My pieces (archive)

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

11-Goodbye

Olá people, demorei mas voltei. Espero que gostem, provavelmente não vão pois eu também não gostei de escrever esse cap, mas é a vida. Boa leitura.
***

“she’s waiting to change but she’s cold inside”

O avião pousou por volta de 8h da noite do dia seguinte no aeroporto de Sydney, Zachary fez os procedimentos de desembarque o mais rápido possível e pegou um táxi para a casa dela. Estava tão ansioso que mal dormira durante a viagem. Precisava encontrá-la e dizer tudo o que sentia. Queria fazê-la entender que os dois foram feitos pra ficarem juntos, que sua conexão era tão forte que causava um risco no universo cada vez que estavam juntos.
Quando o taxi parou na frente da casa dela, o coração do homem palpitava tanto que ele conseguia ouvir. Seguiu a calçada até a porta e quando ia tocar a campainha, ela se abriu e o pai de Yvonne deu de cara com Zach.
-Zachary? O que faz aqui? –disse Peter assustado.
-Vim ver sua filha, preciso muito conversar com ela. Ela está em casa? –pediu o homem mexendo-se inquieto. Naquele momento os olhos de Peter se encheram de lágrimas.
-Zach, minha filha está no hospital. –disse ele e o mundo de Zachary desabou naquele momento. Ele não sabia o que havia acontecido, mas pelo olhar de Peter não era nada insignificante.
-C-como assim? O que aconteceu? –os olhos de Zachary já enchiam de lágrimas também.
-Ninguém sabe o que houve, mas quando chegamos ontem a noite em casa ela estava desmaiada na cama com os lençóis manchados de sangue.
-Meu Deus, preciso ir até o hospital. –disse Zachary.
-Claro, pode deixar sua mala em qualquer canto e vamos, estou indo pra lá agora. –disse Peter e Zachary não pensou duas vezes. Durante o caminho o silencio era horrível, então Peter resolveu dissolver a tensão.
-Garoto, se me permite perguntar, o que houve entre vocês dois?
-A distancia aconteceu, e não estávamos preparados pra ela. Tanto que isso acarretou na minha falta de atenção e apoio com a Yvie, eu a deixei sozinha quando ela mais precisava e agora ela encontrou outra pessoa. Vim aqui exatamente pra me desculpar por tudo e... –sua garganta deu um nó. –e dizer pra ela de uma vez por todas o que eu sinto.
-Olha garoto, eu gosto muito de você, e cá entre nós, ainda acho que você vão ficar juntos. Ela não ama aquele homem, nem um pouco, é visível a importância que você tem na vida dela. –disse Peter ainda prestando atenção na estrada. Zach ficou feliz por ouvir aquilo.
-Sinceramente eu não sei Peter, as coisas mudaram entre nós, e agora com essa situação não sei o que poderia acontecer. –Zachary suspirou alto antes de encostar no banco e fechar os olhos, tentando imaginar o belo sorriso de Yvonne e pedindo com todas as forças pra que nada grave tivesse acontecido com ela.
-Chegamos garoto. –disse Peter encostando o carro. Zach tirou o cinto de segurança e desceu do carro, apressado em direção à entrada do hospital. Na recepção ele encontrou a mãe de Yvonne, Bozena, sentada em sua cadeira de rodas então foi até lá e a cumprimentou. Peter chegou em seguida e sentou-se ao lado da mulher, segurando suas mãos.
-Os médicos estão terminando alguns exames e logo vão chamar alguém pra entrar. –disse a mãe e Zachary levantou os olhos cheios de lágrimas. –acho que você deveria ir Zach.
-Imagina, um de vocês tem que entrar, vocês são os pais. –disse Zachary em negação.
-Você deve ir Zach. –continuou ela e ele apenas acenou com a cabeça.
-Conseguiu falar com o Albert? –pediu o pai.
-Não, ontem a noite ele mandou uma mensagem no celular dela dizendo que iria fotografar em uma área sem sinal e voltaria só hoje a noite, mas só consegui ver a mensagem hoje. –àquela altura Zachary já sabia de quem estavam falando.
-Parentes de Yvonne Jaqueline Strzechowski? – médico chamou e os pais de Yvonne acenaram para Zachary, que se levantou e foi até o doutor.
-Sim. –o homem se prontificou.
-E o senhor é? –pediu o médico.
-Zachary, o melhor amigo dela. O namorado de Yvonne não pode comparecer no momento. –disse um pouco nervoso estendendo a mão para o doutor, que apertou.
-Zachary sou o Dr. Dallas, por favor, me acompanhe. –o caminho até a sala dele fora o mais longo de sua vida. Parecia que estava no corredor da morte.
-E então doutor, o que houve com ela? Ela vai ficar bem? –pediu Zachary sentando-se.
-Ela vai ficar bem, no momento está tomando soro pra se hidratar e está repousando. Infelizmente não conseguimos salvar o bebê já que o aborto espontâneo é inevitável até os três meses de gestação. – no momento em que Zachary ouviu aquilo seu coração parou, seus olhos encheram de lágrimas e ele não conseguia pensar em mais nada. Ela estava grávida? Como isso era possível. Ela havia conhecido Albert há pouco tempo, não seria tão descuidada.
-Ela estava grávida? –Zachary perguntou incrédulo.
-Isso mesmo, de onze semanas, o que totaliza mais ou menos dois meses e uma semana. –disse o doutor e então Zachary ligou os pontos. Esse era exatamente o tempo que se passou desde a ultima noite dele com ela. Yvonne não tinha perdido o filho de Albert, e sim dele.
Zach apenas apoiou os cotovelos na mesa cobriu o rosto com as mãos, levando longos cinco minutos pra realizar que o bebê que ele teria com Yvonne estava morto. Mesmo não sabendo da gravidez, ele ainda sentia muito.
-Senhor, o senhor pode ir vê-la agora se desejar. –disse o médico e Zach aceitou. O doutor então o levou até o quarto onde Yvonne dormia tranquila com agulhar em suas veias e tubos respiratórios em seu nariz. –eu o deixarei aqui enquanto dou a notícia aos pais dela.
-Tudo bem, obrigada doutor. –Zachary disse e o doutor saiu. Ele então se sentou ao lado da cama da mulher, segurando suas mãos. –Me desculpa Yvie, me desculpa por não estar aqui quando você mais precisou. –ele dizia chorando enquanto beijava as mãos dela. Ficou ali encostado durante um bom tempo, até que ouviu um sussurro.



