fez Yvonne se encostar na porta. Os dois respiravam pesado enquanto o beijo acontecia.


Yvonne encarou os olhos castanhos dele assim que o beijo acabou e só naquele momento percebeu o quanto ele fazia falta na vida dela. Não falou nada, apenas enrolou os braços ao redor do corpo dele num abraço muito apertado e lá ficou. O homem acariciava o cabelo dela e apreciava o cheiro gostoso que o fazia sentir em casa.
-Quer sentar? –perguntou ele.
-Quero. –ela respondeu olhando no rosto de Zachary. O homem então a pegou no colo e foram até o sofá, onde ele se sentou com ela por cima, como fosse um bebê.
Yvonne riu da atitude e levou a mão ao rosto do homem, acariciando sua barba rala, mas que estava muito bonita.
-Acho que não preciso dizer que senti saudades, não é? –Zachary falou e a mulher concordou dando um sorrisinho. Os olhos dele diziam tudo, assim como os dela. Ficaram por um bom tempo deitados no sofá, conversando e apreciando a presença um do outro.
-To com fome. –ela comentou depois de terem conversado sobre quase todos os tópicos possíveis. A conversa entre eles sempre rendia, nunca ficavam entediados.
-Vem comer. –ele disse sentando no sofá. Yvonne fez o mesmo enquanto se espreguiçava.
***
Depois do almoço, a tarde foi agradável. Eles viram filmes, brincaram como crianças correndo um atrás do outro e aproveitaram o tempo que tinham antes dos compromissos começarem.
Assim que saiu do banho, Zachary encontrou Yvonne deitada na cama, de barriga pra baixo enquanto mexia no celular. Ela usava uma camiseta larga que ia até suas coxas e balançava as pernas distraída. O homem então caminhou em silêncio e se jogou em cima dela.
-Que cheirosa. –falou ele inalando o aroma do cabelo dela.
-Obrigada Minge. –ela sorriu enquanto tentava se virar. A tentativa falhou, pois além de Zachary pesar mais, suas costas começaram a doer, deixando Yvonne com uma expressão de dor.
-O que foi? Te machuquei? –perguntou ele saindo rapidamente de cima dela.
-Não, minhas costas estão doendo. Dormi de mau jeito no avião. –ela reclamou enquanto virava de barriga pra cima.
-Quer que eu te faça uma massagem? –Zachary ofereceu enquanto acariciava a cintura da mulher.
-É tudo o que eu mais quero nesse momento. –Yvonne falou com a voz cansada e Zachary sorriu.
-Então tira a camiseta e deita de costas enquanto eu pego o óleo de massagem. –pediu indo até sua mala enquanto ela tirava a camiseta.
Zachary voltou com o óleo em mãos e subiu na cama, colocando uma perna de cada lado do copo da mulher. Ele então tirou o cabelo dela para o lado e espalhou o produto desde o pescoço até o meio das costas.

