My pieces (archive)

terça-feira, 29 de março de 2016

25-Don’t think that i’m pushing you away

Gente, sou a pior escritora do universo, me desculpem mesmo pela demora. Esse capítulo tá chatinho, mas fazer o que né? É a vida que segue.
***

Após deixar Zachary no aeroporto, Yvonne dirigiu calmamente até em casa. Pensou em dar uma passada no apartamento de Gian, mas era muito cedo, e não queria correr o risco de atrapalhar o amigo outra vez. Sabia que ele estava de rolo com alguém. Michelle estava viajando também, então simplesmente seguiu direto pra casa, entrou e deitou na cama, abraçando seus filhotes até pegar no sono outra vez.
No avião, Zachary tomou um remédio pra dormir, pois sabia que ia pensar demais na mulher se ficasse acordado. Ele também sabia como Yvonne ficava quando estava sozinha, o pior era deixar ela lá sem ninguém. Finalmente o remédio funcionou, e ele dormiu, mas não antes de mandar uma mensagem para Gian, pedindo se o rapaz não poderia dar uma olhada nela. Iria parar primeiro em algumas cidades da Flórida, e depois seguiria pra outros locais onde gravaria algumas cenas de Heroes Reborn, e daria entrevistas também.
Yvonne acordou algumas horas depois, com muita fome, e com Will roncando ao seu lado. Sim, o cão roncava, muito alto. A mulher então levantou, escovou os dentes e foi até a cozinha preparar algo pra comer. Não fez nada muito demorado, queria sair pra se exercitar um pouco e passear com os cachorros.
Estava terminando de comer seu almoço quando a campainha tocou. A mulher levantou e foi abrir a porta, sorrindo ao encontrar o amigo parado ali com um sorriso.
-Bom dia bela adormecida. –disse Gian abraçando a mulher. Ele sabia que ela havia acordado há pouco, pois seus olhos ainda estavam meio inchados. –vim dormir aqui com você.
-Bom dia pra você também. –ela sorriu, dando passagem pra ele. –Como sabia que eu estaria sozinha? –perguntou, quase sabendo a resposta.
-Zach me falou. Ele não queria te deixar sozinha, aí perguntou se eu não faria nada hoje e pediu pra eu vir aqui. –ele comentou enquanto ela voltava para o restinho de seu almoço. Imaginava que Zach tivesse dito pra ele. Sorriu sozinha ao lembrar do homem.
Durante a tarde, ela e Gian ficaram jogando conversa fora enquanto a mulher organizava um pouco o apartamento, e depois, os dois saíram pra passear com os pequenos já que ela não havia feito isso de meio dia.
Caminharam durante 40 minutos na praia, tomaram um sorvete e então voltaram pra casa. Yvonne não havia levado o celular então assim que chegou foi checá-lo. Haviam 2 mensagens de Zachary.
“Hey Clacka, só queria avisar que cheguei em Tampa agora. Está tudo certo por aqui. Estou com saudades já.”
“Está aí? Espero que não esteja dormindo, queria te ligar.”
Yvonne leu as mensagens sorrindo como boba e gargalhou alto ao ler a segunda. Mal sabia ele que já havia feito muito desde que ele fora viajar.
“Abusado! Eu estava na praia com o Gian. Como pôde pensar que eu estava dormindo? A propósito, também estou com saudades, e se quiser me ligar, estou livre agora.”
Digitou a mensagem e se jogou na cama. Logo Gian entrou, pedindo uma toalha pra tomar banho. Yvonne deu o que ele queria e o rapaz deixou o quarto para tomar seu banho. Minutos depois, o celular dela tocou.
-Olá abusado. –atendeu ela, tentando ficar séria.
-Oi coisa linda. –Zachary fez voz doce. –Não está mais aqui quem te acusou de estar dormindo. –ele falou e ela deu risada.
-Bom mesmo. Tudo bem? –perguntou o rapaz, enquanto transmitia seu pensamento até lá, na tentativa de matar um pouquinho mais a saudade que já sentia dela.
-Tudo sim, só um pouco quebrado do voo, já estava desacostumado. E você fez o que hoje? –ele falava enquanto assistia a um filme que passava na televisão do quarto.
-Gian veio aqui, aliás, muito obrigada. –ela falou referindo-se ao homem pedir pra Gian ir vê-la. –ficamos batendo papo à tarde enquanto eu arrumava o apartamento e depois levamos Chazzy e Will pra dar uma volta na praia. Já teve alguma entrevista hoje? –ela levantou da cama e sentou-se na janela, olhando pro céu.
-Hoje não, graças a Deus, acho que não ia aguentar. Mas amanha eu já tenho várias. –disse Zachary, bocejando ao telefone.
-Que bom mesmo. Bom, eu acho que vou deixar você descansar então.
-Ah não, vamos conversar mais, não quero dormir. –pediu ele.
-Minge, você tá acabado, dá pra ouvir na sua voz. Descansa, e amanha quando estiver livre você me liga. Vou ficar o dia todo em casa preparando as coisas pra viagem. –ela falou e o homem sorriu do outro lado.
-Tudo bem, você venceu. –ele falou bocejando outra vez. Precisava admitir que estava muito cansado.
-Obrigada. Faço pro seu bem, não quero ver você sobrecarregado e dormindo mal. Isso não é saudável. –ela falou com uma voz calma, que transmitia leveza à conversa e mostrava o quanto ela se importava com ele.