-Zach? –a voz fraca de Yvonne chamou enquanto seus olhos abriam.
-Hey Clacka, sou eu. –ele se aproximou, acariciando os cabelos da mulher, que de certa forma estava feliz por ele estar ali. –você nos deu um susto.
-O que aconteceu comigo? Eu só me lembro de estar sentindo muita dor e depois disso apaguei. –ela não sabia que estava grávida, nem fazia ideia. E agora, como ele contaria pra ela?
-Você perdeu muito sangue. –os olhos dele se encheram de lágrimas outra vez.
-E porque eu perdi esse sangue? Zach, o que está acontecendo? –pediu a mulher assustada com a voz ainda fraca.
-Eu preciso que você mantenha a calma okay. Você estava grávida Yvie, mas sofreu um aborto espontâneo. Você ia ter um filho meu. –ele terminou e algumas lágrimas desciam pelo rosto da mulher.
-Como isso é possível? –perguntou ela baixinho.
-Lembra da nossa ultima noite? Não usamos proteção. –Zachary falou se culpando por ser tão descuidado. Yvonne arregalou os olhos e tremeu de medo.
-Zach, eu preciso de um favor seu. Você pode me odiar pro resto da vida se quiser, mas um dia vai entender. Ninguém mais pode saber que o filho era seu. Nem meus pais, nem Albert, nem ninguém. –ela só podia estar louca mesmo.
-Como assim? Por que não? –ele pediu tentando achar um motivo ao menos razoável pra isso. Àquela altura havia perdido o foco do que fora lá pra dizer.
-Zach, eu estou num relacionamento agora, estamos nos dando muito bem e nos gostamos muito. Estamos construindo um futuro juntos, não posso acabar com isso. –a mulher falou com o coração queimando, mal sabia ela que estava se metendo num buraco outra vez. Bem mais duradouro e doloroso do que o que tivera com Tim.
-Yvie por favor não me peça isso, eu também perdi este filho. Não é justo. –ele estava enlouquecendo agora.
-Me desculpa Zach eu agradeço muito você estar aqui por mim e você sabe que sempre, pro resto da vida, será uma pessoa muito especial na minha vida, mas preciso que saia, um dia você vai entender meus motivos... Sinto muito mesmo. –outra vez a mulher desabava em lágrimas enquanto Zach fazia o mesmo sem entender o motivo daquilo, mas não adiantava argumentar com ela. Não havia alguém que tirasse algo da cabeça dela quando ela já havia decidido. E o que doía mais era saber que um dia ela cairia em si, e sairia machucada, e ele com tudo o que sente por ela, estaria lá pra fazer o possível por aquela mulher, mesmo que isso custasse sua dignidade. Zachary não sabia viver a vida de uma forma em que não fosse ajudar sua melhor amiga, e isso o machucava.
-Se é assim que você quer tudo bem. Se você deseja apagar essa memória tudo bem, mas não espere que as outras estejam intactas quando você perceber no que está metida. –ele falou e foi em direção à porta.
-Desculpa mesmo. Espero ter a oportunidade de te explicar um dia.
-E eu espero que ninguém nunca te machuque da forma como você está me machucando agora. Tenha uma boa vida. Adeus Yvonne. –ele terminou de dizer e saiu do quarto. Encontrou Albert no corredor, mas apenas passou reto, nem o conhecera mas sabia que não gostava dele. Talvez pelo olhar no rosto de Peter ao falar dele.


Mais a frente encontrou os pais de Yvonne também indo em direção ao quarto da filha.
-E ai rapaz, conversou com ela? –perguntou Peter percebendo os olhos inchados de Zachary.
-Acabou Peter, não temos mais nada pra falar. –disse encostado na parede do corredor. A mãe de Yvonne revelou um olhar triste diante do que Zachary dissera.
-Dê a ela um tempo, ela vai cair em si. –disse o pai levando a mão ao ombro do rapaz.
-Ela fez sua escolha outra vez Peter. Darei a ela um tempo, mas espero que ela não demore muito pra perceber. –Zach falou sem conseguir olhar nos olhos do pai dela. –Eu volto pra L.A no primeiro voo, será que posso ficar na sua casa mais um pouco?
-Claro, sinta-se a vontade. –Peter entregou as chaves da casa. –Chegaremos em algumas horas. –disse e Zach se despediu dos dois, seguindo para a saída do hospital.

No momento em que entrou na casa pode sentir o cheiro de Yvonne no ar. Seu coração apertou, não aguentaria ficar ali por muito tempo, mas precisaria pelo até os pais dela chegarem. Depois de alguns minutos lutando contra sua consciência, Zachary andou em passos lentos até o quarto dela. O quarto que dividiram durante a semana mais feliz de sua vida, mas que agora ela dividia com outro. Sentiu repulsa. Saiu do quarto e foi para a grande sala da casa, fez qualquer coisa que não lembrasse Yvonne. Ou pelo menos tentou, pois exatamente ali, naquele sofá os dois haviam se beijado no exato dia em que ele chegou. A intensidade do momento era palpável naquele dia, mas agora havia se tornado uma fumaça no ar, tudo o que restava pra ele eram lembranças e mais lembranças de um período feliz, que talvez nunca mais retornasse.

***
Foi isso gente, espero que tenham aproveitado o último cap de 2015 e tenho esperanças que 2016 vá trazer muitos tiros Zachonne pra gente.
Feliz ano novo, não encham a cara, e até logo.

domingo, 27 de dezembro de 2015

10-Just some lover

Aloha gente boa, voltei, espero que gostem então boa leitura!
***

Depois da partida de Zachary, Yvonne foi pra casa e descansou. Tentou definitivamente não pensar em como seria ficar sem ele outra vez, já que sabia que ele não voltaria tão cedo. Não era o fato de eles estarem “juntos” ou do contato corporal. O que ela mais sentiria falta era ter alguém pra conversar como os dois costumam fazer, ter ele pegando nas mãos dela e dizendo que tudo ia ficar bem, pois ele estava ali. E o que aconteceria agora que Zachary não podia mais ficar?
Zachary mal chegou em Los Angeles e já tinha que viajar outra vez, não teve tempo nem pra sofrer calado por ter deixado sua melhor amiga, e talvez bem mais que isso, pra trás.
A semana que se seguiu, para Yvonne fora de novidades. Sua mãe finalmente havia reagido ao tratamento e agora estava acordada, mas ainda no hospital e com certa dificuldade em falar e lembrar certos detalhes. Yvonne havia ligado para Zach durante a semana pra conversarem, mas ele não atendia, não retornava suas ligações e a única vez que ela conseguiu falar com ele, percebeu a voz embriagada do homem, ele estava se divertindo e ela não queria atrapalhar então apenas disse que ligaria outro dia.
A noite de sexta havia chegado, ela não iria sair, queria ligar para o amigo e contar que sua mãe havia acordado. Depois do banho a mulher sentou-se em sua cama, vestindo a blusa dele, pegou o celular e discou o número do homem. Chamou uma, duas, três e finalmente no quarto toque ele atendeu.
Outra vez a ligação estava barulhenta.
-Minge? –a mulher perguntou sorrindo.