-O lado direito dói mais. –apontou Yvonne enquanto ele pressionava as mãos sobre as costas dela. Ele começou a massagear no local indicado por ela, fazendo a mulher gemer enquanto seus músculos relaxavam. –Ahh como isso é bom. –dizia ela enquanto Zachary massageava com força. –Eu precisava muito disso. –ela soltou com a voz aliviada.
-Se sente melhor? –Zachary se inclinou pra falar no ouvido dela.
-Muito melhor. –ela sussurrou. O homem então beijou-lhe o pescoço de leve, deixando a mulher em um êxtase maravilhoso. –Isso é outra coisa da qual estou precisando. –falou com os olhos fechados e sorrindo.
-Somos dois então. –ele desceu os beijos pelas costas dela, deixando Yvonne arrepiada. Ela precisava dele, do toque, dos beijos, do sexo em si. E Zachary sabia disso, pois precisava dela também.
Ele passava a barba de leve pelas costas dela enquanto beijava cada área devagar, apreciando. Yvonne o sentia crescendo devagar sob suas costas, e aquilo a deixava excitada. Ela então se virou, ficando com ele sentado sobre ela.
-Como foi que fiquei um mês sem você? Eu deveria ganhar um prêmio por conseguir. –ele disse olhando para os peitos de Yvonne. Ela colocou as mãos na nuca do homem e o puxou pra perto de sua boca.
-Você fala demais, sabia? –ela riu e o beijou, mordendo com vontade os lábios dele enquanto Zachary provocava os mamilos da mulher. Yvonne gemia com os lábios colados nos dele. O homem adorava aquele som, precisava ouvir mais daquilo.
Ele parou o beijo e desceu até a calcinha dela, tirando com rapidez, sem rodeios ou avisos. Yvonne gostou, foi inesperado, já que ele sempre ia devagar pra torturar a mulher. Zachary deu uma última olhada nos olhos dela antes de se jogar no corpo de Yvonne.
A mulher não conseguia segurar as sensações que tomavam conta dela naquele momento. Ela só sabia gemer e puxar os cabelos dele. Zachary ria hora e outra, amava ouvir os sons que ela fazia e a maneira que o corpo dela reagia a ele.
-Zach... Zach! –falou quase sem ar.
-O que foi? –ele perguntou indo até o rosto dela, mordiscando o queixo da mulher.
-É minha vez. –Yvonne disse empurrando Zachary e ficando por cima. –E vê se fica em silêncio. –ela falou descendo devagar enquanto olhava nos olhos dele e tirava a única peça de roupa que impedia seu contato com o corpo do homem.
-Eu ficar em silêncio? E você pode gritaaaahh... –não conseguiu terminar a frase, a boca da mulher já o estava satisfazendo de uma forma inexplicavelmente boa. Ele até tentou ficar em silêncio, mas não dava. Ela realizava isso de uma forma suave, maravilhosa, que fazia com que ele perdesse qualquer noção. As mãos dele foram parar nos cabelos dela, controlando um pouco do ritmo, não que precisasse, ela sabia o que estava fazendo. –Hey, hey! –ele chamou e ela olhou. –Vem aqui. –assim que a mulher voltou para a altura em que o rosto dele estava Zachary levou as mãos até a bunda dela, apertando. Ela também não aguentava mais.
-Por favor. –ela pediu com os olhos fechados, respirando pesado. O homem então a penetrou com vontade enquanto segurava a cintura da mulher, fazendo movimentos para cima e para baixo.
Logo ela ficou por baixo, erguendo as penas nos ombros dele enquanto o homem colocava o quanto conseguia, se vendo satisfeito com expressão de prazer no rosto da mulher. Ele então abaixou as pernas dela, e sem se afastar, inclinou-se para bem perto do rosto dela, olhando nos olhos azuis de Yvonne.
A mulher o beijou com paixão enquanto arranhava a nuca do homem, embriagada pelo prazer daquele momento. Quando atingiram o ponto máximo, Yvonne o apertou com toda a força restante e gemeu no ouvido dele, fazendo o homem revirar os olhos, um pouco de dor pelas unhadas que deixariam marcas no dia seguinte, e o resto da sensação era o prazer que aquela mulher o proporcionava, em todos os momentos.
Os dois deitaram lado a lado, recuperando o fôlego, enquanto olhava um para o outro com um sorriso abobado no rosto. Aquele era o momento do qual eles sentiam falta. O momento em que se olhavam e sentiam uma felicidade sem tamanho só por estarem um ao lado do outro.
-Eu te amo, sabia? –disse Zachary.
-Sabia sim. –Yvonne fez cara de convencida. –sou amável. –riram e continuaram a se encarar.
-Boba. –disse ele. –vem cá, vamos dormir. –ela logo se aproximou dele, virando de costas enquanto Zachary a abraçava pela cintura. –Boa noite. –ele depositou um beijo carinhoso no ombro dela.
-Boa noite Zach. –ela entrelaçou os dedos deles e assim dormiram.