-Tudo bem, obrigada por cuidar de mim Clacka.  Saiba que eu te amo mais ainda por isso. –ele falou com a voz arrastada de sono já.
-Sempre vou cuidar de você Minge. Também te amo. –Yvonne soltou junto com um suspiro. De agora em diante, era assim que seriam as conversas, curtas e cheias de saudades.
-Amanha será um dia a menos pra gente se ver. Boa noite. –ele disse baixinho.
-Boa noite Zach. –ela falou e desligaram. A mulher continuou na janela olhando pro céu até que Gian a chamou.
Na Flórida, Zachary se preparava pra dormir. O clima já estava quente por lá, mas havia uma brisa gostosa do mar. O homem então largou o celular ao lado da cama e tratou de dormir, pois a partir do dia seguinte seriam apenas entrevistas e incontáveis horas de filmagens. Embora soubesse que Yvonne ocuparia a cabeça com o trabalho assim que chegasse na Tailândia, principalmente quando os pais fossem visitá-la, ele se preocupava com o fato de acabarem caindo no mesmo buraco em que caíram da última vez. Chegava a ser engraçado, os dois são atores, sabem como é viver distante da família e amigos, mas mesmo assim, conseguiram deixar isso afetar a relação deles uma vez. O homem ainda acreditava que ficariam bem, pois haviam mudado e amadurecido muito desde então.
No outro dia acordou cedo, tomou seu café da manha no restaurante do hotel e foi encontrar seu pessoal, que o conduziria para a entrevista. Ele sabia que os dias seriam longos e as noites de sono seriam poucas, mas o amor que tinha pelo que fazia mantinha-o todos os dias apto a continuar, mesmo que passando por momentos difíceis.
Com o passar dos dias, os dois tentavam ocupar a cabeça e não pensar tanto na enorme distancia que os separava. Yvonne já estava no avião, a caminho de Bangkok. Respirou fundo enquanto via um filme qualquer no avião, na esperança de pegar no sono. O pessoal que viajava com ela já dormia há tempos, mas não ela. Parecia coisa de adolescente, mas ela não conseguia evitar sentir um desânimo, uma carência. Esperava que as coisas fossem melhorar quando seus pais chegassem ou quando ela começasse a gravar, pois sabia que isso era algo que a deixava focada.
Quando estava começando a sentir o cansaço, seu celular apitou uma mensagem, e, embora amasse Zachary com todo seu coração, torcia pra que a mensagem fosse de outra pessoa, pois pensar no homem era a última coisa que precisava agora.
“Amorzinho, tudo bem? Tô meio entediado então resolvi te incomodar um pouco. Tá no avião ainda?”
Soltou um suspiro de alívio ao ver a mensagem de Gian. Tratou logo de digitar uma mensagem pro amigo.
“Tudo bem Gi, e por aí? To no avião sim, tentando pegar no sono, mas não to conseguindo muito não.”
Yvonne enviou. Os dois conversaram por mais um bom tempo, até que ela sentiu o sono chegando, então avisou o amigo e se despediram. A mulher se acomodou como pôde na poltrona e finalmente dormiu.
***
Os dias foram passando, Yvonne finalmente estava focada no trabalho, e estava se divertindo. Ela falava com Zachary sempre que possível, e estava feliz, pois seus pais estariam passando algum tempo ela.
-Mãe, é pra por o leite antes ou depois? –perguntava Yvonne enquanto tentava uma receita que havia visto há alguns dias.
-Não lembro filha. Você não anotou a receita? –pediu a mãe enquanto olhava pra mistura sem entender o que se passava.
-Eu também não lembro. Pega meu celular, por favor. Acho que tirei uma foto da receita. –Yvonne apontou para o celular e a mãe pegou. A mulher falou a senha, já que estava com as mãos sujas, e a mãe começou a procurar a foto dentre as várias que a filha tinha no celular. Enquanto procurava, não pôde deixar de notar as várias fotos que Yvonne tinha com Zachary. Tinha algo ali que ela estava perdendo. Queria perguntar à filha, mas primeiro achou o que estava realmente procurando. Terminaram a receita e colocaram pra assar.
-Filha, posso te perguntar uma coisa? –Disse a mãe enquanto Yvonne organizava a bagunça que havia feito.
-Pode sim mãe.
-Você e o Zach voltaram, não voltaram? –ela falou e Yvonne ficou pasma, sem saber o que dizer. –Está tudo bem, eu vi as fotos no seu celular quando procurava a receita. –Yvonne então soltou um suspiro, se rendendo.
-Pois é mãe. –ela sorriu. –não estamos namorando, mas de certa forma voltamos, e estamos bem.
-Que bom, fico feliz por vocês. Fiquei triste quando tudo aquilo aconteceu entre vocês. Dava pra ver o quanto vocês se amavam. –a mãe falou e Yvonne sorriu outra vez. Sentia-se uma adolescente boba contando pra mãe sobre o primeiro amor.
-Eu também mãe, Zachary é uma pessoa maravilhosa. –Yvonne disse com um aperto no coração, de saudades dele.
-Ele é mesmo, gosto muito daquele garoto. Faz muito tempo que não o vejo.
-Se quiser podemos ligar pra ele, estava pensando em fazer isso depois quando tivesse um tempo. –sugeriu Yvonne. A mãe sorriu em aprovação. Ela pensou em chamar o marido, mas o mesmo estava cochilando no sofá.