-Quem? –disse a voz arrastada do outro lado da ligação.
-Zach sou eu. Pode falar? –ela odiava falar com ele quando estava alterado, nunca conseguiam conversar direito.
-Yvie? –o coração do homem chegou a palpitar de saudades.
-Sim Zach, sou eu. –ela falou esperando uma resposta, que não veio por interrupção de uma voz feminina, dizendo que Eric o chamava.
-Hey, será que podemos conversar outra hora? –pediu o homem. –eu chego no hotel daqui a pouco e te ligo. –ele terminou a frase e deu risada de algo que acontecia em volta.
-Okay. –foi só o que ela disse, e desligou. Precisava confessar que aquilo fora um balde de água fria. Não esperava que, depois de tanto tempo sem conversar, ele não fosse dar atenção a ela, sem contar que, independente de quem seja, bateu um ciuminho da voz vinda do telefone. Naquele momento sua cabeça pensava mil coisas, mas a única que ela não precisava pensar agora era em Zachary.
Secou o cabelo, colocou uma roupa quente e saiu. Seu pai estava no hospital com a mãe e Yvonne precisava arejar a cabeça, ou então acabaria pensando bobagens sobre Zach.
Pegou um táxi até o pub que costumava ir sempre, não o mesmo que havia ido com Zach, e desceu lá mesmo. Sentou-se no balcão e pediu qualquer coisa com baixo teor de álcool enquanto apreciava estar na presença de estranhos.
Ao longo da noite, não se sabe muito bem o que aconteceu, mas ela conheceu alguém. Eles falaram de fotografias, da natureza e de arte. E após alguns drinks, os dois se sentiram confiantes o suficiente pra levar a conversa pra outro lugar, e levaram. Não foram muito longe, nenhum deles queria dirigir então foi ali que aconteceu, dentro do carro dele. Poderia ser um maníaco, um sequestrador ou sei lá o que, mas ela não pensava, apenas agia.
No outro dia, a mulher acordou em sua própria cama, com uma dor de cabeça e ainda vestida com a roupa da noite anterior. Ela sabia que tinha feito merda. O celular dela tocou e a mulher se apressou, na esperança de que fosse Zachary, mas ao invés disso, um número desconhecido.
-Alô. –falou ela curiosa.
-Yvonne? –a voz masculina perguntou.
-Sim, quem é?
-Albert, saímos ontem a noite. Olha, eu só liguei pois não queria deixar por isso mesmo, a real é que nem lembro o que aconteceu direito e isso e totalmente ridículo da minha parte. Gostaria de me encontrar pra um café mais tarde? –o homem disparou as palavras. A real é que ela nem lembrava que havia trocado telefones com ele.
-Oi Albert, huh, tudo bem. Às 4h então?
-Ótimo. Até mais. –disse e desligaram. O local foi combinado por mensagem então Yvonne seguiu para o banheiro. Durante o banho lembrou algumas partes da noite. Sabia que havia ficado magoada com Zachary então saiu e a última coisa que se lembra é de ter ido parar dentro do carro com Albert, o que aconteceu lá dentro dispensa comentários. Se sentia um pouco mal por não lembrar do que aconteceu, mas ficou feliz em receber a ligação, ele parecia um cara legal.
Ela confirmou seu pensamento enquanto tomava café com ele. Os dois tinham bastante em comum, principalmente o amor pela fotografia. Albert disse que estava lá para um projeto fotográfico que duraria meses.
Yvonne não recebeu a ligação de Zachary, estava cansada de tentar falar com ele e ser ignorada. Ela imaginava, dia após dia, que o pesadelo que tivera estava se tornando realidade: ela acabaria se sentindo solitária e deslocada demais com seu melhor amigo ao ponto de não o reconhecer mais, o que a levaria a perder certas esperanças. Uma parte dela estava feliz, pois havia encontrado alguém que esteve lá quando ninguém mais estava.
Enquanto o tempo passava, Yvonne conversava apenas com Gian e Michelle por telefone. Consequentemente perguntava por Zach, que os dois afirmavam estar viajando direto. Eles a visitaram algumas vezes, conheceram Albert, mas Gian dizia que ele não era a pessoa certa pra ela. Mesmo assim, Yvonne queria ficar com ele, pois ele queria ficar com ela, não havia nada impedindo a felicidade deles.
A relação entre ela e Albert crescia a cada encontro que tinham, eram amigos, parceiros e talvez algo a mais.
***
Dois meses haviam se passado desde que Zach tivera sua última noite com Yvonne, depois daquilo não ficou com mais ninguém, não queria. Ele até se aproximou de alguém, era amiga de uma de seus amigos há muito tempo mas nunca tinham despertado interesse um no outro por isso nada aconteceu, nem antes e nem agora, eles apenas passaram a conversar mais. Ele ainda queria sua garota.