***
Bem gente, espero que tenham gostado. Estou animada pra escrever as próximas partes.

terça-feira, 29 de março de 2016

25-Don’t think that i’m pushing you away

Gente, sou a pior escritora do universo, me desculpem mesmo pela demora. Esse capítulo tá chatinho, mas fazer o que né? É a vida que segue.
***

Após deixar Zachary no aeroporto, Yvonne dirigiu calmamente até em casa. Pensou em dar uma passada no apartamento de Gian, mas era muito cedo, e não queria correr o risco de atrapalhar o amigo outra vez. Sabia que ele estava de rolo com alguém. Michelle estava viajando também, então simplesmente seguiu direto pra casa, entrou e deitou na cama, abraçando seus filhotes até pegar no sono outra vez.
No avião, Zachary tomou um remédio pra dormir, pois sabia que ia pensar demais na mulher se ficasse acordado. Ele também sabia como Yvonne ficava quando estava sozinha, o pior era deixar ela lá sem ninguém. Finalmente o remédio funcionou, e ele dormiu, mas não antes de mandar uma mensagem para Gian, pedindo se o rapaz não poderia dar uma olhada nela. Iria parar primeiro em algumas cidades da Flórida, e depois seguiria pra outros locais onde gravaria algumas cenas de Heroes Reborn, e daria entrevistas também.
Yvonne acordou algumas horas depois, com muita fome, e com Will roncando ao seu lado. Sim, o cão roncava, muito alto. A mulher então levantou, escovou os dentes e foi até a cozinha preparar algo pra comer. Não fez nada muito demorado, queria sair pra se exercitar um pouco e passear com os cachorros.
Estava terminando de comer seu almoço quando a campainha tocou. A mulher levantou e foi abrir a porta, sorrindo ao encontrar o amigo parado ali com um sorriso.
-Bom dia bela adormecida. –disse Gian abraçando a mulher. Ele sabia que ela havia acordado há pouco, pois seus olhos ainda estavam meio inchados. –vim dormir aqui com você.
-Bom dia pra você também. –ela sorriu, dando passagem pra ele. –Como sabia que eu estaria sozinha? –perguntou, quase sabendo a resposta.
-Zach me falou. Ele não queria te deixar sozinha, aí perguntou se eu não faria nada hoje e pediu pra eu vir aqui. –ele comentou enquanto ela voltava para o restinho de seu almoço. Imaginava que Zach tivesse dito pra ele. Sorriu sozinha ao lembrar do homem.
Durante a tarde, ela e Gian ficaram jogando conversa fora enquanto a mulher organizava um pouco o apartamento, e depois, os dois saíram pra passear com os pequenos já que ela não havia feito isso de meio dia.
Caminharam durante 40 minutos na praia, tomaram um sorvete e então voltaram pra casa. Yvonne não havia levado o celular então assim que chegou foi checá-lo. Haviam 2 mensagens de Zachary.
“Hey Clacka, só queria avisar que cheguei em Tampa agora. Está tudo certo por aqui. Estou com saudades já.”
“Está aí? Espero que não esteja dormindo, queria te ligar.”
Yvonne leu as mensagens sorrindo como boba e gargalhou alto ao ler a segunda. Mal sabia ele que já havia feito muito desde que ele fora viajar.
“Abusado! Eu estava na praia com o Gian. Como pôde pensar que eu estava dormindo? A propósito, também estou com saudades, e se quiser me ligar, estou livre agora.”
Digitou a mensagem e se jogou na cama. Logo Gian entrou, pedindo uma toalha pra tomar banho. Yvonne deu o que ele queria e o rapaz deixou o quarto para tomar seu banho. Minutos depois, o celular dela tocou.
