My pieces (archive)

domingo, 28 de fevereiro de 2016

21-Listen to my heart

Olá migas, voltei com tudo. Sem comentários, apenas leiam!
***

Seus olhos, embora confusos, viam perfeitamente a imagem do homem parado a sua porta, com o rosto molhado. Seu casaco preto e grosso deixava aparecer os pingos de chuva que molharam o tecido. Era uma sensação estranha ter ele ali tão perto, depois dos últimos dias. Ele continuava lindo, mesmo que seus olhos mostrassem cansaço e sua expressão tivesse um pouco de decepção.
-Podemos conversar? –pediu ele um pouco ofegante depois de se encararem por longos minutos.
-Podemos, mas não acho que deveríamos. –ela falou lembrando de que todas as vezes acabavam brigando.
-Antes de qualquer coisa, só escuta o que eu tenho pra falar. Se mesmo depois disso você quiser que eu vá embora eu vou. –ele implorou, mais com o olhar do que com as palavras. Ela pensou rapidamente e lembrou que também estava cansada de fugir.
-Tudo bem. –ela falou dando passagem pra ele. –pode sentar no sofá.
-Obrigada. –agradeceu, sentindo-se nervoso. –Olha Yvie, vou ser bem direto. Eu passei os últimos anos da minha vida pessoal na pior fase que eu já tive. Acho que isso é algo que não preciso dizer pois nós dois passamos por isso. Mas ultimamente as coisas tem me afetado mais, porque desde que me separei, eu percebi que nunca deveria ter me casado. Nunca deveria ter saído daquele hospital quando você me expulsou, pois eu fui lá com um propósito e hoje venho aqui com o mesmo. –ele soltou e a mulher sentiu como se levasse um soco no estômago.  
-Zach, por favor, não faz isso. –ela falou com os olhos lacrimejando. Mais uma vez se sentia a pior pessoa do mundo por ter expulsado o homem do hospital aquele dia, sem nem saber o motivo de ele estar lá.

-Clacka, me deixa falar. Preciso tirar isso de dentro de mim. –os olhos dele também estavam cheios de lágrimas. –Quando resolvi ir atrás de você naquele dia eu não fazia ideia do que tinha acontecido. Cheguei na sua casa esperando te encontrar, mas eu desabei quando soube que você estava no hospital. Ainda mais quando soube que você tinha perdido um filho meu. Mesmo assim, isso não mudava o plano, eu estava disposto a te dizer tudo o que eu sempre senti e nunca deveria ter escondido. Então eu quero deixar muito claro pra você todos os meus sentimentos. E eu gostaria que você não ficasse negando a si mesma e a mim o que você sente também.
-Do que você tá falando Zachary? –perguntou um pouco sarcástica entre as lágrimas. Não queria admitir.
-Do que eu to falando? Eu to falando de você aguentar aquele ridículo do Albert pra me “proteger”. To falando de você fingir que o filho era dele, mesmo sabendo que isso acabaria com a nossa relação porque no fundo, você sabia que ainda era o melhor a fazer. To falando de você ser a pessoa mais controlada do mundo quando passou praticamente dois dias ao lado da minha mulher, porque sabia que estava me agradando assim. Mesmo eu não sendo a pessoa perfeita, você estava lá tentando, e isso só me deixava mais louco por você. –ele falou quase que em soluços. Aquilo era tudo verdade, ela fez todas essas coisas pra que ele nunca saísse machucado, mas mesmo assim falhou.
-Pois é, mas tudo o que eu consegui fazer foi falhar, te afastando cada vez mais de mim. E eu não quero te machucar mais uma vez. Tudo o que eu sempre fiz foi te decepcionar, e mesmo assim, aqui está você, abrindo seu coração pra uma pessoa que não sabe cuidar direito dele. Como isso pode ser amor Zach? –ela finalmente conseguiu falar.
-Yvie, fecha os olhos. –ele pediu e ela apenas fechou. –agora diz pra mim que não tem algo aqui, entre nós, que tudo o que passamos foi insignificante e que você não sente a mesma coisa. –ele falou e ela ficou em silêncio, por muito tempo. Não sabia o que dizer, nem pensar, apenas sentia. Mas o sentimento foi embora assim que ela ouviu a porta bater, ele havia levantado e ido embora.
Quando abriu os olhos sentiu todo o vazio que sua vida era e sempre seria sem ele, e foi aí que percebeu o quão cega fora sua vida toda, mas será que valia a pena arriscar magoá-lo mais uma vez?
A mulher se perguntava isso, enquanto saia desesperada atrás do homem pelos andares abaixo. Finalmente o encontrou saindo do prédio, debaixo da chuva torrencial que agora caia, e andando até seu carro. Poderia estar à beira do erro que custaria toda a sua amizade com Zachary, mas algo precisava ser feito.
-Zach, espera, por favor! –gritou em meio à chuva barulhenta. O homem continuava andando, e ela, correndo pra alcançá-lo. –Zach não vai embora. Volta pra dentro. –ela falou o puxando pelo casaco. A expressão de Zachary era de completa dor, e suas lágrimas podiam ser vistas mesmo em meio à chuva, que àquela altura, já havia encharcado os dois.
-Pra que Yvonne? Pra você me machucar, como você mesma disse? Será que você não entende que eu te amo? Sempre te amei, em todos os momentos. Não houve um dia sequer em que eu não pensei em construir uma família com você.
-Me desculpa mesmo. Meu maior medo sempre foi te magoar tanto que um dia você fosse perceber que eu não sou válida de todo esse amor, e com isso, nossa amizade e tudo o que temos fosse embora. Eu fui egoísta muitas vezes, e nunca me achei digna de uma pessoa como você, mas a verdade é que eu nunca deixei de te amar, e mesmo te machucando, tudo o que eu fiz em relação ao Albert e ao nosso filho foi mesmo pra tentar te proteger, eu tinha muito medo que ele pudesse fazer algo pra tentar nos derrubar. –ela falava alto devido ao barulho. –Talvez agora seja tarde demais pra dizer isso, pois você já me deu inúmeras chances, mas eu não quero mais fugir, eu quero passar por isso com você. Eu te amo Zachary.
-Nunca pense que você não é digna do meu amor, pois na verdade você é a única que sempre o teve. Eu te amo Yvie. Fica comigo? –ele pediu segurando nas mãos da mulher, que sem mais uma palavra o beijou debaixo da tempestade que lavava suas almas. Como em qualquer outra vez, não era necessário pensar para agir, seus corpos já pertenciam um ao outro há tempos.