Zach chegou em casa após aquela cansativa maratona de compromissos e sentiu-se só sem a presença de Yvonne. Ele também se sentiu muito mal por não ter ligado pra ela durante todo esse tempo, mas tudo estava muito corrido. Ele estava cansado e um pouco frustrado com algumas coisas que não haviam dado certo, mas finalmente estava livre. Ficou sabendo através de Gian, que a mãe dela havia se recuperado bem, decidiu então falar com a mulher naquele momento. Discou o número dela e subiu para o quarto.
-Alô. –a voz da mulher encheu o coração dele de alegria.
-Clacka! –ele falou entusiasmado.
-Zachary? –a mulher estranhou. Não se falavam há tanto tempo que ela já não estava acostumada com a voz dele. O homem percebeu algo diferente quando não ouviu um “mingah” vindo dela.
-Tudo bem? Desculpa mesmo não ter ligado, eu não tive tempo nem pra dormir direito desde que voltei daí. Fiquei sabendo que sua mãe melhorou. –o rapaz falou com certo nervosismo, se sentia péssimo por não ter falado com ela sabendo como estavam as coisas na família de Yvonne.
-Tudo ótimo. –ela respondeu num tom de voz normal demais. –É, ela está em casa agora, tá se recuperando bem.
-Que ótimo, e quando você volta? –ele continuava a levar a conversa como se nada tivesse acontecido. Yvonne estava ficando irritada, queria gritar na cara dele que estava com outra pessoa, mas ao mesmo tempo não queria, pois ela ainda sentia algo por ele.
-Não sei Zachary. –depois dessa resposta ele se viu obrigado a saber o que estava acontecendo.
-Yvonne, por que está agindo assim comigo? Eu sei que te dei motivos, mas eu juro que não foi minha intenção. Me desculpa? –pediu ele sem saber o que fazer.
-Te desculpar pelo que exatamente Zachary? Por não me ligar ou me atender durante o natal e ano-novo? Ou por atender minhas ligações, bêbado, dizer que ligaria de volta e nunca mais ligar? Pelo que você quer que eu te desculpe? –ela não falou alto, mas sua voz estava firme.
-Eu sei que fui ridículo, mas eu nunca quis te magoar, você sabe. É só que eu tinha muita coisa na cabeça. Me desculpa. Se você quiser eu posso ir até aí te ver e conversamos sobre isso.
-Eu também tinha muita coisa na cabeça, mas alguém esteve ao meu lado quando você não estava. –agora seu tom era frio. Ela não queria ter dito aquilo, mas simplesmente saiu, não tinha volta.
-Como assim? O que você quer dizer? –perguntou ele, sentindo um arrepio por todo o corpo.
-Nada, não faz mais diferença. –ela falou e quando Zachary estava pronto para argumentar de volta algo o interrompeu do outro lado da linha.
-Amor, estou indo fotografar okay? Volto mais tarde.
-Tudo bem, se cuide. –a voz de Yvonne falou, seguida de um som de beijo.
-Zach eu preciso te dizer algo. –a mulher voltou ao telefone com a voz tremula.
-Você não precisa, eu já entendi, você fez sua escolha... Outra vez. Só não pensei que fosse tão fácil assim me trocar. –ele disse e desligou.
Yvonne deitou-se em sua cama e desabou num choro terrível, se encolhia e abafava o rosto no travesseiro pra não gritar com a dor que sentia. Não era assim que ela imaginava a vida dela com Zachary, queria que as coisas tivessem sido diferentes pra eles.
Já o homem não acreditava no que acabara de ouvir, ou melhor, não queria acreditar. Seus olhos encaravam a parede, sua garganta guardava um nó que quase o impedia de respirar e seu rosto no momento recebia uma lágrima, que se seguiu de mais oura e mais outra.
Como ela poderia ter feito aquilo? Mesmo não podendo dar a atenção que Yvonne merecia ele não queria tê-la magoado. E quem era aquele a chamando de amor? Já estava sério a esse ponto? Ele mesmo tendo todos esses anos de relação com ela nunca a havia chamado assim.
Zachary ainda incrédulo pegou o celular e discou o número dela, não sabia se seria atendido já que havia desligado a chamada. Seus olhos ardiam das lágrimas que caiam. Ela não atendeu nenhuma das cinco vezes em que ele havia ligado. O homem então, desesperado, apenas deitou em sua cama, calado enquanto seu coração se quebrava em milhares de pedacinhos que talvez nunca mais pudessem ser juntados. Ele queria gritar pra ela tudo o que sentia e então beijá-la tão forte que ela perdoaria as bobagens que ele havia feito. E era isso que faria, pegou sua mala que não havia sido desfeita ainda e entrou num táxi para o aeroporto, pegaria o primeiro voo pra Sydney e consertaria as coisas de uma vez por todas.
Enquanto entrava no avião, uma hora depois, seu celular tocava sem parar. Ele não poderia atender agora, depois cuidaria daquilo.
Do outro lado do mundo o pai de Yvonne discava impaciente o número de Zachary, que chamava, mas nunca era atendido. Ele precisava saber o que havia acontecido.
-Ninguém atende- disse Peter com olhar triste para sua mulher que se encontrava na cadeira de rodas, a qual ficaria até conseguir andar melhor.