-Olá abusado. –atendeu ela, tentando ficar séria.
-Oi coisa linda. –Zachary fez voz doce. –Não está mais aqui quem te acusou de estar dormindo. –ele falou e ela deu risada.
-Bom mesmo. Tudo bem? –perguntou o rapaz, enquanto transmitia seu pensamento até lá, na tentativa de matar um pouquinho mais a saudade que já sentia dela.
-Tudo sim, só um pouco quebrado do voo, já estava desacostumado. E você fez o que hoje? –ele falava enquanto assistia a um filme que passava na televisão do quarto.
-Gian veio aqui, aliás, muito obrigada. –ela falou referindo-se ao homem pedir pra Gian ir vê-la. –ficamos batendo papo à tarde enquanto eu arrumava o apartamento e depois levamos Chazzy e Will pra dar uma volta na praia. Já teve alguma entrevista hoje? –ela levantou da cama e sentou-se na janela, olhando pro céu.
-Hoje não, graças a Deus, acho que não ia aguentar. Mas amanha eu já tenho várias. –disse Zachary, bocejando ao telefone.
-Que bom mesmo. Bom, eu acho que vou deixar você descansar então.
-Ah não, vamos conversar mais, não quero dormir. –pediu ele.
-Minge, você tá acabado, dá pra ouvir na sua voz. Descansa, e amanha quando estiver livre você me liga. Vou ficar o dia todo em casa preparando as coisas pra viagem. –ela falou e o homem sorriu do outro lado.
-Tudo bem, você venceu. –ele falou bocejando outra vez. Precisava admitir que estava muito cansado.
-Obrigada. Faço pro seu bem, não quero ver você sobrecarregado e dormindo mal. Isso não é saudável. –ela falou com uma voz calma, que transmitia leveza à conversa e mostrava o quanto ela se importava com ele.
-Tudo bem, obrigada por cuidar de mim Clacka.  Saiba que eu te amo mais ainda por isso. –ele falou com a voz arrastada de sono já.
-Sempre vou cuidar de você Minge. Também te amo. –Yvonne soltou junto com um suspiro. De agora em diante, era assim que seriam as conversas, curtas e cheias de saudades.
-Amanha será um dia a menos pra gente se ver. Boa noite. –ele disse baixinho.
-Boa noite Zach. –ela falou e desligaram. A mulher continuou na janela olhando pro céu até que Gian a chamou.
Na Flórida, Zachary se preparava pra dormir. O clima já estava quente por lá, mas havia uma brisa gostosa do mar. O homem então largou o celular ao lado da cama e tratou de dormir, pois a partir do dia seguinte seriam apenas entrevistas e incontáveis horas de filmagens. Embora soubesse que Yvonne ocuparia a cabeça com o trabalho assim que chegasse na Tailândia, principalmente quando os pais fossem visitá-la, ele se preocupava com o fato de acabarem caindo no mesmo buraco em que caíram da última vez. Chegava a ser engraçado, os dois são atores, sabem como é viver distante da família e amigos, mas mesmo assim, conseguiram deixar isso afetar a relação deles uma vez. O homem ainda acreditava que ficariam bem, pois haviam mudado e amadurecido muito desde então.
No outro dia acordou cedo, tomou seu café da manha no restaurante do hotel e foi encontrar seu pessoal, que o conduziria para a entrevista. Ele sabia que os dias seriam longos e as noites de sono seriam poucas, mas o amor que tinha pelo que fazia mantinha-o todos os dias apto a continuar, mesmo que passando por momentos difíceis.