Yvonne então discou o número de Zachary e esperou chamar. Após vários toques e nenhuma resposta ela desligou. Esperou alguns minutos e ligou outra vez. O celular chamou até dar na caixa postal e nada de Zachary atender. Naquele momento um sentimento tomou conta de Yvonne, um sentimento que ela conhecia bem, pois havia sentido quando Zachary foi embora depois da semana deles juntos na Austrália.

***
Por hoje foi isso gente, espero que tenham gostado. Tá meio paradão, mas não vou prolongar isso muito não, acho que no próximo capítulo já teremos Zachonne outra vez.
Mais uma vez peço desculpas pela demora, eu sei que é chato esperar, mas a faculdade tá me deixando louca.
Beijinhos e até a próxima!

sexta-feira, 18 de março de 2016

24-Mad Sounds

Olá galerinha, estou de voltaa. Espero que gostem do cap.
***

-Galera, pedimos mais uma rodada ou paramos? –perguntou Eric com a voz arrastada. Estavam sentados no bar há umas duas horas, bebendo e falando bobagens. A linha de bebuns no balcão era formada por Eric, Yvonne, Zachary e Adam, um velho amigo deles, que era o único sóbrio dali, pois estava dirigindo.
-Eu já to legal. As duas últimas rodadas de tequila fecharam. –disse Yvonne toda risonha, encostada em Zachary.
-Por mim paramos também. –Zach opinou enquanto abraçava a mulher por trás e descansava sua cabeça no ombro dela.
-Adam? –Eric olhou para o amigo, que bebia inocentemente seu suco.
-Se vocês estiverem a fim de ir, por mim tá beleza. –disse o amigo.
-Então vamos. –disse Eric e todos levantaram. A conta foi paga e seguiram para o carro de Adam, que os levaria pra casa. Yvonne e Zachary foram no banco de trás enquanto Eric ia na frente com Adam.
Os dois cantarolavam alto a música que tocava, Eric contagiava o amigo sóbrio com sua animação. Os passageiros do banco de trás também cantarolavam junto, mas a animação de Eric e Adam era insuperável.
-Vocês não cansam mesmo né? –Yvonne perguntou dando risada.
-Nunca! –Zachary respondeu olhando pra ela. A mulher se aproximou e o beijou, mordendo de leve os lábios do homem.


-Bom saber que ainda tem energia neste corpo, quero gastar ela todinha assim que chegarmos em casa. –ela falou ao ouvido dele, intercalando leves beijos no pescoço do homem.
-Sou todo seu. –ele disse acariciando a coxa da mulher, que riu maliciosamente pra ele. Era fato que o álcool, e principalmente a tequila, aumentavam a tensão sexual entre os dois.
-Galerinha do banco de trás, vamos parar com a pegação no meu carro, por favor. –Adam falou causando risos em Zach e Yvonne sentiu as bochechas queimarem, mas riu pra descontrair. –Acho que chegamos. –Adam continuou, olhando pelo retrovisor.
-Obrigada cara. Boa noite pra vocês e vão com cuidado. –disse Zach enquanto desciam do carro. Yvonne acenou pra eles e logo o veículo saiu de vista.
Os dois passaram pelo porteiro que estava no turno da noite e entraram no elevador do prédio de Yvonne. Já no corredor, Zachary a abraçava por trás enquanto sussurrava coisas e beijava o pescoço da mulher.


Entraram no apartamento e assim que Zachary fechou a porta, Yvonne o empurrou com força contra a mesma e atacou seus lábios. As mãos dela trataram de desabotoar a camisa dele com agilidade enquanto as dele acariciavam-na por cima do jeans apertado que a mulher usava.
Ela então o puxou até o quarto, meio cambaleando por conta do álcool, e o jogou na cama. Essa noite seria dela, queria ter controle da situação, e Zachary não abriria a boca pra reclamar, ele amava quando ela fazia isso. Na verdade, isso o excitava muito.
Yvonne subiu em cima dele, que ainda deitava na beirada da cama, e o beijou novamente enquanto o provocava, deslizando seu corpo sobre o volume nas calças de Zachary. Ele respirava pesado enquanto a mulher abria o zíper, dando ao homem uma sensação de alívio.
Logo ela ficou de pé outra vez, tirou as calças de Zach e se afastou enquanto tirava a própria roupa. Yvonne foi até o outro lado do quarto e ligou uma música, baixinha pra não incomodar os vizinhos, e então voltou tirando dele todo o resto que vestia. O homem tentou tocá-la, mas foi impedido por um tapa na mão.
-Ainda não. –disse a mulher, mexendo os quadris no ritmo calmo da música. Então ficou a uma distância razoável do homem e começou a dançar lentamente pra ele. Zachary estava quase sem reação diante de tanta magnitude. Alguns diriam que ela não tinha o corpo mais perfeito do mundo, mas ele amava cada detalhe e cada curva dela.
-Você vai acabar comigo sabia? –disse ele ainda tentando tocá-la, e ela ainda desviando seus movimentos.
-Essa é a intenção. –Yvonne disse virando de costas pra ele, mexendo seus quadris bem perto dele. Quando ela abaixou, pra fazer uma espécie de twerk, o coração de Zachary não era o único órgão que pulsava ali. Aquilo já era demais pra ele, precisava dela.
Sem pensar duas vezes, o homem se levantou e a agarrou por trás, fazendo com que ela encostasse o rosto na parede fria, causando um choque em seu corpo.
-Eu quero você. –ele falou enquanto acariciava os seios da mulher com vontade. Ela então virou-se de frente e o empurrou pra que ficasse sentado na cama outra vez.
-Só se você pedir com jeitinho. –ela subiu em cima dele e agarrou seu membro, direcionando-o para a entrada, mas sem deixar entrar, ela apenas passava devagar, provocando o homem. A essa altura Zachary não sabia mais o próprio nome, a única coisa que queria era estar dentro daquela mulher. Mas sabia que precisaria entrar no jogo dela também.
Logo ele começou a beijar os peitos da mulher, que se encontravam praticamente na altura do rosto dele, e enquanto uma das mãos segurava cintura dela, a outra acariciava sua intimidade. Yvonne também tinha a respiração descompassada. Zachary foi aos poucos convencendo ela a ceder sobre ele então Yvonne apenas se entregou. Não aguentava mais esperar.
O homem gemeu enquanto a invadia com vontade, como se estivesse esperando por esse momento há anos. Ficaram imóveis por um tempo, apreciando o prazer do momento então ela se apoiou em seus ombros e iniciou os movimentos que iam de cima pra baixo.
Coisas sem sentido escapavam dos lábios deles, entrando em sintonia com a música que tocava no ambiente, era como se ela continuasse dançando em cima dele, e ele apenas aproveitando o momento.