Quando o beijo finalmente foi interrompido, Zachary e Yvonne se olharam sorridentes, e, ainda na chuva, se abraçaram como se não houvesse o amanha. Caminharam lentamente de volta para o prédio, e subiram quatro andares de escada enquanto a água escorria de suas roupas. Embora estivesse feliz, Yvonne ainda deixava transparecer o medo e a insegurança quanto à relação. Entraram em casa, e assim que a porta foi fechada, Zachary a segurou, ainda encostado à porta.
-Hey, olha pra mim. –pediu ele parando em frente a ela. –vamos resolver tudo isso juntos, tudo vai dar certo porque estaremos um com o outro, certo? Não quero mais você se remoendo por causa disso. –pediu calmamente enquanto acariciava o rosto molhado da mulher. Ela acenou que sim e ele sorriu, indo beijá-la mais uma vez.
-Devíamos tirar essas roupas molhadas. –a mulher sugeriu durante uma pausa do beijo, enquanto segurava nas abas do casaco encharcado dele.
-Certamente. Mas vamos começar pela sua, que é mais leve e mais fácil de tirar. –ele disse e ela sorriu de canto. Logo ele se afastou um pouco, na intenção de apreciar o tecido fino do roupão colado no corpo da mulher devido à água.
-Quer uma foto? Dura mais. –ela falou e ele apertou os olhos pra ela, se aproximando novamente.
-Não preciso de foto, eu tenho você. –ele disse levando as mãos até a parte do tecido que cobria os seios da mulher e fazendo movimentos circulares. Quando ele tocou aquela região, a mulher suspirou fundo e sentiu seu corpo enrijecer. –não creio que você saiu assim no meio da chuva. Pode ficar doente, sabia?
-Sabia, mas essa é a menor das minhas preocupações. –ela falou livrando o homem do casaco grosso e pesado, tirando em seguida, a blusa de manga que ele vestia.
-Imaginei. –ele disse pegando-a no colo e entrelaçando as pernas da mulher ao redor de sua cintura, encaixando o corpo dela no seu, ainda vestido. –você não tá usando nada debaixo desse negócio né? –referiu-se ao roupão.
-Adivinha. –ela sussurrou no ouvido dele. O homem logo a apoiou em alguma parede pra dar suporte e escorregou sua mão para a parte debaixo do roupão, tocando aquela área já sensível. A mulher soltou um gemido falho enquanto arranhava a nuca dele.
Naquele ritmo, o máximo que conseguiram chegar foi até a sala, onde Zachary a colocou no chão e fez o favor de tirar a roupa da mulher. Ela por sua vez, também tirou o resto da roupa que faltava pra ele, e o empurrou pra deitar no sofá, ficando por cima.
Enquanto se beijavam fervorosamente, as mãos dela o acariciavam devagar, pra que não acabasse com a brincadeira logo, e as mãos dele massageavam os seios da mulher, com delicadeza.
Quando Zachary sentiu que não aguentaria muito, pediu pra que ela parasse e assim se virou, deixando-a sentada no sofá e abrindo suas pernas. A mulher, imaginando o que ele iria fazer sorriu. O homem iniciou uma sequência de beijos que partiam de suas coxas, até chegar ao centro, onde se afundou com gosto enquanto segurava as pernas dela.



Yvonne, como que por impulso, levou as mãos até o lado da cabeça dele, na intenção de segurar para controlar o ritmo, mas não obteve sucesso já que ele havia cortado as laterais do cabelo.
-Maldito. –murmurou ela. O homem riu enquanto se deliciava naquela mulher de um jeito que nunca havia feito antes. Yvonne apenas delirava com o prazer que ele a estava dando, mas precisava que ele parasse. –Zach. Zach. –pediu.
-Sim? –disse ele entre beijos em suas coxas.
-Não quer ir pro quarto? –falou ofegante enquanto passava a mão pelos cabelos e olhava para o homem no meio de suas pernas. Ele apenas acenou e a ajudou a levantar, beijando-a durante todo o caminho para o quarto.
Assim que chegaram, ele a deitou na beirada da cama e a beijou mais uma vez.
-Preciso de você. Agora. –ele disse olhando fundo nos olhos dela. A mulher levou uma das mãos até embaixo e o direcionou para sua entrada. O homem o introduziu lentamente até o final, enquanto ambos gemiam. –Vai querer que eu tire antes? Ou quer que eu use camisinha? –perguntou todo atencioso enquanto se movimentava dentro dela.
-Não precisa, estou tomando remédio. –ela falou baixinho e ele sorriu.
Depois disso não foram mais necessárias palavras, ele começou a aumentar o ritmo gradativamente, até que o choque entre seus corpos estivesse emitindo som. Ficaram assim por um tempo, mas acabou ficando desconfortável. A mulher então fez sinal pra que ele parasse, e assim ele fez. Ela então foi para o meio da cama, virou de barriga pra baixo e levantou apenas o quadril, para que ele pudesse vir por trás.
O homem não pensou duas vezes, apenas segurou na cintura da mulher e a penetrou outra vez. Ela gemeu, bem mais alto dessa vez, e ele iniciou um ritmo acelerado, proporcionando mais prazer aos dois à medida que investia. Sabia que não aguentaria muito, mas queria aproveitar esse momento com ela, então segurou quanto pode pra que os dois acabassem juntos.
-Yvie, eu vou... –tentou falar.
-Eu também. –ela o cortou e ele se liberou dentro dela, soltando um urro de prazer ao terminar.
Assim, os dois deitaram lado a lado, se encarando com um sorriso idiota no rosto, sem saber como agir ou pensar. Yvonne repassava as últimas horas em sua mente sem acreditar que tudo aquilo havia acontecido realmente. Logo seus pensamentos foram interrompidos pelo toque de Zach em sua mão. Sem dizer nada o homem levou a mão dela até seu peito, mais precisamente em cima de seu coração. Yvonne sorriu ao senti-lo acelerado.
-Tá sentindo isso, não tá? –ele pediu e ela acenou que sim. –É só com você, sempre foi. –Zachary falou e os olhos dela encheram-se de lágrimas. Sentia-se ridícula por tudo que havia feito com ele, mas admitia que mesmo depois dessa noite, ainda sentia medo de acabar machucando-o.
-Desculpa por ter sido tão ridícula e não ter te dado valor. –ela falou ainda emocionada com a mão sobre o peito dele.
-Clacka, acabou. Não precisa pedir desculpas, nada mais importa. A única coisa que importa agora é esse momento, e os que viveremos daqui pra frente, ok? Eu te amo, e nada vai mudar isso. –falou se aproximando da mulher e a envolvendo num abraço.
-Eu também te amo Mingah, obrigada por ser essa pessoa maravilhosa que sempre foi pra mim. –ela falou baixinho com o rosto no pescoço do homem. Zachary também estava emocionado, aquele momento era indescritivelmente intenso. Depois da última briga que tiveram, não imaginou que um dia estaria tão bem com ela quanto estava naquele momento.
-Hey, quer mais um cobertor? Você tá gelada. –falou ele no ouvido dela, que estava quase dormindo no abraço dele.
-Quero, se não for muito abuso da minha parte. –resmungou sonolenta enquanto fazia cafuné de leve no homem.
-Então me dá um minutinho, já trago. –ele levantou-se com cuidado, foi até o armário pegar o cobertor e já aproveitou pra vestir uma cueca. Voltou até a cama e a cobriu, logo deitando junto.