Com o passar dos dias, os dois tentavam ocupar a cabeça e não pensar tanto na enorme distancia que os separava. Yvonne já estava no avião, a caminho de Bangkok. Respirou fundo enquanto via um filme qualquer no avião, na esperança de pegar no sono. O pessoal que viajava com ela já dormia há tempos, mas não ela. Parecia coisa de adolescente, mas ela não conseguia evitar sentir um desânimo, uma carência. Esperava que as coisas fossem melhorar quando seus pais chegassem ou quando ela começasse a gravar, pois sabia que isso era algo que a deixava focada.
Quando estava começando a sentir o cansaço, seu celular apitou uma mensagem, e, embora amasse Zachary com todo seu coração, torcia pra que a mensagem fosse de outra pessoa, pois pensar no homem era a última coisa que precisava agora.
“Amorzinho, tudo bem? Tô meio entediado então resolvi te incomodar um pouco. Tá no avião ainda?”
Soltou um suspiro de alívio ao ver a mensagem de Gian. Tratou logo de digitar uma mensagem pro amigo.
“Tudo bem Gi, e por aí? To no avião sim, tentando pegar no sono, mas não to conseguindo muito não.”
Yvonne enviou. Os dois conversaram por mais um bom tempo, até que ela sentiu o sono chegando, então avisou o amigo e se despediram. A mulher se acomodou como pôde na poltrona e finalmente dormiu.
***
Os dias foram passando, Yvonne finalmente estava focada no trabalho, e estava se divertindo. Ela falava com Zachary sempre que possível, e estava feliz, pois seus pais estariam passando algum tempo ela.
-Mãe, é pra por o leite antes ou depois? –perguntava Yvonne enquanto tentava uma receita que havia visto há alguns dias.
-Não lembro filha. Você não anotou a receita? –pediu a mãe enquanto olhava pra mistura sem entender o que se passava.
-Eu também não lembro. Pega meu celular, por favor. Acho que tirei uma foto da receita. –Yvonne apontou para o celular e a mãe pegou. A mulher falou a senha, já que estava com as mãos sujas, e a mãe começou a procurar a foto dentre as várias que a filha tinha no celular. Enquanto procurava, não pôde deixar de notar as várias fotos que Yvonne tinha com Zachary. Tinha algo ali que ela estava perdendo. Queria perguntar à filha, mas primeiro achou o que estava realmente procurando. Terminaram a receita e colocaram pra assar.
-Filha, posso te perguntar uma coisa? –Disse a mãe enquanto Yvonne organizava a bagunça que havia feito.
-Pode sim mãe.
-Você e o Zach voltaram, não voltaram? –ela falou e Yvonne ficou pasma, sem saber o que dizer. –Está tudo bem, eu vi as fotos no seu celular quando procurava a receita. –Yvonne então soltou um suspiro, se rendendo.
-Pois é mãe. –ela sorriu. –não estamos namorando, mas de certa forma voltamos, e estamos bem.
-Que bom, fico feliz por vocês. Fiquei triste quando tudo aquilo aconteceu entre vocês. Dava pra ver o quanto vocês se amavam. –a mãe falou e Yvonne sorriu outra vez. Sentia-se uma adolescente boba contando pra mãe sobre o primeiro amor.
-Eu também mãe, Zachary é uma pessoa maravilhosa. –Yvonne disse com um aperto no coração, de saudades dele.
-Ele é mesmo, gosto muito daquele garoto. Faz muito tempo que não o vejo.
-Se quiser podemos ligar pra ele, estava pensando em fazer isso depois quando tivesse um tempo. –sugeriu Yvonne. A mãe sorriu em aprovação. Ela pensou em chamar o marido, mas o mesmo estava cochilando no sofá.