Logo o homem a virou, deixando-a deitada na cama, então colocou as pernas da mulher apoiadas em seus ombros e entrou nela outra vez, diminuindo o ritmo dos movimentos, pra que os dois aproveitassem o máximo daquilo. Yvonne precisava admitir que ele era muito bom naquilo, talvez o melhor até hoje. Ele sabia os pontos certos pra tocá-la, e sabia muito bem quanto tempo deveria tocá-los. Talvez fosse por todo o tempo que se conheciam, pois a prática leva à perfeição, mas não se lembrava de uma única vez em que saíra insatisfeita quando o assunto era Zachary na cama.
Um tempo depois, ele abaixou as pernas dela, e sem nem diminuir o ritmo, deitou-se sobre a mulher, beijando-lhe a boca e o pescoço enquanto Yvonne tratava de arranhar as costas de Zachary. A respiração ofegante dele perto do ouvido da mulher a deixava desconsertada, sem saber o que fazer.
À medida que Zachary a excitava, tocando seu corpo da maneira mais prazerosa possível, Yvonne gemia no ouvido dele, deixando o cada vez mais excitado e mais perto de seu ápice. E não demorou muito pra que ele soltasse um último gemido enquanto diminuía o ritmo gradativamente e abria os olhos pra encarar a mulher, que ainda não estava em êxtase.
Zachary então saiu de dentro dela e deixou seus dedos trabalharem enquanto a beijava, até que ela finalmente apertou as unhas compridas na nuca dele, indicando que havia atingido seu limite. Os dois deitaram-se na cama e ele os cobriu, abraçando-a pela cintura. Queria manter o calor de seus corpos por quanto tempo mais fosse possível.
Yvonne brincava com os dedos dele, que se entrelaçavam nos dela, enquanto os dois se recuperavam do estado de embriaguês em que estavam. Um sorriso besta tomava conta do rosto deles. Zachary passava de leve sua barba feita sob o ombro da mulher, dando beijos carinhosos em sua pele e causando arrepios por todo o corpo dela.



-Acho que devemos beber mais vezes. –disse ela, virando-se pra encarar o homem. Zachary riu, balançando a cabeça em concordância.
-Também acho, mas amanha vai ser difícil pra levantar da cama. –ele falou baixinho, pois seus rostos estavam perto.
-Verdade. –Yvonne fez careta. Os dois riram e ficaram por um momento se encarando. –Que dia você viaja? –ela soltou a pergunta que esteve querendo perguntar durante a semana toda, mas não teve coragem.
-Daqui a dois dias. E você? –ele suspirou. Sabia aonde ela iria chegar com essa conversa. A verdade é que ele também estava apreensivo, pois isso era um estranho flashback de quando ela teve que ir pra Austrália.
-Vou só daqui a cinco dias. –ela falou. A última semana havia sido um pouco estressante, tanto pra ela quanto pra Zachary. Os dois estavam ansiosos pela chegada dos pais de Yvonne, e com o surgimento das viagens pros dois, eles não poderiam vir pra Los Angeles, mas iriam visitar a filha em Bangkok.
-Hey, vai dar tudo certo. –ele disse, tentando confortá-la.
-Sinceramente, não vou mentir e dizer que não estou com medo. Já passamos por isso há três anos, e não foi nada fácil. –ela falou desapontada.
-Há três anos éramos pessoas diferentes, tínhamos sentimentos sufocados e não fomos adultos o suficiente pra dizer o que sentíamos um para o outro. Eu não vou deixar isso acontecer outra vez por que eu te amo Yvonne, e me recuso a cometer esse erro denovo. –ele falou ainda baixinho, mas com a voz firme, transmitindo confiança.
-Eu não duvido de uma palavra do que disse, eu confio inteiramente em você, mas é algo que eu não consigo deixar pra lá. Isso só vai passar quando essa rota de viagens acabar e a gente ficar junto outra vez. –ela falou fechando os olhos.
-Fica tranquila, logo vai ter acabado, você vai ver. –ele falou e a mulher o abraçou, afundando o rosto na curva do pescoço dele. A respiração dela naquele local fazia o homem sentir cócegas.
Zachary levou uma das mãos até as costas nuas da mulher e acariciou de leve até que ela estivesse em sono profundo. Agora era sua vez de pensar o quão difícil seria ficar longe dela. Ele também tinha seus medos, mas estava certo do que havia dito. Os dois estavam mudados, a situação era outra, eles se amavam e Zachary não deixaria nada impedi-lo de voltar praquela mulher.
***
Chegara o dia da viagem de Zachary. Ele e Yvonne esperavam no aeroporto até que o voo dele fosse chamado, o que finalmente aconteceu depois de duas horas de espera.
-Hey, tá brava? –perguntou ele enquanto se levantava.
-Não estou brava. Estou de mal humor com o fato de acordar as cinco da manha e ter que esperar duas horas só pra ver você ir embora e ficar um mês longe. –ela falou quase que querendo chorar e Zachary riu fraco, com os olhos ardendo também.
-Em um mês eu vou continuar te amando, não se preocupe. –ele disse a abraçando forte, sentindo a mulher choramingar sobre seu ombro.
-Vai me ligar quando chegar? –pediu ela.
-Certamente. Não se preocupe Clacka. –ele segurou o rosto da mulher e beijou, sentindo uma pontada de tristeza por ter de ficar longe dela.



-Te amo. –ela sussurrou com os lábios colados nos dele. O homem sorriu enquanto acariciava o rosto dela.
-Eu também. –ele disse se afastando um pouco. –Te vejo em um mês Clacka.
-Tchau Mingah. –ela falou dando-lhe um último selinho antes de ver o homem agarrar suas malas e partir.
Yvonne precisava reconhecer que mesmo estando com medo, via sentido em tudo o que Zachary havia falado. Eles eram pessoas mudadas, tinham certeza de seus sentimentos, e só esse fato já dificultava qualquer obstáculo que pudesse atrapalhar o relacionamento. Isso deixava a mulher mais tranquila já, mas mesmo assim ela confiava em Zachary, pois sabia que ele confiava nela e confiava no relacionamento que haviam criado.