-Mais tarde tentamos denovo. Ela vai ficar bem. –disse a mãe de Yvonne enquanto pegava sua bolsa para irem ao hospital.

***
Então, perceberam que a bagaça ficou tensa né? Pois, aguardem.
Espero que tenham gostado. Comentem e até a próxima ;)

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

9-Our last night

Miga sua loca esse capítulo tá gigante! Aproveitem people... Aproveitem bem.
***

Zachary quase engasgou ao ouvir aquilo. Não que Yvie não fosse uma pessoa especial, ela era até demais, mas eles não estavam nem namorando oficialmente, quem dirá um casamento agora.
-Não precisamos apressar as coisas, não é? Embora tenhamos passado muito tempo juntos profissionalmente, eu e sua filha ainda temos muito que aprender sobre relacionamentos.
-Eu sei rapaz, só estou brincando. Vocês são jovens, tem tempo ainda. Mas é bom saber que vocês são duas pessoas responsáveis. –Peter disse e Zach riu em alívio.
Após o café não havia muito que fazer então Zach foi até o jardim de inverno da casa e ficou lá sentado, observando as plantas e mexendo no celular. Tirou algumas fotos dos monumentos que ali haviam. Yvonne tinha uma família bem cultural. Estava distraído pensando na vida quando seu celular tocou.
-Eric! –disse ele animado.
-Fala Zach! E ai cara? –perguntou Eric, claramente feliz.
-Tudo certo por aqui, aí em L.A?
-Tá tranquilo também. Você volta quando?
-Saio daqui no sábado. Por quê? –Zach perguntou, mas já imaginava o motivo.
-Cara, aproveita bem, quando você voltar temos muito que fazer. –disse Eric e o homem respirou fundo.
-Eu sei cara. Mas não esquenta, domingo no máximo to por aí.
-Beleza. Bom, só liguei pra saber como estavam as coisas mesmo. Tenho que ir agora então divirta-se e até domingo.
-Até cara. –Zach disse e desligaram então ele voltou a sua posição de meditação com os olhos fechados. Ficou mais alguns minutos na cadeira reclinável e logo sentiu seus lábios sendo aquecidos com um beijo que vinha de ponta cabeça. Sorriu durante o beijo e logo abriu os olhos, dando de cara com aquele par de olhos azuis que ele amava. Yvonne sorriu pra ele e deu a volta pra ficar de frente para Zach.
-Bom dia bela adormecida. –ela disse e ele riu.
-Bom dia. Como foi no hospital? –perguntou ele levantando e agarrando-a pela cintura, aproximando seus corpos.
-Ah, foi um caos. Eles descobriram alguns outros problemas que estão acarretando no quadro clínico dela, mas enfim, não quero falar disso agora. Essa é a nossa semana, seria egoísmo pensar só em nós? –Yvonne perguntou, entrelaçando os braços em volta do pescoço de Zach. O homem a olhou nos olhos e sorriu.
-Não Clacka, não é egoísmo. Você sabe muito bem o que teve de deixar pra trás pela sua família. Essa foi a coisa mais incrível que eu já vi alguém fazer por outra pessoa. –ele falou beijando-a. O beijo durou tempo suficiente pra que os dois se satisfizessem.
-Obrigada. –ela agradeceu enquanto abraçava ele. –Tá com fome?
-Um pouco.
-Então vamos almoçar fora, quero tirar meu pai de casa um pouco. –ela comentou enquanto voltavam pra dentro da casa.
-Por mim tá ótimo. –concordou Zach.
-Então beleza. Eu to pronta já, se troca que vou chamar meu pai.
***
E assim a semana passou, divertida e mágica. Zach foi visitar a mãe de Yvonne no hospital, e nos outros dias eles saíram, fizeram programas só os dois, com o pai dela algumas vezes, mas o mais importante: eles aproveitaram a companhia um do outro. Até que a sexta-feira chegou, Zach iria embora no sábado.
-Zach to pronta. –disse a mulher andando até a sala onde Zachary a esperava.
-Aee! Vamos. –disse ele rindo do tempo que ela levou pra se arrumar. Yvonne rolou os olhos e os dois saíram, trancando a casa. O pai de Yvonne dormiria na casa da irmã, havia ficado preso lá devido à neve quando foi visitá-la esta tarde.
Não iriam a nenhum lugar especial, apenas um pub legal que Yvonne conhecia por ali. Zach teria que estar descansado, pois a viagem será longa.
Chegaram ao bar e entraram. Era um lugar confortável, um pouco escuro, o que era bom assim ninguém os veria talvez. O som ambiente tocava um folk ou sabe-se lá o que era aquilo, mas eles gostavam.
Durante a noite eles não beberam muito, pois estavam sozinhos pra voltar dirigindo, apenas provaram alguns drinks, apreciaram a música e conversaram sobre tudo.
-Você sabe quando poderá voltar? –perguntou Yvonne enquanto sentavam-se numa mesa bem no canto. Ela não queria ter que admitir pra si mesma, pois seria difícil se livrar, mas a verdade é que ela não conseguia mais ficar longe dele. Não havia momento ruim quando estavam juntos.
-Infelizmente não. Ontem mesmo Eric me ligou pra dizer que já estou entupido de compromissos, mas você sabe que assim que eu conseguir um tempo eu venho. –disse Zach segurando as mãos dela por cima da mesa. Yvonne não conseguiu olhar nos olhos dele então desviou seu olhar para a parede. –Hey, olha pra mim. –Zach pediu e ela olhou. –Eu vou voltar, eu prometo.
-Eu sei Zach, mas não quero que você vá. Pode ser egoísmo da minha parte, mas essa semana foi uma das melhores da minha vida, desde que cheguei aqui só o que tenho feito é passar o dia indo e voltando do hospital pra chegar em casa e encontrar meu pai mal. Não estou reclamando do que aconteceu pois ninguém teve culpa, mas essa foi a única semana em que eu me senti viva outra vez. –ela falou e seus olhos começaram a arder. Droga ela não queria chorar e acabar estragando a noite. Zachary então levantou da mesa e foi até o outro lado, sentando-se ao lado dela no banquinho estofado.
-Por favor, não fica assim. Eu também não queria ter que ir embora, o que vivemos durante essa semana foi mágico, mas eu preciso. Então acho que é de direito nosso, aproveitar nossa última noite juntos, certo? –disse ele acariciando o rosto da mulher.
-Okay. –ela falou baixinho. Zachary então segurou o rosto dela com as duas mãos e a beijou, mordendo seus lábios devagar enquanto tentava fazê-la esquecer que ele partiria amanha. Logo uma música calma começou a tocar arrastando pessoas para a pista de dança escura do bar.
-Quer dançar comigo? –perguntou ele ao ouvido dela. Yvonne apenas acenou com a cabeça e os dois levantaram indo em direção à pista. Zach enrolou seus braços em volta da cintura dela enquanto os dela ficavam ao redor do pescoço do homem. 


Eles se sentiam como adolescentes dançando no baile da escola. A letra da música martelava na cabeça da mulher. Ela sabia que seu maior medo era acabar se sentindo sozinha e acabar regredindo com Zach, ou pior, magoando-o outra vez.

 And do you look into the mirror to remind yourself you're there
Or has somebody's goodnight kisses got that covered?
When I'm not being honest I pretend that you were just some lover

O silêncio era o maior companheiro deles, se não pela música tocando, exatamente como eles gostavam. Zach olhava nos olhos dela vez ou outra, pensando se teria realmente coragem de ir embora, mas não se tratava de coragem. Embora quisesse muito ficar ali, ele ainda tinha uma vida pra viver.
-Hey, não pense tanto, está parecendo comigo. –Yvonne o acordou de seus pensamentos. Os dois balançavam pra lá e pra cá com a música, seus corpos estavam bem próximos e seus passos bem lentos. Seus olhos encaravam Zachary, como se esperassem por uma resposta, a qual o homem não queria ter que dar. A única coisa que ele queria era curtir sua última noite com ela, em paz. –Zach? –ela chamou outra vez.
-Desculpa, me distraí por um momento com a letra da música. –ele riu e a beijou, antes que a mulher perguntasse no que estava pensando. Não queria entrar naquele assunto outra vez. Ela também não fez questão de parar o beijo, que logo tomou caminho para o pescoço da mulher, causando-a sensações térmicas inexplicáveis. Minutos depois, ele segurava o corpo de Yvonne o mais perto possível. As coisas estavam ficando interessantes ali embaixo. –bem que podíamos ir pra casa, aproveitar o resto da noite? –ele sussurrou no ouvido dela. Aquilo já era golpe baixo.