Yvonne então discou o número de Zachary e esperou chamar. Após vários toques e nenhuma resposta ela desligou. Esperou alguns minutos e ligou outra vez. O celular chamou até dar na caixa postal e nada de Zachary atender. Naquele momento um sentimento tomou conta de Yvonne, um sentimento que ela conhecia bem, pois havia sentido quando Zachary foi embora depois da semana deles juntos na Austrália.

***
Por hoje foi isso gente, espero que tenham gostado. Tá meio paradão, mas não vou prolongar isso muito não, acho que no próximo capítulo já teremos Zachonne outra vez.
Mais uma vez peço desculpas pela demora, eu sei que é chato esperar, mas a faculdade tá me deixando louca.
Beijinhos e até a próxima!

sexta-feira, 18 de março de 2016

24-Mad Sounds

Olá galerinha, estou de voltaa. Espero que gostem do cap.
***

-Galera, pedimos mais uma rodada ou paramos? –perguntou Eric com a voz arrastada. Estavam sentados no bar há umas duas horas, bebendo e falando bobagens. A linha de bebuns no balcão era formada por Eric, Yvonne, Zachary e Adam, um velho amigo deles, que era o único sóbrio dali, pois estava dirigindo.
-Eu já to legal. As duas últimas rodadas de tequila fecharam. –disse Yvonne toda risonha, encostada em Zachary.
-Por mim paramos também. –Zach opinou enquanto abraçava a mulher por trás e descansava sua cabeça no ombro dela.
-Adam? –Eric olhou para o amigo, que bebia inocentemente seu suco.
-Se vocês estiverem a fim de ir, por mim tá beleza. –disse o amigo.
-Então vamos. –disse Eric e todos levantaram. A conta foi paga e seguiram para o carro de Adam, que os levaria pra casa. Yvonne e Zachary foram no banco de trás enquanto Eric ia na frente com Adam.
Os dois cantarolavam alto a música que tocava, Eric contagiava o amigo sóbrio com sua animação. Os passageiros do banco de trás também cantarolavam junto, mas a animação de Eric e Adam era insuperável.
-Vocês não cansam mesmo né? –Yvonne perguntou dando risada.
-Nunca! –Zachary respondeu olhando pra ela. A mulher se aproximou e o beijou, mordendo de leve os lábios do homem.


-Bom saber que ainda tem energia neste corpo, quero gastar ela todinha assim que chegarmos em casa. –ela falou ao ouvido dele, intercalando leves beijos no pescoço do homem.
-Sou todo seu. –ele disse acariciando a coxa da mulher, que riu maliciosamente pra ele. Era fato que o álcool, e principalmente a tequila, aumentavam a tensão sexual entre os dois.
-Galerinha do banco de trás, vamos parar com a pegação no meu carro, por favor. –Adam falou causando risos em Zach e Yvonne sentiu as bochechas queimarem, mas riu pra descontrair. –Acho que chegamos. –Adam continuou, olhando pelo retrovisor.
-Obrigada cara. Boa noite pra vocês e vão com cuidado. –disse Zach enquanto desciam do carro. Yvonne acenou pra eles e logo o veículo saiu de vista.
Os dois passaram pelo porteiro que estava no turno da noite e entraram no elevador do prédio de Yvonne. Já no corredor, Zachary a abraçava por trás enquanto sussurrava coisas e beijava o pescoço da mulher.


Entraram no apartamento e assim que Zachary fechou a porta, Yvonne o empurrou com força contra a mesma e atacou seus lábios. As mãos dela trataram de desabotoar a camisa dele com agilidade enquanto as dele acariciavam-na por cima do jeans apertado que a mulher usava.
Ela então o puxou até o quarto, meio cambaleando por conta do álcool, e o jogou na cama. Essa noite seria dela, queria ter controle da situação, e Zachary não abriria a boca pra reclamar, ele amava quando ela fazia isso. Na verdade, isso o excitava muito.
Yvonne subiu em cima dele, que ainda deitava na beirada da cama, e o beijou novamente enquanto o provocava, deslizando seu corpo sobre o volume nas calças de Zachary. Ele respirava pesado enquanto a mulher abria o zíper, dando ao homem uma sensação de alívio.
Logo ela ficou de pé outra vez, tirou as calças de Zach e se afastou enquanto tirava a própria roupa. Yvonne foi até o outro lado do quarto e ligou uma música, baixinha pra não incomodar os vizinhos, e então voltou tirando dele todo o resto que vestia. O homem tentou tocá-la, mas foi impedido por um tapa na mão.
-Ainda não. –disse a mulher, mexendo os quadris no ritmo calmo da música. Então ficou a uma distância razoável do homem e começou a dançar lentamente pra ele. Zachary estava quase sem reação diante de tanta magnitude. Alguns diriam que ela não tinha o corpo mais perfeito do mundo, mas ele amava cada detalhe e cada curva dela.
-Você vai acabar comigo sabia? –disse ele ainda tentando tocá-la, e ela ainda desviando seus movimentos.
-Essa é a intenção. –Yvonne disse virando de costas pra ele, mexendo seus quadris bem perto dele. Quando ela abaixou, pra fazer uma espécie de twerk, o coração de Zachary não era o único órgão que pulsava ali. Aquilo já era demais pra ele, precisava dela.
Sem pensar duas vezes, o homem se levantou e a agarrou por trás, fazendo com que ela encostasse o rosto na parede fria, causando um choque em seu corpo.
-Eu quero você. –ele falou enquanto acariciava os seios da mulher com vontade. Ela então virou-se de frente e o empurrou pra que ficasse sentado na cama outra vez.
-Só se você pedir com jeitinho. –ela subiu em cima dele e agarrou seu membro, direcionando-o para a entrada, mas sem deixar entrar, ela apenas passava devagar, provocando o homem. A essa altura Zachary não sabia mais o próprio nome, a única coisa que queria era estar dentro daquela mulher. Mas sabia que precisaria entrar no jogo dela também.
Logo ele começou a beijar os peitos da mulher, que se encontravam praticamente na altura do rosto dele, e enquanto uma das mãos segurava cintura dela, a outra acariciava sua intimidade. Yvonne também tinha a respiração descompassada. Zachary foi aos poucos convencendo ela a ceder sobre ele então Yvonne apenas se entregou. Não aguentava mais esperar.
O homem gemeu enquanto a invadia com vontade, como se estivesse esperando por esse momento há anos. Ficaram imóveis por um tempo, apreciando o prazer do momento então ela se apoiou em seus ombros e iniciou os movimentos que iam de cima pra baixo.
Coisas sem sentido escapavam dos lábios deles, entrando em sintonia com a música que tocava no ambiente, era como se ela continuasse dançando em cima dele, e ele apenas aproveitando o momento.