***
Bom gente, é isso. Espero que gostem, e só pra relembrar, na fic estamos no mês de junho de 2015. O próximo mês, depois da viagem deles, vai ser o mês da Nerd Hq. Foi a partir daí que começamos a ver eles mais juntinhos. 
Beijinhos, comentem e até a próxima.

sábado, 12 de março de 2016

23-Here and all mine

ME DESCULPA GENTE! Sério, não queria demorar tanto, mas tá foda. Sempre que eu posso to voltando mais cedo. Enfim, espero que gostem, e mais uma vez, me desculpem pela demora.
***

Um mês havia se passado desde que ele e Yvonne haviam se acertado. Estavam em maio. Zachary caminhava tranquilamente pela cozinha enquanto comia seu iogurte. A relação entre eles era como antes, não estavam namorando oficialmente, estavam juntos, independente do que isso significava. A diferença era que agora sabiam que se amavam, haviam admitido isso tanto um pro outro quanto pra si mesmos.
Após terminar seu café da manha antecipado, resolveu chamar a mulher. Ela a havia deixado dormir até mais tarde, pois ela participara de inúmeras entrevistas no dia anterior. Zach foi até o quarto e calmamente deitou-se ao lado de Yvonne.
-Psiu, acorda. –ele falou movendo o cabelo que cobria o rosto da mulher e acariciando o rosto dela. –vem tomar café.
-Mingah, to com sono. –reclamou abrindo os olhos e sorrindo de leve pra ele enquanto o homem se aproximava.
-Eu sei Clacka, mas olha só, hoje tem sol. Se quiser podemos ir à praia. –ele falou beijando a mulher.
-Você comeu iogurte, não comeu? –perguntou ela fazendo cara de nojo.
-Comi. Como todos os dias. –disse ele e ela balançou a cabeça.
-Você que não venha com essa boca de iogurte me beijar. –falou e ele deu risada.
-Eu beijo sim. –ele falou subindo em cima da mulher, que tentava se livrar, mas ele sendo mais forte segurou as mãos dela. –beijo onde eu quiser. –o homem beijou as bochechas dela, enquanto ela gargalhava, logo descendo os beijos para o pescoço de Yvonne.
-Assim já é sacanagem. –ela falou sentindo o arrepio causado pelos beijos no pescoço. Ele parou e olhou pra ela.
-Eu sei, mas a sua cara é a melhor. –ele beijou-a na boca rapidamente, soltando as mãos da mulher.
-Não, tem outra coisa melhor que isso. –ela falou e ele olhou confuso.
-Tem? O que? –pediu ainda sem entender. A mulher então rapidamente o virou, ficando por cima.
-Sabe o que é melhor? –ela se aproximou do ouvido dele. –Os gemidos que você solta quando eu to acabando com você. –ela falou com a maior calma do mundo, transmitindo sensualidade enquanto mexia seus quadris em cima dele, provocando.
-Você até que tem razão. –Zachary falou levando as mãos até as coxas nuas da mulher, subindo até a cintura e adentrando a camisa larga dele que ela usava. Os toques dele subindo a barriga da mulher a deixaram sem reação. Os dedos dele atingiram os mamilos dela devagar. O homem então pegou um com cada mão, e brincou com eles em seus dedos até que ficassem rígidos.
-Maldito. –ela xingou enquanto apertava os olhos e marcava as unhas no peitoral dele. Ele particularmente adorava quando ela ficava agressiva, mas sabia que não deviam se prolongar muito ali, haviam passado o final de semana inteiro na cama, precisavam sair um pouco.
-Gostosa. –ele sussurrou pra ela, tirando uma de suas mãos debaixo da camiseta e puxando o rosto dela para um beijo.
-A gente precisa sair da cama né? –perguntou ela, não querendo aceitar.
-Precisamos, mas não vou te deixar assim. –ele falou com a boca colada na dela.
-Assim como? –Yvonne perguntou e o homem sorriu levando a mão até a calcinha da mulher, que estava toda úmida.
-Assim. Deita aqui, vem. –ele a virou com cuidado na cama e a beijou antes de levantar a camisa que ela usava até acima dos seios. Seus lábios beijaram cada parte dos seios dela, deixando-a quase que inconsciente. A mulher agarrou os cabelos dele e sorriu ao reparar que eles já estavam crescidos. Zachary continuou a trilha de beijos até chegar à calcinha dela. Ele a tirou e a jogou no chão, olhando de relance pra mulher, que aproveitava o momento com os olhos fechados enquanto mordia os lábios.
Ele não demorou nem mais um segundo pra se deliciar entre as pernas da mulher enquanto segurava com firmeza as coxas dela. Yvonne gemia abafado e segurava os cabelos dele com força. Zachary a lambia com vontade, como se estivesse sedento pelo corpo dela por muito tempo. Logo dois de seus dedos se juntaram à brincadeira, mas dessa vez a mulher não se segurou e seus gemidos agora eram altos. Sinceramente, não se importava se alguém fosse ouvir, a única coisa que importava era a língua maravilhosa daquele homem que a estava enlouquecendo. Após longos minutos, ela finalmente se libertou, deixando o homem mais do que satisfeito enquanto limpava os últimos resquícios da brincadeira que ficaram na pele dela. Ele então fez seu caminho de volta até a boca dela e sorriu ao ver a satisfação em seu rosto.
-Agora estamos quites. –ele falou lembrando-se do episodio ocorrido na Operation Smile. –Banho? –ele pediu beijando o queixo da mulher.
-Por favor. –ela ainda estava ofegante. Os dois se levantaram e foram pro banho e depois a mulher tomou café, já que ainda não havia tomado.
-Quer fazer algo hoje? Podemos chamar o pessoal e ir à praia. –ele sugeriu, vendo os olhos da mulher se acenderem como faróis na escuridão.
-Vaaamos. –ela bateu as mãos em alegria. –podemos levar meus filhotes pra dar uma volta. –ela olhou pros pequenos que andavam em volta deles na cozinha.
-Claro! –disse o homem sorrindo. A mulher logo se jogou em seus braços como agradecimento.
-Te amo. –ela o beijou com vontade e ele sorriu entre o beijo. Era engraçada a forma como ela podia ser uma pessoa totalmente indecifrável quando estava no meio dos outros, mas quando estava confortável era ela mesma, e Zachary se sentia feliz de saber o quão confortável ela era ao lado dele.
-Também te amo. –ele apertou as bochechas de Yvonne, deixando-as vermelhas. –Vamos ligar pro pessoal?
***
O processo foi até rápido. Em mais ou menos 40 minutos estavam todos indo pra praia. Eric iria com Yvonne e Zach enquanto Michelle, o marido e Gian iam com o carro dela. Não escolheram nenhum lugar movimentado, queriam apenas aproveitar o sol e conversar.
Como chegaram primeiro, Zach e Eric foram com Yvonne escolher um bom lugar pra ficar. A praia tinha muitas rochas, então se instalaram ali perto e ficaram a espera do restante, que logo chegou.