-Obrigada. –Yvonne disse acariciando a barba fina do homem que, particularmente, deixava seu rosto bem mais bonito. Ele se aproximou dela e beijou sua boca rapidamente antes de envolvê-la em seu abraço outra vez. Não demorou muito pra que os dois estivessem apagados na cama.

***
Gente, por hoje foi isso, espero mesmo que tenham gostado. Eu estou feliz de por esses dois juntos outra vez. A partir de agora, é mais ou menos como eu acho que eles passaram o ano de 2015, claro, algumas coisas podem não ter nada a ver, mas é uma teoria haha
Até a próxima!

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

20-Listen to your heart

Olá miguinhas, volteei finalmente. Estou feliz em anunciar que o melhor ano chegou. 
Ah, pra quem não sabe o Ben foi um peguete da Yvie que durou pouco tempo. 
Boa leitura.
***


-Mas pera aí, então o Zach chegou aqui e pegou você naquele estado pós-sexo? –perguntou Gian enquanto descansava a cabeça no colo de Yvonne e comia algum doce que ela havia comprado.
-Sim. Imagina só a minha cara quando encontrei o Ben usando aquele roupão, super denunciando, e o Zach na porta. Juro que queria me esconder, mas como uma ótima atriz que sou, fingi que estava tudo bem. –Yvonne falou gargalhando.
-Boba você viu, em vez de pegar aqueles dois e fazer mais um round. –o amigo falou. –Mas e aí, o que ele queria?
-Primeiro ele veio me perguntar das fotos que vazaram, disse que queria saber como eu tava... –ela contou a história de como Zachary havia agido durante sua visita, e do momento embaraçoso que tiveram quando Ben já havia ido embora.
-Tá, mas vocês transaram daí né? –perguntou Gian e Yvonne o rolou os olhos pra ele.
-Claro que não, embora eu estivesse quase subindo pelas paredes, não é assim que as coisas funcionam Gi. –ela acariciou os cabelos do amigo.
-Mulher, é Zachary Levi, as coisas funcionam desse jeito sim. Aquele Deus vem na sua casa e te seduz, e você, vestida num roupão não vai pegar ele. Se fosse eu não me aguentava. –Gian falou e Yvonne riu.
-Ele tava brincando comigo, quando decidi que ia deixar rolar ele simplesmente foi embora, mas depois eu percebi que é aí que está o problema. –ela falou, tornando a conversa mais séria.
-Como assim?
-Gian, eu tinha acabado de sair da cama com um cara, e se não fosse por um segundo, eu estaria na cama com outro. Eu não sei por que, mas sou assim. E o pior é que, não é qualquer pessoa, eu e o Zach não nos conhecemos ontem sabe. Há mais ou menos 2 anos eu estava grávida dele, chega a ser surreal falar isso, então tem muita coisa envolvida. Por isso sei que nesse tipo de sentimento não devo mexer mais, só vou machucar a mim e a ele dessa forma. Entende? –falou com um peso nas palavras,
-Se pensar por esse lado sim Yvie, mas você sabe bem que um sentimento como esse, envolvendo a história de vocês não pode ser enterrado do nada. E dizer o contrário é mentir pra si mesmo.
-Eu sei. Mas estou confusa sabe, não quero simplesmente me jogar num relacionamento com o Zach só por que estamos os dois solteiros. Preciso pensar na minha vida primeiro, aproveitar algo sem compromisso e decidir o que fazer a respeito disso.
***
O dia do evento havia chegado, os participantes iriam se encontrar no LAX, pra pegar o jatinho que os levaria para a cidade onde a OS estaria acontecendo. Assim que Gian os deixou no aeroporto, Ben pegou uma pequena mala e saiu na frente.
-Promete pra mim que vocês não vão tentar afundar um ao outro na neve enquanto eu não chegar lá? –disse Gian, que iria só mais tarde, e Yvonne riu alto.
-Prometo. –ela deu um beijo na bochecha do amigo e desceu do carro pra encontrar Ben, Zach, Eric e Ryan que também participaria, junto com outras celebridades que encontrariam lá. Enquanto todos conversavam, Yvonne avistava de longe Zachary, tentando não parecer desconfortável ao lado de Ben.
-Olha a minha garota aí. –disse Ryan correndo pra abraçar Yvonne. Não haviam se visto muito desde o fim do seriado. Logo Eric a abraçou forte, eles sempre se deram muito bem. O último da fila era Zachary, o qual ela, como se nada tivesse acontecido, abraçou também, durando até um pouco mais.
Assim que entraram no jatinho, Yvonne e Ben sentaram-se lado a lado, enquanto Zach, Eric e Ryan sentaram do outro lado da pequena mesinha que ali havia. A viagem até Park City foi tranquila, embora Zachary desviasse alguns olhares nada discretos para Yvonne vez ou outra.
Quando chegaram lá, o movimento já havia começado, e Zachary não havia parado um minuto. De cera forma, Yvonne sentia um orgulho especial por ele ser quem era, e embora ela sempre estivesse envolvida, sabia que nunca teria metade do coração que aquele homem tem.
Algumas horas após o almoço, Yvonne e Ben estavam sentados relaxando depois de um dia cansativo, enquanto a mulher observava Zachary ao longe, sendo paparicado por uma das famosas suga fama. Algo dentro dela se incomodou, mas não podia fazer nada, pelo menos não com Ben ao lado dela. Foi como se uma força divina tivesse lido seu pensamento, pois menos de 10 minutos depois, Ben se levantou.
-Vou esquiar um pouco, quer vir junto? –perguntou ele já de pé.
-Agora não, ainda estou cheia. Pode ir. –falou ela recostando-se ao banco e pensando seriamente em entrar no chalé/bar pra tomar uma xícara de café.
-Bom tudo bem. Volto daqui uma meia hora. –disse Ben, inclinando-se e beijando a mulher nos lábios. Logo ela voltou seus olhos pra onde Zachary estava, ainda sendo cantado pela garota, e tentando desconfortavelmente se livrar da situação. Por que não fazer um favor ao amigo?
-Hey Zach. –disse ela, atuando muito bem como sempre, enquanto se apoiava no ombro do amigo, toda íntima. –Eric pediu pra dizer que ele quer falar com você. Lá dentro no chalé, logo depois do bar. –ela falou, forçando um sorrisinho sínico para a garota à sua frente.
-Huh, tudo bem, já estou indo lá. –o homem falou, quase que agradecendo Eric, ou Yvonne, por terem livrado-o dessa situação. Yvonne apenas sorriu pra ele e saiu rapidamente, entrando no chalé e seguindo para o lugar esperado.
Zachary então dispensou a garota, educadamente, e entrou no chalé a procura do amigo. Passou pelo bar e seguiu o único corredor, que no final levava a algumas salas de descanso. Imaginou que o amigo pudesse estar lá, mas antes de conseguir chegar ao fim do corredor, foi puxado bruscamente. Quando se deu conta, estava dentro do quartinho onde se guardavam os equipamentos, mas não fazia ideia do motivo pelo qual estava lá, até que sentiu um perfume conhecido.
-Yvonne? –perguntou virando para o outro lado, encontrando a mulher encostada em uma prateleira, sorrindo. –posso saber que diabos estou fazendo aqui? –perguntou confuso.
-Acho que o certo seria “obrigada Yvie por me salvar daquela perua”, não acha? –falou se aproximando dele. O homem deu um passo pra trás, batendo as costas na parede.
-Mas o Eric me chamou e... –ele tentou falar e Yvonne riu baixinho, debochando do amigo. –é claro, o Eric nem aqui estava. –ele se deu conta.
-Nossa como você é perceptivo. –ela falou rolando os olhos. –já te disse que você fala demais?
-Yvonne, o que realmente estamos fazendo aqui? –perguntou com medo da resposta. Sabia o quanto ela poderia ser impulsiva.
-Eu estou me divertindo, afinal, você foi até a minha casa e fez toda aquela cena pra depois me deixar na vontade. Mas não hoje. –ela se aproximou mais, colando seu corpo no dele e em seguida o beijando calmamente, como se quisesse que ele sentisse todas as sensações que ela estava sentindo.