Logo o homem a virou, deixando-a deitada na cama, então colocou as pernas da mulher apoiadas em seus ombros e entrou nela outra vez, diminuindo o ritmo dos movimentos, pra que os dois aproveitassem o máximo daquilo. Yvonne precisava admitir que ele era muito bom naquilo, talvez o melhor até hoje. Ele sabia os pontos certos pra tocá-la, e sabia muito bem quanto tempo deveria tocá-los. Talvez fosse por todo o tempo que se conheciam, pois a prática leva à perfeição, mas não se lembrava de uma única vez em que saíra insatisfeita quando o assunto era Zachary na cama.
Um tempo depois, ele abaixou as pernas dela, e sem nem diminuir o ritmo, deitou-se sobre a mulher, beijando-lhe a boca e o pescoço enquanto Yvonne tratava de arranhar as costas de Zachary. A respiração ofegante dele perto do ouvido da mulher a deixava desconsertada, sem saber o que fazer.
À medida que Zachary a excitava, tocando seu corpo da maneira mais prazerosa possível, Yvonne gemia no ouvido dele, deixando o cada vez mais excitado e mais perto de seu ápice. E não demorou muito pra que ele soltasse um último gemido enquanto diminuía o ritmo gradativamente e abria os olhos pra encarar a mulher, que ainda não estava em êxtase.
Zachary então saiu de dentro dela e deixou seus dedos trabalharem enquanto a beijava, até que ela finalmente apertou as unhas compridas na nuca dele, indicando que havia atingido seu limite. Os dois deitaram-se na cama e ele os cobriu, abraçando-a pela cintura. Queria manter o calor de seus corpos por quanto tempo mais fosse possível.
Yvonne brincava com os dedos dele, que se entrelaçavam nos dela, enquanto os dois se recuperavam do estado de embriaguês em que estavam. Um sorriso besta tomava conta do rosto deles. Zachary passava de leve sua barba feita sob o ombro da mulher, dando beijos carinhosos em sua pele e causando arrepios por todo o corpo dela.