-Amoor! –gritou Gian de longe e correu abraçar a amiga. –Olha, eu tava quase colocando sua foto nos anúncios de desaparecidos. –ele falou e a mulher riu.
-Que exagero! –ela virou os olhos.
-Exagero nada. To quase perguntando como você consegue andar depois de todos esses dias trancada com ele em casa. –o homem sussurrou e Yvonne gargalhou.
-Prática. Agora sai, deixa eu dar oi pra minha amiga aqui e para de pegar no meu pé. –Yvonne falou andando até Michelle e a abraçando forte, logo depois cumprimentando Brennon.
O restinho da manha passou tranquilo, resolveram ficar lá até que aguentassem, e depois sairiam pra comer. Estavam todos bebendo logo depois de voltarem da água, menos Yvonne e Gian, que andavam com os cachorros pela praia, conversando e procurando conchinhas. Ela adorava conchinhas.
-Galera, vou dar uma corrida. Quem vai? –perguntou Zachary levantando e se aquecendo.
-Eu passo, to afim de um mergulho. –Michelle disse.
-Eu vou! –Eric levantou também e se espreguiçou.
-Brennon? –pediu Zach par ao marido de Michelle.
-Valeu gente, mas vou pra água também. Boa corrida pra vocês. –ele falou.
-Bom, então vamos. –Eric disse e Zachary concordou. Pensou em avisar Yvonne, mas ela estava longe então apenas começaram a correr. Não foram muito longe, afinal, nenhum deles estava em tão boa forma assim.
-Vamos fazer o que depois da praia? –perguntou Zachary enquanto faziam o caminho de volta, andando.
-Podíamos comer algo, pedir em casa mesmo. O que acha? –sugeriu Eric.
-Por mim tá ótimo, só temos que ver com o pessoal. Pode até ser lá em casa se quiserem. –disse Zach e o amigo concordou. Enquanto voltavam calmamente para o lugar onde estavam, Zachary avistou uma entrada nas rochas, onde ele sabia que havia uma caverna. –Hey Eric, diz pra Yvonne vir aqui, que eu fiquei de mostrar um lugar pra ela. –o homem pediu. O lugar ficava apenas alguns metros de onde eles todos estavam.
-Digo sim. –falou Eric.
-Valeu, já voltamos. –ele falou enquanto o amigo se afastava. Eric então chamou Yvonne e apontou para onde Zach estava esperando. A mulher veio andando, desconfiada do motivo pelo qual ele a chamara lá.
-Queria me ver? –perguntou ela. O rapaz esticou a mão e assim que ela pegou, começaram a andar.
-Quero te mostrar um lugar. –ele falou abraçando-a de lado assim que saíram da vista do pessoal. Andaram por mais uns minutos e logo entraram onde Zach havia visto. –Já veio aqui? –perguntou ele.
-Não que eu me lembre. –Yvonne falou, olhando encantada para os diferentes tipos de flores que cresciam na entrada da caverna.
-Acho que você vai gostar. Vamos lá dentro? –pediu ele e a mulher acenou que sim. Embora achasse interessante, não era muito um fã desses lugares, mas sabia que ela adorava. Enquanto andavam, podiam ver vários feixes de luz que entravam pelas aberturas no teto da caverna. Havia uma pequena nascente de água, e mais a frente, as paredes eram cobertas de quartzo roxo.


-Meu Deus, isso é lindo! –disse a mulher tocando as paredes, encantada, enquanto Zachary apreciava o olhar no rosto dela. A luz lá dentro não era muita, mas ainda assim dava pra ver bem. Yvonne olhava extasiada para tanta beleza, se pudesse moraria ali dentro. –Como esse lugar ainda está tão preservado? –perguntou ela, virando-se pra ele.
-Bom, isso está sob vigilância do governo. As extrações foram proibidas de uns anos pra cá, e a visitação foi liberada. –ele explicou. A mulher sorriu enquanto se aproximava dele.
-É maravilhoso. Obrigada por me mostrar. –ela falou colocando as mãos ao redor do pescoço dele.
-Não tem nada que me faça mais feliz do que ver esse olhar no seu rosto quando você vê algo assim. –ele disse abraçando a cintura dela. Ficaram por uns segundos se olhando até que ela o beijou. Um beijo calmo, que passava toda a leveza que ela sentia por estar ali.