-Acho muito bom. –ela também falou ao ouvido dele, dando uma leve mordidinha em sua orelha. Ela também sabia brincar, e muito bem.
Sem dizer mais uma palavra, Zach a puxou pela mão, sorrindo, e os dois entraram no carro. Dessa vez ele foi dirigindo. Durante o caminho, Yvonne não queria deixar as coisas esfriarem então colocou discretamente sua mão na parte interna da coxa de Zach e começou a subi-la devagar, chegando a encostar no meio de suas pernas. O homem respirou fundo por um momento e tentou se concentrar na estrada, mas ela não deixava, pois os toques agora estavam mais intensos.
-Yvie... Por favor. –pediu ele sem tirar os olhos da estrada. Não via a hora de chegar em casa e arrancar todas as roupas daquela mulher.
-Sim? –ela falou apertando de leve para provocá-lo. Zach imediatamente colocou a mão sobre a dela, prolongando o aperto e a sensação. Ele não queria que ela parasse, mas se não conseguisse se concentrar poderiam sofrer um acidente.
-Espera só mais um pouquinho. Juro que não vai se arrepender quando chegarmos. –ele falou olhando dentro dos olhos dela e voltando o olhar para a estrada. Yvonne então riu e tirou a mão dali.
Mal abriram a porta de casa e Zachary já a puxou pra ele, beijando-a com sede, uma vontade quase que insaciável. O homem logo tratou de tirar o casaco que ela vestia, jogando no chão do quarto. Yvonne então o puxou pelo cós da calça, fazendo o que ela desejava tem feito no carro. Zachary imediatamente tirou a blusa que ela vestia, juntamente com qualquer outra peça que havia na parte de cima. Ele então a colocou contra a parede, levando suas duas mãos aos peitos de Yvonne e os massageando.
Ela revirava os olhos e se retorcia pelo prazer proporcionado enquanto mordia os lábios de Zachary com um pouco de força. Não conseguia se conter. O homem gemeu, não se sabe se de dor ou de prazer, e levou suas mãos para dentro das calças da mulher, fazendo movimentos circulares.
As mãos dela também estavam em movimento lá embaixo, deixando Zachary quase sem reação.
Não demorou muito pra que os dois se atirassem na cama, completamente despidos. Yvonne o virou ficando por cima dele, provocando-o enquanto suas peles se tocavam, fervendo. Ele então segurou a cintura da mulher e a penetrou profundamente, fazendo com que ela fechasse os olhos por um segundo e cravasse as unhas no abdômen do homem. Zachary começou a movimentá-la para cima e para baixo, primeiro lentamente, aumentando o ritmo logo.


Yvonne então se inclinou até o pescoço dele, mordendo e deixando marcas enquanto Zach pressionava a cintura dela ao mesmo tempo em que levantava o próprio quadril, causando um choque entre seus corpos. Foram necessários apenas mais alguns minutos para que Zachary se liberasse dentro do corpo dela, soltando um gemido um pouco alto, levando Yvonne com ele em seguida.
***
Quando acordaram de manha, seus corpos ainda sentiam o cansaço da noite maravilhosa que tiveram.
-Bom dia. –Zach falou com a voz rouca que Yvonne amava. A mulher abriu um sorriso e se aproximou dele.
-Bom dia mingah. –ela disse deitando a cabeça sobre o peito do homem e descansando o braço em cima da barriga dele, que sentiu a área dolorida.
-Ai! –ele falou se contorcendo.
-O que foi? –perguntou ela tirando braço e revelando as marcas de unha que ali haviam. A pele dele estava vermelha e com vergões.
-Você é uma pessoa muito do mal. -Zach falou olhando pra ela que riu.
-Eu sou do mal? Olha isso! –ela disse mostrando as marcas na parte superior de seus seios. –O homem arregalou os olhos ao perceber as marcas roxas que seus lábios haviam deixado.
-Pelo menos você pode cobrir, mas e meu pescoço como fica? –disse ele tocando nas marcas de seu pescoço que estavam doloridas. Os dois se encararam por um tempo e depois caíram na risada. Eles realmente não se importavam com aquilo, as marcas eram um sinal de que eles haviam se divertido e que a noite fora ótima, pois foi mesmo.
-Vamos levantar que eu já dou um jeito nisso pra você. Nada que uma base não cubra. –Yvonne disse levantando da cama. Estavam tão acabados que não tiveram a decência de se vestir ontem à noite.
-Vamos tomar banho? –Zachary pediu levantando também. Pegou uma toalha e amarrou na cintura. A mulher ficou um tempo olhando pra ele vestido naquela toalha e tentando não imaginar bobagens.
-Vamos. –Yvonne também pegou sua toalha e foram pro banho.
Não demoraram muito, pois Zach teria que arrumar a mala, então se vestiram e foram tomar café, depois que Yvonne cobriu as marcas no pescoço dele, é claro.
**
-Eu volto. –Zachary falou antes de segurar o rosto da mulher com as duas mãos e beijá-la, deixando-a com a mesma sensação que ela o havia deixado quando veio para a Austrália. A partir dali uma nova fase surgiria na vida dos dois. Uma fase onde o sentimento precisaria sobreviver ao pior inimigo: a distância.

***
Gente, espero mesmo que tenham aproveitado cada momento por que a bagaça vai ficar tensa hhuahauhauhauahua Comentem e até a próxima. Besos.

sábado, 19 de dezembro de 2015

8-Brighter

Há, voltei mais cedo uheuehueh Obrigadinha pelos comentários, vocês são demais <3 Boa leitura.
***