Zachary demorou um pouco pra se situar do que estava acontecendo, mas quando se tratava de Yvonne era simplesmente dançar conforme a música então logo escorregou as mãos pra dentro da blusa dela, causando um choque por estarem geladas.
-Então é isso... –ele sussurrou ofegante enquanto a mulher beijava-lhe o pescoço. –vamos foder dentro de um deposito? –perguntou e a mulher voltou a encará-lo.
-Quem me dera ter todo esse tempo. –ela dizia enquanto suas mãos desciam lentamente até a abertura da calça do homem. –mas tenha certeza de que alguma diversão está pra acontecer. –finalizou com uma leve apertada naquela região, deixando o homem em êxtase.
-Yvie, o que tá tramando? –Pediu com a voz falha e baixa enquanto a mulher sorria maliciosa.
-Guarde seu fôlego, vai precisar. –ela falou, abrindo a calça dele e a abaixando na altura dos joelhos. O homem já sentia arrepios por todo o corpo, mas literalmente perdeu a sanidade quando a boca quente da mulher o envolveu cuidadosamente. Ela sabia que precisava disso tanto quanto ele.
Embora ele tentasse falar algo, nada além de gemidos grossos saia de sua boca, enquanto suas mãos seguravam com força os cabelos dela. Ele havia esquecido o quanto aquela mulher era boa, em praticamente tudo o que fazia, e mais uma vez ela estava ali pra lembrá-lo, da melhor maneira possível.
Yvonne o olhava de baixo, vez ou outra, apenas pra conferir o prazer que estava proporcionando ao homem, o que automaticamente a dava prazer também. Logo o ritmo foi aumentando, o que deu a ela a possibilidade de finalizar o que havia começado, e sem nenhuma gota de sujeira sequer.
Assim, ela se levantou, arrumou seus cabelos bagunçados e aproximou seu rosto do dele, deixando seus olhos se encontrarem. A tensão sexual chegava a ser palpável.




-Wow isso foi... –Zachary respirou fundo sem adjetivos suficientes pra descrever a sensação. –como posso te retribuir? –pediu ele, segurando-a pela cintura, ainda com as calças abaixadas.
-Esse foi por conta da casa, caso você se pergunte um dia se a perua te faria gemer desse jeito. –ela disse dando mais um beijo rápido no homem enquanto tirava as mãos dele de sua cintura e saia do quarto, como se nada tivesse acontecido.
O homem estava louco, mais do que já havia ficado por ela, e precisou de longos minutos pra se recompor antes de voltar pra multidão. Embora ainda tivesse muito que fazer até o fim da tarde, e entrevistas pra dar sobre o evento, tudo o que o homem queria era continuar naquele quarto, se possível com ela, e aproveitar o êxtase da situação.
Yvonne voltou pra onde estava sentada, encontrando Gian e Ben conversando. Se sentia estranha pelo que acabara de fazer, mas não se arrependia nem um pouco.
-Oi amorzinho. –disse abraçando Gian e em seguida indo até Ben, dando-lhe um selinho. Havia chegado à simples conclusão de que não valia nada mesmo.
-Onde você tava? –perguntou Ben e Yvonne abriu um sorrisinho de lado sem que ele visse.
-Fui dar uma volta no chalé, não tinha conhecido lá dentro ainda. –falou e Gian a olhou. Ah como ele conhecia aquela mulher, mas não deu tempo de dizer nada, logo Zach apareceu.
-Galera, vamos tirar a foto oficial, querem vir conosco? –Zach falou meio desajeitado enquanto olhava para Yvonne. O pessoal concordou e se levantou, mas Gian não iria, afinal, não era um real participante do evento e estava sem os equipamentos apropriados então apenas ficou junto de Eric enquanto ele tirava as fotos.
-Hey Gian, me diz uma coisa, o que há com esses dois? –disse Eric se referindo à Yvonne e Zach.
-É o que me pergunto a toda hora, eles tão estranhos. –Gian comentou e Eric concordou. –mas acho que a pergunta certa é “o que é que não há com esses dois?”. –falou e Eric riu.
-Verdade. Mas acho que sempre haverá algo com eles, e nós nunca entenderemos o que. –comentou Eric tirando a última foto.
-Pode apostar que sim. –Gian riu.
***
Os dias passavam depois do evento, e Yvonne não havia mais falado com Zach, e nem ele tentado falar com ela. Embora ela se sentisse mal por ter que mandá-lo embora todas as vezes que ele aparecia lá, isso fazia falta, pois mesmo ele indo embora, mostrava que ela importava, nem que fosse só um pouco. Esses últimos dias haviam sido um inferno sem falar ou ver ele, perdeu as contas de quantas vezes ligou para Michelle pedindo ajuda, ou teve que ir dormir com Gian pra não acabar fazendo a bobagem de chamá-lo lá. Depois de ter terminado com Ben por razões de “não sei o que estamos fazendo juntos se eu não te amo” sua vida estava uma bagunça.
-Vou perguntar outra vez, porque vocês não conversam e resolvem isso de uma vez? Tá na cara que vocês se amam. –Michelle falou, enquanto sentava no sofá do apartamento de Gian, bebendo uma xícara de chá com os amigos.
-Eu achava que sim Mich, mas eu acabei percebendo que, se isso realmente fosse desse jeito, eu não iria ter magoado ele tantas vezes. E como pode chamar isso de amor se a cada mês estou com um homem diferente. –falou a mulher levantando e deixando sua xícara na bancada.
-Olha Yvie, eu realmente não sei, mas você precisa decidir o que você quer daqui pra frente, com ou sem o Zachary. Você só precisa achar essa motivação, pois sei que está ai. –Gian falou abraçando a amiga de lado.
-Obrigada gente, mesmo. –falou ela suspirando e Michelle também a abraçou forte. –agora preciso ir pra minha casa. Vai começar a chover logo. –Yvonne falou pegando sua bolsa e indo até a porta.
-Yvie. –a amiga chamou. –Só não se esqueça de que, antes de tudo, você precisa se dar uma chance, ouvir o que o coração tem a dizer. –Yvonne apenas sorriu fraco para a amiga e saiu. Tudo o que ela mais queria era encontrar uma resposta pra essa confusão mental que ela se encontrava.
Quando chegou em casa, largou suas coisas no quarto, brincou com seus filhotes e se preparou pra tomar um banho, precisava relaxar. Colocou seu roupão e olhou na janela a chuva que caía fraquinha ainda. Estava prestes a entrar no banho quando a campainha tocou.