-Obrigada, mesmo. –ela sussurrou com os lábios colados no dele. O homem sorriu e ela o abraçou, olhando mais uma vez para aquele lugar fantástico. Logo se sentaram no chão, e ficaram conversando enquanto encaravam a água corrente logo ali na frente deles. –Meus pais perguntaram de você. –ela soltou depois de um tempo de silêncio.
-Perguntaram? Quando falou com eles? –Zachary pediu animado. Adorava os pais de Yvonne.
-Algumas semanas atrás. Eles vêm pra cá mês que vem. –ela disse e Zachary a olhou.
-Contou sobre nós? –estava intrigado.
-Não exatamente. Falei que estávamos bem outra vez, mas não contei o quão bem.
-E por que não?
-Não sei, parece que quanto menos pessoas souberem mais chances tem de dar certo. –Yvonne falou brincando com os dedos dele que estavam entrelaçados nos dela.
-Mas são seus pais Yvie. E também, eles sempre nos apoiaram. –Zachary disse olhando pra água outra vez.
-Bom, de qualquer forma eles vão saber quando chegarem aqui. Se eu contar agora é capaz de eles quererem que a gente tenha filhos semana que vem. Sabe como eles são né? –ela disse e Zachary riu.
-Olha, semana que vem é um pouco cedo, mas quem sabe um dia? –ele falou e a mulher sorriu.
-Quem sabe um dia. –repetiu a mulher e ele a beijou. Não queria nunca mais deixar aquele lugar. Havia algo de especial ali. Não imaginou que ela fosse reagir tão bem com a ideia de ter filhos, principalmente depois de ter perdido uma vez.
-Tá falando sério? –perguntou acariciando o rosto dela.
-Se for pra ter filhos, morar junto e tudo mais, eu quero fazer isso com você. E não é algo que digo só pelo momento em que estamos. Mesmo com tudo o que aconteceu você era o único homem em quem eu cogitava algo assim e a ideia não parecia assustadora. Você sempre foi o único a me passar confiança em relação às decisões da minha vida. –Yvonne disse e Zachary sorriu. Houve um período em que ele queria sim ter um futuro com Missy, mas logo percebeu a bagunça que sua vida estaria se tivessem tido um filho, então também sempre soube que Yvonne era a pessoa pra ele. Por tudo o que viveram juntos, mesmo com as dificuldades, a única coisa que nunca foram impedidos de fazer foi demonstrar, mesmo que indiretamente, o sentimento que tinham.

Enquanto apreciavam magia daquele lugar, a única coisa que passava na cabeça deles era a gratidão que sentiam por terem tido a oportunidade de acabarem juntos outra vez.

***
Migas, espero que tenham gostado. Eu sei que não mereço, mas comentem please. Vou tentar voltar mais cedo. Beijinhoos.

quinta-feira, 3 de março de 2016

22-One step ahead

Oi genteeee! Olha, tá pingando mel desse cap. cheguei a sentir náuseas de tanto doce que tem aqui haha enfim, boa leitura.
***

Na manha seguinte, Yvonne acordou com uma mensagem que apitava em seu celular. Era de sua amiga de infância, a que havia encontrado apenas algum tempo atrás. Esfregou os olhos cansados e abriu a mensagem.
“Eu sei que não deveria, mas eu sempre soube onde vocês iam acabar por isso fiz isso. Espero que goste e se for possível, isso ajude a tirar alguma dúvida que possa restar no seu coração.”
Era o que dizia a mensagem, que vinha junto com um áudio anexado. Yvonne não sabia do que se tratava, mas apertou o play mesmo assim.
“-Isso vai acabar comigo, mas ok. –a voz dela podia ser ouvida no áudio.  –O Zach é do tipo sonhador sabe? E acho que essa é uma das melhores coisas sobre ele, pois o ajuda a lidar com as situações mais complicadas com muita calma, acalmando todos em volta. Ele ama ficar acompanhando o som e o ritmo das ondas na praia, poderia ficar lá por horas. Lembro de adorar observá-lo enquanto ele fechava os olhos durante esses momentos. Ele também tem um coração maravilhoso, sempre carinhoso e atencioso com todos, até mesmo em seus piores dias ele consegue. Sem falar que ele é estupidamente bonito, e independente de qualquer coisa, ele sempre será a melhor pessoa que me aconteceu. Lembro que uma vez, eu e Tim havíamos brigado, durante as gravações ainda, e ele ficou sabendo, então foi até o meu trailer e sentou na porta, me pedindo pra entrar. Eu chorava muito e não queria falar com ninguém, por isso não o deixei entrar, mas ele continuou lá sentado durante horas seguidas, e só foi embora quando percebeu que eu havia parado de chorar. Sabe, se eu pudesse voltar e fazer tudo diferente, consertar nossa história, eu faria. Não queria ter sido tão estúpida ao ponto de deixar ele ir embora.”  
Com isso, o áudio acabou. Yvonne derramava rios de lágrimas sobre o travesseiro. O mais impressionante era que ninguém sabia que ela e Zach estavam juntos agora, ela simplesmente enviou aquilo do nada, esperando que Yvonne desse uma chance, tanto a ela quanto a Zach. E mesmo na gravação, ela conseguia ouvir a emoção em sua própria voz ao falar daquele homem, que hoje dormia ao seu lado. Yvonne largou seu celular na mesinha e virou para encarar o homem, que ela pensou ainda estar dormindo, mas que na verdade a encarava com os olhos abertos, cheios de lágrimas, e um enorme sorriso no rosto.
-Você ouviu, não ouviu? –perguntou ela se aproximando dele.
-Boa parte, sim. –ele confessou, vendo suas bochechas avermelharem levemente de vergonha. Zachary então levou a mão até o rosto de Yvonne e secou as lágrimas que caíam de seus olhos. –Cada palavra significou muito. Obrigada por ser a melhor pessoa por quem eu poderia ter me apaixonado.
-Eu te amo. –ela falou antes que ele pudesse puxá-la para um beijo gostoso que os deixou sem ar.