-Então eu estava em cima da escada quando me desequilibrei. Por sorte tinha o tapete no chão então a queda foi menos feia. –contou Zach sobre o tombo caído enquanto Yvonne fazia massagem em suas costas. A queda era a maior causadora da dor que sentia.
-Você é doido sabia. Até parece que não sabe que é um atrapalhado. –ela falou rindo e sem querer apertou um pouco forte demais, fazendo Zach gemer de dor.
-Tudo bem, não precisa me castigar por isso. –pediu Zach ainda com expressão sofrida.
-Desculpa, foi sem querer. –ela disse se inclinando sobre as costas do homem. A pele dele era quente e confortável. –melhorou um pouco a dor?
-Bastante, muito obrigada. –ele sorriu com os olhos fechados. –o que vamos fazer agora? –pediu ele abrindo os olhos e virando de barriga pra cima com ela ainda em cima dele.
-O que você acha de terminarmos o que começamos durante o banho e mais tarde sair pra algum lugar? –Yvonne sugeriu enquanto Zach ficava sentado na cama. Uma das mãos dele brincava com as pontas dos cabelos dela enquanto a outra segurava sua cintura. Ele não podia negar que sentia falta do corpo da mulher, principalmente da parte em que ele entrava em contato com o seu. E Yvonne também sentia. Em alguns momentos o contato era totalmente carnal, por puro prazer, já em outros, era possível perceber que havia sentimento.
-Eu acho que você em algumas vezes tem ideias boas, e outras vezes tem ideias maravilhosas. –o homem falou passando a língua pelos próprios lábios e em seguida beijando Yvonne com vontade. Ela queria aquilo tanto quanto ele, então começou a se movimentar sobre o colo do homem, provocando-o e fazendo com que ele soltasse leves gemidos contra a boca dela. As mãos dele subiram pela barriga de Yvonne tocando cada centímetro e levando a blusa de manga comprida junto, jogando-a logo no chão. Os arrepios que ela sentia não eram só de frio, ainda mais quando Zachary começou a distribuir beijos quentes e molhados pelo pescoço da mulher.
Yvonne, que não era boba, levou suas mãos às calças dele, abrindo devagar o zíper apenas pra ter a oportunidade de ver o prazer no rosto dele. Ela havia percebido, durante pouco tempo que estiveram juntos, que ele às vezes gostava de ser submisso, a deixar guiar.
-Por que gosta tanto de me provocar? –perguntou ele enquanto levantava da cama com ela no colo, trocando alguns beijos de vez em quando.
-Porque eu adoro os sons que saem da sua boca quando eu faço isso -ela beijou o pescoço dele -adoro o jeito com que você fecha os olhos pra imaginar o que vai acontecer. –sussurrou e arranhou de leve a nuca dele enquanto Zach a levava para o banheiro que havia no quarto. –e adoro forma como reage quando nos tocamos. –Yvonne terminou de dizer quando chegaram ao banheiro. Era realmente uma ótima resposta.
Zachary então a colocou no chão e empurrou suas costas quentes contra a parede fria, fazendo-a arcar as costas, dando total acesso as mãos dele para que abrissem o sutiã dela.
-Eu juro que se eu pudesse ficaria o dia todo trancado num quarto com você. O dia todo. –ele falou baixinho enquanto olhava para a beleza que estava à sua frente. Yvonne então sorriu e o puxou pra dentro do box, tirando a boxer que ele vestia e tendo finalmente a visão que desejava. Ele tirou o restante da roupa que ela usava e jogou em qualquer canto do banheiro. Zach queria provocá-la como ela o havia provocado então se ajoelhou no chão do banheiro e levantou-a, colocando suas pernas em cima dos ombros.
Ele estava com o melhor ângulo de visão então agora só restava deixar com que sua língua fizesse o trabalho, enquanto a mulher delirava e segurava os cabelos dele com força. Era difícil se manter em silêncio numa situação daquelas, e afinal, até onde sabiam não havia mais ninguém na casa.
Quando Zachary percebeu as pernas dela tremendo, viu que era hora de parar então assim que colocou a mulher de volta ao chão, a mesma o puxou para cima, ficando cara a cara com ele.
Ela também o agradou um pouco, ficando de joelhos, mas não demorou muito, pois nenhum deles aguentava mais então Zach a pegou no colo e a preencheu totalmente. Os dois gemeram.
Yvonne fazia movimentos pra cima e pra baixo enquanto suas unhas arranhavam as costas dele. Aquilo definitivamente deixaria marcas. Logo os movimentos ficaram rápidos e precisos, fazendo com que ela atingisse o seu máximo primeiro, seguida de Zach que soltou um grunhido alto no momento.
Não havia mais frio, os dois suavam e olhavam, abobados, um para o outro depois daquele momento intenso que tiveram. Após alguns minutos de respirações ofegantes, eles finalmente tomaram um banho e, esgotados, foram dormir.
Acordaram algumas horas depois, com o celular de Yvonne apitando a bateria. Ela levantou atordoada de sono ainda e foi checar o celular, onde havia uma ligação perdida de seu pai e uma mensagem.
Oi filha, liguei mas você não atendeu. Só queria dizer que resolvi dar uma passada no hospital e ver como sua mãe esta, ficar um pouco com ela. Não se preocupe comigo, volto à noite. Divirtam-se e se cuidem.
Yvonne colocou o celular pra carregar e virou-se para Zach, que deitava de barriga pra baixo, sem camisa, e com um sorriso torto no rosto.
-Hey mingah, dormiu bem? –perguntou ela sentando-se ao lado dele na cama.
-Hey clacka. Muito bem, e você? –ele perguntou com a voz rouca de sono.
-Bem também, há umas duas semanas que não dormia tão bem em tão pouco tempo. –ela falou fazendo carinho nas costas dele. –Quer sair pra algum lugar?
-Pode ser, o que sugere?
-Podíamos ir até o centro e ver algo pra fazer por lá mesmo. –disse Yvonne.
-Por mim tá ótimo. E seu pai? –pediu Zach, levantando da cama pra espantar o sono.
-Ele tá no hospital, chega mais tarde. –Yvonne se levantou e foi até o armário, procurando algo pra vestir. Logo Zachary fez o mesmo, indo até sua mala e separando algo quente pra vestir. Não estava nevando lá fora, mas a previsão era de que logo começasse.
Não demorou muito pra que os dois ficassem prontos. Não precisavam de muita produção, afinal, só iriam da ruma volta e comer algo. Zach sabia que ela não aguentaria muito o frio lá fora.
-Zach, to pronta. –disse a mulher passando o perfume.
-Okay, vamos. –ele falou pegando seu celular e guardando no bolso do casaco.
Os dois foram até a garagem, iriam com o carro da família de Yvonne. Ela iria dirigir pois conhecia melhor o caminho e sabia quais lugares não havia tanto trânsito tão caótico. Faltavam duas semanas pro natal então a cidade estava cheia, pois sempre tinham muitos festivais acontecendo.
-O que você acha de irmos numa confeitaria maravilhosa que eu conheço, e depois disso ver as luzes da cidade? –sugeriu ela, atenta ao caminho.
-Acho ótimo, to morrendo de fome. –falou Zach rindo de leve e fazendo-a rir também. –eu tava com saudades daqui, fazia muito tempo que não vinha, especialmente nessa época.
Uns 20 minutos depois, Yvonne estacionou em frente à confeitaria. Pelo vidro dava pra ver que tinha algumas pessoas.
-Zach, eu não pensei numa coisa. –disse Yvonne olhando através do vidro do carro, pensativa. –e se alguém nos vir e nos reconhecer?
-Putz, verdade, não tinha pensado nisso. –Zachary colocou a mão sobre o queixo, tentando achar uma solução. Os dois encaravam-se com sorrisos frouxos, sem saber o que fazer, e foi aí que Zach percebeu que ficar dentro daquele carro seria a maior burrada da vida dele. Quem ligava se alguém visse os dois?
-Quer saber? E daí se nos virem? Acho que somos crescidos os suficientes pra decidir nossas vidas, certo? –disse ele e Yvonne sorriu.
-Certo! –ela falou e Zach sorriu também, se inclinando para beijá-la.
-Vamos Clacka. –ele falou e saíram os dois do carro em direção à confeitaria.
A noite foi mais do que agradável. Eles se divertiram enquanto tomavam cappuccino e comiam tortas e tudo mais o que havia pra comer. Ninguém sequer falou algo sobre os dois. Depois de lá, foram a um pequeno vilarejo, longe do centro onde havia uma enorme arvore de natal montada e várias casinhas enfeitadas para o natal. Quando chegaram, a neve já começara cair, deixando tudo muito mágico.