***
Bom galeres, por hoje foi isso, mas estou mega ansiosa pra escrever o próximo capítulo auashdaiudshasdh me aguardem.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

19-All i need is time



Óia gente, to de volta, demorei? Demorei. Mas agora vai ser meio doido. Enfim, tenho o prazer de lhes informar que a agonia Zachonne está acabando. Boa leitura.
***

Por alguns segundos, os três ficaram intercalando olhares, o momento estava o mais estranho possível.
-Bem, eu vou me trocar. –disse Ben, meio desajeitado enquanto seguia pro quarto. Zachary e Yvonne se encaravam por um momento, o homem tentava sair daquela situação desconfortável, mas o fato de Yvonne estar vestida com um fino roupão de banho não ajudava.
-Não vai entrar? –perguntou ela dando passagem.
-Ah sim, claro. –Zachary afirmou, entrando e sentando-se no sofá.
-Então, a que devo a honra da sua visita? –perguntou Yvonne, um pouco sarcástica.
-Eu queria conversar uns assuntos com você. Por um acaso não ia sair ou estava ocupada? –Zach perguntou, direcionando os olhos para o quarto.
-Não, já havíamos terminado. –ela o provocou. Quando se preparava pra falar mais, Ben apareceu na sala, finalizando uma ligação.
-Yvie, me desculpa, mas preciso ir. Trabalho. –Ben disse mostrando o celular. Ela apenas acenou com a cabeça e o levou até a porta. Assim que o homem se foi, Yvonne voltou a sentar-se no sofá, de frente para Zachary, que ria discretamente.