-Acho que devemos beber mais vezes. –disse ela, virando-se pra encarar o homem. Zachary riu, balançando a cabeça em concordância.
-Também acho, mas amanha vai ser difícil pra levantar da cama. –ele falou baixinho, pois seus rostos estavam perto.
-Verdade. –Yvonne fez careta. Os dois riram e ficaram por um momento se encarando. –Que dia você viaja? –ela soltou a pergunta que esteve querendo perguntar durante a semana toda, mas não teve coragem.
-Daqui a dois dias. E você? –ele suspirou. Sabia aonde ela iria chegar com essa conversa. A verdade é que ele também estava apreensivo, pois isso era um estranho flashback de quando ela teve que ir pra Austrália.
-Vou só daqui a cinco dias. –ela falou. A última semana havia sido um pouco estressante, tanto pra ela quanto pra Zachary. Os dois estavam ansiosos pela chegada dos pais de Yvonne, e com o surgimento das viagens pros dois, eles não poderiam vir pra Los Angeles, mas iriam visitar a filha em Bangkok.
-Hey, vai dar tudo certo. –ele disse, tentando confortá-la.
-Sinceramente, não vou mentir e dizer que não estou com medo. Já passamos por isso há três anos, e não foi nada fácil. –ela falou desapontada.
-Há três anos éramos pessoas diferentes, tínhamos sentimentos sufocados e não fomos adultos o suficiente pra dizer o que sentíamos um para o outro. Eu não vou deixar isso acontecer outra vez por que eu te amo Yvonne, e me recuso a cometer esse erro denovo. –ele falou ainda baixinho, mas com a voz firme, transmitindo confiança.
-Eu não duvido de uma palavra do que disse, eu confio inteiramente em você, mas é algo que eu não consigo deixar pra lá. Isso só vai passar quando essa rota de viagens acabar e a gente ficar junto outra vez. –ela falou fechando os olhos.
-Fica tranquila, logo vai ter acabado, você vai ver. –ele falou e a mulher o abraçou, afundando o rosto na curva do pescoço dele. A respiração dela naquele local fazia o homem sentir cócegas.
Zachary levou uma das mãos até as costas nuas da mulher e acariciou de leve até que ela estivesse em sono profundo. Agora era sua vez de pensar o quão difícil seria ficar longe dela. Ele também tinha seus medos, mas estava certo do que havia dito. Os dois estavam mudados, a situação era outra, eles se amavam e Zachary não deixaria nada impedi-lo de voltar praquela mulher.
***
Chegara o dia da viagem de Zachary. Ele e Yvonne esperavam no aeroporto até que o voo dele fosse chamado, o que finalmente aconteceu depois de duas horas de espera.
-Hey, tá brava? –perguntou ele enquanto se levantava.
-Não estou brava. Estou de mal humor com o fato de acordar as cinco da manha e ter que esperar duas horas só pra ver você ir embora e ficar um mês longe. –ela falou quase que querendo chorar e Zachary riu fraco, com os olhos ardendo também.
-Em um mês eu vou continuar te amando, não se preocupe. –ele disse a abraçando forte, sentindo a mulher choramingar sobre seu ombro.
-Vai me ligar quando chegar? –pediu ela.
-Certamente. Não se preocupe Clacka. –ele segurou o rosto da mulher e beijou, sentindo uma pontada de tristeza por ter de ficar longe dela.



-Te amo. –ela sussurrou com os lábios colados nos dele. O homem sorriu enquanto acariciava o rosto dela.
-Eu também. –ele disse se afastando um pouco. –Te vejo em um mês Clacka.
-Tchau Mingah. –ela falou dando-lhe um último selinho antes de ver o homem agarrar suas malas e partir.
Yvonne precisava reconhecer que mesmo estando com medo, via sentido em tudo o que Zachary havia falado. Eles eram pessoas mudadas, tinham certeza de seus sentimentos, e só esse fato já dificultava qualquer obstáculo que pudesse atrapalhar o relacionamento. Isso deixava a mulher mais tranquila já, mas mesmo assim ela confiava em Zachary, pois sabia que ele confiava nela e confiava no relacionamento que haviam criado.

***
Bom gente, é isso. Espero que gostem, e só pra relembrar, na fic estamos no mês de junho de 2015. O próximo mês, depois da viagem deles, vai ser o mês da Nerd Hq. Foi a partir daí que começamos a ver eles mais juntinhos. 
Beijinhos, comentem e até a próxima.