-Esse lugar é maravilhoso. –disse o homem olhando em volta, apreciando tudo como se fosse uma criança.
-É sim. –ela comentou. Tudo era muito lindo, mas o que mais lhe chamava a atenção era o olhar no rosto dele. Era algo puro, doce, algo que nunca vira em ninguém. –minha mãe costumava me trazer aqui quando eu era pequena. Eu nunca aguentava muito tempo por causa do frio. –ela falou rindo e Zachary a olhou nos olhos.
-Logo vocês poderão vir juntas outra vez, você vai ver. –ele falou puxando-a pra perto do seu corpo e abraçando-a. Yvonne realmente esperava isso, sentia muito a falta de sua mãe.
-Obrigada. –ela falou inalando o perfume maravilhoso dele.
-Hey, quer chocolate quente? –ele perguntou no ouvido dela. Os olhos da mulher brilharam de uma forma incomparável.
-Sim, eu quero. –ela sorriu abertamente. Zach então, em um gesto inusitado, entrelaçou seus dedos nos dela enquanto andavam e guiou-a até o senhor que vendia chocolate quente.
-Boa noite senhor. Dois chocolates por favor. –Zachary sorriu para o homem que sorriu de volta. Yvonne observava quieta com seus braços em volta dos de Zach.
-Aqui está o seu moça. –ele entregou o copo para Yvonne. –e aqui está o seu, senhor. Muito obrigado. –ele entregou o de Zach, que entregou o dinheiro na mesma hora. Os dois saíram tomando suas bebidas e sentaram-se no banco que ali havia, em frente à arvore de natal gigante.
-To muito feliz por estar aqui. –Zach disse do nada olhando para Yvonne. A mesma sorriu e então ele a deu um pequeno beijo na bochecha, quase no canto da boca.


-Eu também Zach, muito. –ela falou encostando a cabeça no ombro dele.
-Vamos tirar uma foto? –pediu ele, pegando o celular do bolso. Não era muito comum Zach pedir pra tirar fotos, então Yvonne logo se posicionou, com o rosto colado no dele e tiraram a foto que continha a linda árvore de natal atrás. Tiraram mais algumas fazendo caretas e brincando um com o outro.
-Mingee, vamos pra casa? Tá muito frio. –pediu Yvonne arregalando os olhinhos pra ele.
-Claro, vamos sim manhosinha. –Zach falou dando um selinho nela. Os dois se levantaram e voltaram para o carro. Zach ligou o aquecedor e eles esperaram o carro aquecer um pouco então Yvonne deu partida e foram pra casa.
Assim que entraram na sala, já era tarde, o pai dela dormia no sofá quase que abraçado com um retrato de sua esposa.
-Vou levar ele na cama e já vou pro quarto. –ela sussurrou para Zach. O homem seguiu para o quarto e Yvonne chamou seu pai baixinho.
-Hey pai, vamos dormir no quarto vem. –ele abriu os olhos devagar foi levantando.
-Filha, onde estavam? –pediu ele.
-Fomos dar uma volta. Amanha conversamos ok? –ela disse beijando-o na bochecha e o levando no quarto.
-Tudo bem minha linda. Boa noite.
-Boa noite pai. –ela disse seguindo para o seu quarto onde Zachary esperava deitado na cama. A mulher trocou de volta e colocou sua calça do pijama e a blusa que havia pegado de Zach.
-Vem deitar comigo? –pediu ele batendo na cama com a palma da mão.
-Já venho, vou escovar os dentes. –ela disse indo em direção ao banheiro e voltando minutos depois. -Precisamos fazer isso mais vezes. –Yvonne falou enquanto se deitava ao lado de Zachary.
-Precisamos mesmo. –ele a puxou pra mais perto. Yvonne aproveitou o momento para beijá-lo, do jeito que queria ter beijado antes. Ela tinha uma grande paixão por aqueles lábios.
Dormiram um tempo depois. Estavam cansados e Yvonne certamente teria de ir ao hospital durante o dia.
***
-Hey mingah, desculpa ter que sair assim, mas preciso ir ao hospital. Prometo que tentarei voltar logo. –Zach acordou com a voz de Yvonne falando ao seu lado.
-Tudo bem, vai lá. Me liga qualquer coisa ok? –pediu ele acariciando a mão dela.
-Pode deixar. Até mais. –ela disse beijando a bochecha do homem e saindo.
Zachary não conseguiu dormir muito depois que Yvonne saiu então levantou, fez sua higiene matinal e seguiu para a cozinha tomar café. Encontrou lá o pai de Yvonne.
-Bom dia Peter. –Zach falou sentando-se à mesa.
-Bom dia garoto. Como está sua estadia? –perguntou ele sorridente. Zach agradeceu e aproveitou pra contar como havia sido a noite ontem e aonde haviam ido. Ele gostava da ideia de poder compartilhar com alguém os momentos bons que ele e Yvonne tinham.
-Vejo que vocês se dão muito bem, quem sabe logo não vem casamento por aí?

***
Isso é tudo pessoal, por hoje, claro. Ah, o negócio de colocar os looks deles eu geralmente não faço, mas hoje eles tavam tão fofos que fui obrigada haha Não deixem de comentar e até a próxima.