-Dizem que o terceiro é um charme. –o homem ironizou, devido à atitude de Ben ao ir embora após o sexo.
-E você é quem? Meu pai? –Yvonne cutucou. Não estavam brigando, mas sabiam que poderia evoluir para uma briga caso não parassem. –Quer me dizer logo o que veio fazer aqui?
-Primeiramente vim perguntar como você está, fiquei sabendo das fotos que vazaram. –disse ele, tentando quebrar a tensão.
-Ah sim “vazaram”. –ela fez aspas com os dedos e Zachary lançou um olhar confuso.
-Tá me dizendo que alguém fez aquilo de propósito?
-Indiretamente, sim. Só tinha uma pessoa que possuía aquelas fotos. –ela se referia a Albert. Nem precisou falar o nome dele, Zach já sabia.
-Mas por que ele iria vazar fotos em que ele aparece também? –Zachary não entendia mais nada, mas odiava Albert mais ainda por isso.
-Ele não vazou, ele apenas teve o trabalho de dizer pra alguém em qual conta estavam as fotos. Eu sempre tive um pé atrás, mas não achei que ele iria cumprir a promessa. –ela falou mais pra si mesma do que para Zach, mas ele ouviu.
-Promessa? Do que você tá falando? –perguntou ele e então Yvonne percebeu que havia falado alto demais.
-Hã? Nada, não é nada. –tentou disfarçar, claramente desconfortável.
-Yvie. –ele a chamou atenção. Havia tempos que ele não a chamava de Yvie ou não a chamava apenas. –diz pra mim o que tá acontecendo. Não pode ser nada, seu olhar foi de irônico pra apavorado no momento em que perguntei. Apesar de tudo, ainda temos muita história compartilhada e você sabe que pode me contar. –ele falou e ela respirou em rendição.
-Por favor, só não vá fazer nada estúpido. Quando eu fiquei grávida, e perdi o bebê, ele cismou que ainda tínhamos algo, pois você foi a primeira pessoa a aparecer lá no hospital. –ela lembrou, com certa dor no coração. –e quando você foi embora, eu quis ligar pra me desculpar por ter te tratado tão mal, mas ele não deixava. Foi aí que ele ameaçou ferrar com a minha carreira ou com a sua se entrássemos em contato outra vez. Então aparentemente ele descobriu que você me achou na praia aquele dia. –ela desabafou. Era tão bom poder contar isso a ele.
-Acho que ele não sabe que isso nunca seria o suficiente pra destruir a carreira de uma atriz tão boa quanto você. –ele falou sorrindo. Yvonne sorriu também, percebendo o quanto sentia a falta dele e de sua amizade. –sinto sua falta, desde o dia em que saí daqui pela última vez. –ele disse pegando na mão dela e olhando em volta do apartamento. Por mais que ela sentisse a falta dele também, sabia onde aquilo ia terminar.
-Zach, não vamos complicar as coisas né? –ela falou tirando a mão lentamente da dele.
-Não tem nada complicado aqui Yvie, isso é muito simples. Eu estou solteiro, e você, tecnicamente também.
-Não vem me dizer que isso é simples Zachary, pois querendo ou não, foi você quem foi embora depois de me fazer sentir a melhor pessoa do mundo. Você quem disse que não era certo o que estávamos fazendo. E eu entendi, realmente, mas você não pode vir aqui e dizer que as coisas são simples. –ela falou com voz calma, não queria brigar com ele.
-Eu sei, e não há um dia sequer que eu não me arrependa de não ter feito as coisas diferentes, melhores, mas você não pode negar que há algo aqui, é impossível não perceber. –ele tentou se aproximar, mas ela o afastou.
-Zach, esse assunto acaba aqui. Eu estou saindo com outra pessoa agora então vamos encerrar o assunto antes que acabe em briga. Aliás, acho que você tinha outro assunto pra tratar, não tinha? –perguntou, desviando a conversa. Por mais que Zachary quisesse estar com ela, não seria forçando a barra que conseguiria. Ele sabia que não iria demorar muito pra esse Ben sair da jogada, não botou fé nele desde o primeiro momento.
-Tudo bem, me desculpa. Vim aqui falar da Opsmile, faltam alguns dias, e gostaria muito que fizesse parte. –ele falou desajeitado pelo momento que tiveram agora. Embora Yvonne soubesse o quanto ele é dedicado a esse evento, tinha algo ali que não encaixava.
-Se era isso você poderia ter ligado ou seila. Por que exatamente você ta aqui Zach? –perguntou ela, sabendo que havia algo estranho com ele.
-Eu queria te ver. –ele finalmente falou, junto com um suspiro decepcionado. Ele não queria ter que admitir, pois sabia que ela iria se sentir pressionada. Yvonne então levantou do sofá, atordoada. Não queria voltar pro sofrimento que sentia antes, estava cansada de chorar e fazê-lo chorar também. Era como se ela estivesse fadada a nunca ter um relacionamento que funcionasse, e com isso, tinha esperanças de não arrastar Zach pro mesmo caminho.
-Zach, você pode contar comigo no evento, mas vai embora, por favor. –ela pediu fechando os olhos, tentando não ficar nervosa. Zachary rapidamente levantou-se e ficou de frente pra ela.
-Quem é ele Yvie? -falou de Ben.
-A gente ta saindo só Zachary, não somos namorados. -ela disse desviando dos olhos dele. O homem se aproximou dela, prendendo o corpo da mulher contra a parede.
-Eu sei que não deveria, mas preciso de você. –ele falou aproximando o rosto do dela. A mulher virou para o lado, não podia se render a ele. Quando Zachary viu que ela não iria responder, chegou lentamente perto do pescoço da mulher, beijando devagar enquanto suas mãos estavam ao lado da cabeça dela, apoiadas na parede.
-Zach sério. –sua voz estava falha e ela respirava com dificuldade. Uma das mãos dele foi levada ao pescoço dela, delicadamente, causando uma sensação deliciosa enquanto seus dedos deslizavam até a abertura do roupão, passando levemente por entre os seios da mulher.
-Você não ama ele, ama? –ele perguntou e ela virou pra encará-lo. Seus rostos agora estavam muito próximos. Yvonne apenas acenou que não, respondendo a pergunta de Zachary. O homem sorriu. Suas mãos brincavam com o laço do roupão, ameaçando tira-lo e fazendo com que nenhum dos dois viesse a pensar direito. Lembrava de quando as coisas eram simples, e a essa altura já estariam totalmente pelados, mas aquele tempo mudou, e ele sentia falta. Não só pelo sexo, mas pelo fato de que ela era a única mulher a quem ele confiava quase qualquer coisa, e era a única com quem poderia ser ele mesmo, pois eles eram uma bagunça juntos, cada um no seu jeito.
A vontade que Yvonne estava de tocar no corpo dele era enlouquecedora então, com um pouco de receio, levou suas mãos até o cós de sua calça, deixando-as lá enquanto seu polegar corria sobre o volume que se formara ali, acariciando de leve por cima do tecido.
O respirar fundo do homem voltou à atenção dela para os olhos dele, tirando a mulher do transe.
-Por favor, vai embora. -ela falou sussurrando. Ao mesmo tempo em que queria arrancar toda a roupa dele ali mesmo e passar o resto da vida fazendo sexo com aquele homem, sabia que se o fizesse se perderia nele outra vez.
-O que você disse? –perguntou bem baixo, com a boca colada ao ouvido da mulher. Ela sabia que ele a estava testando.
-Vai pra casa Zach. –Falou firme. Diante do pedido da mulher, Zachary não tinha muito que fazer, mas ainda não havia desistido. Aproximou seu rosto o máximo que conseguiu do dela e, quase que de raspão, deixou seus lábios se tocarem por um segundo, causando aquela sensação de formigamento. Yvonne já se preparava pra iniciar o beijo com vontade e se entregar totalmente quando Zachary se afastou lentamente, com certa tristeza no olhar e saiu do apartamento.
A partir de agora havia dois corações quase que despedaçados pela incerteza de um relacionamento. O dele, por pensar que ela realmente havia desistido deles, e o dela, por não saber o quanto eles dariam certo caso tentassem outra vez.
Assim que Zachary chegou em casa, um pouco atordoado pelo momento que quase tiveram, precisava se distrair então ligou o som em uma rádio qualquer e deitou no sofá, tentando arejar a mente um pouco. E teria conseguido, mas logo uma música, conhecida por ele de um tempo atrás começou a tocar.
Demorou apenas uns minutos pra lembrar que aquela mesma música tocara em sua última noite na Austrália, quando dançava calmamente com Yvonne naquele bar escuro. O mais curioso era que, exatamente como daquela vez, ele estava perdido na letra da musica, que dizia algo como “por um minuto fica mais fácil fingir que você foi apenas uma amante”. E essa frase repetia em sua cabeça, mesmo sabendo que não fora e nunca será fácil fingir que ela era apenas alguém que ele queria por diversão, até por que Zachary nunca foi do tipo de homem que procurava uma noite de diversão apenas.
Yvonne também se sentia confusa, era como se algo a empurrasse pra ele e, com a mesma força, a afastasse dele. Passou bons minutos pensando sobre como iria lidar com a situação, pois como Zachary havia descrito em seu bilhete, eles pareciam estranhos que acidentalmente não resistiam um ao outro, mas qual o motivo de não resistirem?
Não sabia, a única coisa que sabia era que se continuasse pensando essas coisas iria acabar cometendo mais erros, então apenas ligou pra única pessoa que conseguia distraí-la dessas paranoias.
-Oi meu amorzinho. Não to atrapalhando, estou? –pediu com voz doce, lembrando-se da vez que ligara durante a diversão do amigo.
-Hoje fui mais rápido que você. –falou Gian rindo alto. –o que precisa minha linda?
-Queria que viesse dormir comigo hoje pra gente ficar comendo besteira e jogando conversa fora. A não ser que já tenha planos de dormir com outra pessoa, abraçadinho. –disse zoando o amigo.
-Pode apostar que não. Fomos tão rápidos que ele até já foi embora. Nada melhor que um sexo matinal devastador. –disse Gian confiante. –mas em relação ao outro assunto, vou sim, mas só mais tarde, pois tenho umas coisas pra resolver na galeria.
-Tudo bem, ainda tenho que organizar minha bagunça e levar nossos filhos pra tomar banho. –falou, referindo-se a Chazzy e Wilbur.
-Ótimo to morrendo de saudades dos meus meninos, e da minha menina também. Então até mais tarde.

Assim que desligaram, Yvonne começou a organizar tudo, poderia contratar alguém pra fazer o serviço, mas não gostava quando pessoas estranhas mudavam as coisas dela de lugar. Parou um pouco pra almoçar e logo retornou com as atividades, terminando-as por volta das 4h da tarde. Depois de tomar um banho, deixou Chazz e Will no pet shop enquanto comprava as coisas pra hoje à noite.

***
Gente, espero que tenham gostado, acho que no próximo cap vai ter mais uma provocadinha. Comente, pra não perder o costuminho e até outro dia!

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

18-Daydreaming



Olha quem voltei! Desculpem a demora miguinhas, o cap tava quase pronto, mas fiquei enrolada com a facul. Mas tá ai, boa leitura.
***


Naquela mesma noite, Yvonne se arrumava pra encontrar uma amiga de infância que não via há muito tempo. Embora estivesse se sentindo cansada por poucos motivos, tinha saudades da amiga, e precisava se distrair um pouco, além de tomar alguma coisa pra dormir logo que chegasse em casa.
Assim que chegou ao local marcado, a amiga a avistou, vindo logo recebê-la com um abraço.
-Que saudade de você mulher. –disse Yvonne no abraço que durava.
-Eu também. Quanto tempo ein. Vem vamos sentar e beber. Quero que me conte tudo o que aconteceu na sua vida. –a amiga falou puxando Yvonne pela mão. Elas conversaram por horas sobre todos os assuntos, ou quase todos, havia um em particular que não fora nem mencionado.
-Bom, infelizmente, ou felizmente, terminamos há alguns meses. No começo foi meio difícil, mas sabia que não valia a pena chorar por ele. –disse Yvonne a respeito de Albert.
-Não mesmo, mas me diz uma coisa, e o Zach? Fiquei sabendo que andaram bem próximos. Eu me lembro de ver vocês atuando juntos e pensar “um dia eles ainda ficam juntos”. –a amiga tocou na parte que doía.
-Pois é, tivemos um tempo juntos, foi muito bom, mas acabamos errando no caminho sabe. –Yvonne comentou, com um peso no coração.
-Mas e aí, como ele é? Carinhoso, sério... –a amiga insistia, pois sempre gostou de ver eles juntos, mesmo que apenas atuando. Na verdade, não havia uma alma no mundo que não percebesse a faísca quando aqueles dois se olhavam.
(música) P.S. Essa música me lembra muito o Zach, se quiserem ver a letra é bem legal.
Yvonne respirou fundo, não que fosse difícil descrever Zachary, mas sabia que se perderia nas qualidades dele rapidamente. Começando pelo jeito sonhador que ele tinha, a mulher foi falando de como ele lidava com as situações difíceis e a facilidade que tinha de acalmar todos a sua volta. Ela lembrou de como ele gostava de acompanhar as ondas do mar quando eles estavam na praia, percebeu isso nas poucas vezes que estiveram lá, e mencionou como o coração dele era grande, ele conseguiria acolher qualquer um lá dentro e sempre teria amor de sobra.
Não havia se esquecido de falar sobre como ele conseguia ser estupidamente bonito, em um jeito simples, e sentia-se bem por ter tido um amigo como ele em sua vida por tanto tempo. Ela voltava pra época em que havia recém chegado para atuar com ele e sorria ao lembrar-se dos conselhos e de todas as vezes que repassaram os roteiros juntos pras gravações. Enquanto relatava, a amiga sorria como boba, tentando vivenciar cada situação e Yvonne quase se emocionava ao falar de pequenos detalhes, como no dia em que ela brigou com o namorado durante as gravações e Zach ficou, por incontáveis horas, sentado à porta do trailer dela pedindo pra entrar, pois ela não parava de chorar e tudo o que ele queria era consolar a mulher.
As características físicas quase não precisavam ser mencionadas diante da magnitude que aquele homem era por dentro, e às vezes até fazia mal a ela, por saber que ele havia ido embora, ela o havia perdido, e principalmente por saber que um dia o machucou de forma tão terrível.
-Olha, eu to quase em lágrimas aqui. –a amiga disse e Yvonne sorriu feito boba, além de chorar era só o que sabia fazer desde que teve sua última noite com Zachary. –Mas preciso saber qual o motivo de não estarem juntos.
-Uma grande aliança de compromisso no dedo dele e votos matrimoniais feitos na igreja. –Yvonne disse sorrindo fraco enquanto tentava não fazer alarde da situação que realmente se passava dentro de seu coração.

***
Em casa, Zach aguardava a mulher ansiosamente. Era difícil falar sobre o assunto, mas eles sempre foram honestos um com o outro, e esconder isso dela seria algo fora do comportamento dele.
-Zach? –a voz chamou da garagem. –Pode me ajudar aqui?
-Estou indo. –ele levantou do sofá com as pernas tremendo. Era como se tivesse esquecido como andar.
-Pega aquela caixa grande ali pra mim, por favor? –Missy pediu enquanto tirava algumas compras do carro. Zach pegou a caixa, em silêncio, e sorriu fraco pra ela.
-Missy, podemos conversar? –ele segurou-a pela mão.
-Claro, me deixa guardar as coisas primeiro. –ela pediu, um pouco tentando evitar a conversa, um pouco por costume.
-Pode deixar que eu guardo depois. Vem. –ele chamou calmo, e ela o seguiu até a sala. Sentaram-se no sofá e Zach mexia as pernas descontroladamente.
-Então? –insistiu. O homem suspirou antes de falar.
-O assunto que tenho pra falar é muito importante, é sobre o nosso futuro. Eu venho pensando nisso há algum tempo já, e não te manter a par da situação seria injusto. –ele disse e a mulher começou a suar frio. Também precisava dizer algo á ele, mas dependendo do que ele dissesse a notícia teria que esperar.
-Tudo bem, pode falar. –ela disse com um nó se formando na garganta.
-Eu sei que estamos casados há pouco tempo, mas enquanto estávamos visitando seus pais eu não pude deixar de me sentir um pouco desconfortável com a situação. Você é uma pessoa incrível, sem duvida alguma, e eu gosto muito de você, mas eu não consigo mais fazer isso. –algumas lágrimas enchiam os olhos dele enquanto ele falava segurando a mão da mulher.
-Isso o que Zach? –ela estava aflita.
-Nosso casamento, não sei se consigo  mais mantê-lo. Embora eu sentisse que era o certo a fazer quando nos casamos agora as coisas parecem diferentes. Eu percebi que não sou maduro o suficiente pra continuar num relacionamento que demande tanto do meu caráter como homem e quem sabe um dia, pai. Espero que entenda isso, e que saiba que em nenhum momento eu tive a intenção de te magoar ou te iludir então se o fiz me desculpa. –a mulher chorava de leve enquanto ouvia as palavras de Zach. De certa forma, podia dizer que sentia um alívio.
-Eu entendo Zach. O tempo que passamos juntos foi maravilhoso, e eu não me arrependo nenhum pouco de tudo isso, mas preciso confessar, mesmo que seja doloroso, que eu também me julguei preparada pra algo que eu não estava e me sentia mal por não te dizer. Tenho certeza que essa é uma das coisas mais difíceis da minha vida, pois estou deixando meu melhor amigo e parceiro. –ela falou, tirando um sorriso em meio às lagrimas do homem. Era difícil pros dois, mas ele estava contente que ela havia sido compreensiva.


-Acho que nós dois sabíamos que não ia acabar bem no momento em que começamos a brigar pelo programa que iríamos assistir, não é? –Zach se lembrou da época em que brigavam por quase qualquer coisa, e que foi aí que perceberam que as coisas estavam se desgastando. Nunca foi o fato das brigas pequenas, mas se não conseguiam nem decidir coisas pequenas sem brigar, que dirá uma decisão realmente importante.
-Infelizmente. –a mulher chorou em meio a um fraco sorriso, enquanto levantava do sofá e ia saindo. Por um momento, entre a conversa, ela pensava que Zach iria dizer que queria ter filhos, e ela sabia que não queria isso. Pelo menos não agora. E parece que nem com ele.
-Hey, sabe que não precisa ir embora. Essa casa também é sua. –ele falou segurando o braço da mulher.
-Zach, essa casa nunca foi minha. Nós dois sabemos disso. Eu preciso ir, não é saudável pra nós. –ela foi em direção à porta, com o coração na mão de deixar aquele lugar que fora de tantas lembranças maravilhosas.
-Eu te amo, me desculpa. –ele falou chorando enquanto olhava pro chão. A mulher se virou e andou até ele calmamente. Assim que se aproximou, deu-lhe um beijo na bochecha, mais demorado que o normal.
-Não minta pra si mesmo Zach. –ela tentou sorrir, mas falhou então apenas se virou e foi embora. Zach não sabia o que fazer, não achava que seria tão rápido, e tão doloroso fazer isso.
Após alguns minutos em choque, ele conseguiu sair do lugar, então foi até a cozinha e guardou as coisas. Metade daquele lugar tinha o cheiro dela, tinha um pouco dela. O jeito que as coisas eram guardadas, a forma como ela gostava de deixar tudo no mesmo lugar. Seria um pouco, talvez muito, difícil viver naquela casa em ela até se acostumar, mas seria pior continuar acordando todos os dias ao lado de uma pessoa que ele não amava.
Embora a tristeza tomasse conta, ele não conseguia deixar de pensar na pessoa que, mesmo durante seu casamento e toda a sua vida, nunca saiu do coração do homem. Ela pode até ter ficado esquecida em algum canto, mas o coração dele nunca deixou Yvonne sair. É claro que não seria do dia pra noite que eles voltariam a se falar e, eventualmente, ficarem juntos, mas ele estava disposto a tentar.
***
O ano-novo havia passado outra vez, e o ano de 2015 começava sem muitas expectativas para Zachary. Ele ainda não havia desistido de Yvonne, mas sabia que não era saudável forçar algo, iria ser amigo dela outra vez, e com o tempo, ele sabia que ela iria perceber que nunca deveriam ter se separado.
Com a Operation Smile chegando, Zach viu uma boa oportunidade de conversar com Yvonne já que os dois compartilhavam a mesma paixão por eventos assim. Ele decidiu então ir até a casa dela, pois além de sentir muito a falta da mulher, poderia conversar com ela sobre o evento, e também sobre algumas fotos que haviam vazado, onde todos na internet diziam ser dela. É claro que ele poderia te ligado, mas era algo que precisava, mesmo sabendo que ela não iria ceder a ele tão cedo.
Pegou o carro e dirigiu tranquilamente até a casa dela enquanto ouvia Nina Simone e sua boca formava um sorrisinho de expectativa. Era como se ele já pudesse sentir a presença dela mesmo antes de vê-la. Assim que chegou, o porteiro o deixou entrar, pois mesmo depois da briga, Yvonne nunca o havia proibido de ir lá e o porteiro já o conhecia há tempos.
À medida que se aproximava da porta dela, seu coração batia mais forte, era uma sensação gostosa, mas não queria senti-la agora. Já imaginava o sorriso dela ao abrir a porta, mas sua mente ficou confusa quando a maçaneta girou.
-Huh olá. –disse o homem à porta, vestindo um roupão de banho. Zachary não sabia o que fazer.
-Hmm... É... Yvonne tá aí? –perguntou entre gaguejos.
-Está sim, e você seria? –perguntou o homem.
-Zach-Zachary. Sou um amigo dela. E você? –perguntou Zach, tentando parecer o mais normal possível.
-Sou Ben Lawson, também amigo dela. –Zachary sentia sua cabeça rodar, não acreditava no que estava ouvindo e vendo. Quando pensou em abrir a boca, avistou Yvonne, também vestida em um roupão de banho, com os cabelos molhados.


-Zach? –ela perguntou indo até a porta, com os olhos arregalados. A situação acabara de ficar realmente estranha.

***
Espero que tenham gostado miguinhas. E agora, que comecem os jogos!