-Eu também amo você Clacka. Muito. –ele a agarrou pela cintura e a puxou pra mais perto, entrelaçando suas pernas nas dela.
-Ai. –a mulher reclamou.
-O que foi? Não fiz nada, to de cueca. –disse Zach rindo e fazendo-a rir também.
-Besta. Não sei, tá doendo aqui em baixo. –falou levando a mão até as pernas, na parte dolorida. Zachary arregalou os olhos e abriu um sorrisinho. –E não é o que você tá pensando não tá. Vamos abaixar essa bola que você não é o mestre dos mestres sexuais que causa hematomas nas mulheres com isso aí que você tem. –ela apontou pro meio das pernas dele e descobriu seu corpo pra descobrir o que estava tão dolorido.
-Que engraçada você. Pois saiba que eu nunca iria te machucar, mesmo que quisesse. –ele falou fazendo bico. Yvonne se assustou ao ver as enormes marcas roxas, quase vermelhas, na parte interna de suas coxas. Ela sabia de quem era a culpa daquilo.
-Ai meu Deus, Zach olha isso. –ela apontou pras marcas. Zachary olhou pro meio das suas pernas, se distraindo um pouco no olhar por ela ainda estar sem roupa. –Não aí, meu Deus, aqui. –ela riu e ele olhou pro lugar certo.
-Eu fiz isso?- perguntou espantado.
-O que você acha? A não ser que eu tenha transado com um clone seu ontem à noite, sim foi você.
-Dói? –ele perguntou apertando, meio que sem querer. A mulher deu um grito antes de estapear a mão dele pra fora dali.
-Aai, claro que dói. Tá doido? Tira a mão daí. –Yvonne fez cara de dor e se jogou na cama. –Monstrinho.
-Desculpa. Não sou monstrinho. –Zachary deitou-se ao lado dela, distribuindo beijos pelo seu rosto. –Não achei que tava tão sensível. –falou acariciando os cabelos dela.
-Tá bom, mas não faça mais isso. –pediu ela, beijando-o em seguida. Considerando que ela ainda estava sem roupa e ele apenas de cueca, o beijo poderia tomar muitas proporções.
-Huh acho que se a gente não parar agora, vamos passar o dia inteiro nessa cama e ganharemos muitos novos hematomas. –ele falou entre o beijo, sorrindo.


-Também acho. Mas to morrendo de fome, então vamos que a vida na cozinha nos espera. –ela disse se levantando pra ir pro banho. –Cadê meu hobby?
-Olha a última vez que me lembro de ter visto, eu estava tirando ele de você e jogando chão da sala junto com o resto das minhas roupas. –Zach se levantou, levando uma toalha pra ela e uma pra ele.
-Ah claro. –disse ela rindo enquanto entravam no banho. Se lavaram, se abraçaram e aproveitaram o que puderam. Depois de se vestirem, correram tomar café, pois a fome estava em outro nível já.
Depois de comeram, Yvonne lavava a louça enquanto Zach secava. Os dois conversavam, e volta e meia se perdiam em olhares ainda desacreditando que pudessem mesmo ter acabado juntos. O celular de Yvonne tocando tirou a atenção da mulher, que se encantava com os olhos de Zach.
-Atende pra mim? –pediu ela e Zach foi até o celular.
-É a Michelle. O que ela vai pensar se eu atender o seu celular a essa hora da manhã? –perguntou Zach, como se tivesse sido pego no flagra.
-Acho que ela vai pensar que a gente se acertou, e provavelmente dormimos juntos. –ela sussurrou, tirando sarro dele. –fala a verdade pra ela ué. –Yvonne falou e o homem apenas sorriu, atendendo o celular.



-Alô. –falou Zach receoso. Yvonne observava da pia e estava se controlando pra não rir do nervosismo dele.
-Yvonne? –pediu Michelle do outro lado, já achando que havia discado o número errado.
-Não Mich, aqui é o Zach. –ele soltou um sorrisinho envergonhado enquanto colocava no viva voz.
-Zach? O que você... Ai meu Deus, diz que é o que to pensando? –a mulher falou animada e Yvonne sorriu. –Vocês voltaram?
-Diz aí Clacka. Voltamos? –Zach perguntou e Yvonne foi para o lado dele.
-Voltamos. –a mulher falou abraçando Zach por trás e inalando o cheiro gostoso da camiseta dele. Era possível ouvir Michelle gritando de alegria do outro lado da linha.




-To muito feliz por vocês! Tinha ligado pra saber se tava tudo bem, mas parece que tá bem até demais. –ela falou e Zach segurou na mão de Yvonne que estava ao redor de seu corpo.
-Obrigada Mich. Está tudo ótimo por aqui. –disse o homem.
-Obrigada amiga, por todo o apoio. –Yvonne falou também.
-Vocês merecem ser felizes, cuidem bem um do outro. Agora se me dão licença, o Gian precisa saber disso. –Michelle falou.
-Vamos cuidar sim. –falou Yvonne. –Ah, Mich. Só pro Gian okay? Ainda estamos em off.
-Pode deixar. –ela falou e desligou. A empolgação de Michelle deixou os dois dando risadas.
Zach devolveu o celular para Yvonne e terminou de secar a louça enquanto ela sentava no pequeno balcão da cozinha, balançando as pernas esperando por ele, com um sorriso.
-Tá olhando o que? –pediu o homem se aproximando.
-Você ué. Vem cá. –ela o puxou pra um abraço enquanto ele ficava no meio de suas pernas. O homem encostou sua cabeça sobre o peito dela e fechou os olhos, aproveitando o momento. Yvonne então pegou o celular e tirou uma foto, sem que ele percebesse. Depois largou o celular e acariciou os cabelos dele devagar, como se tivessem todo o tempo do mundo, e na verdade tinham, pois naquela hora nada mais importava. Apenas estarem juntos.
-Parece tão surreal assim pra você quanto parece pra mim? –perguntou ele olhando nos olhos dela.
-Sinceramente? Não surreal. É estranho acreditar, mas não chega a ser surreal assim. –ela falou e ele sorriu.
-Você sempre soube, não é? Sempre soube que iríamos acabar juntos. –ele falou se levantando e ficando de frente pra ela.
-Saber eu não sabia, mas sempre tive a esperança. Eu ficava repassando nossa história pra descobrir aonde é que havíamos errado, e mesmo com todos os erros ocorridos, a única coisa que eu percebia era o quanto a gente se gostava. O quanto nos dávamos bem juntos e o quanto a gente se entendia com poucas palavras. A gente foi feliz juntos. –ela falou segurando o rosto dele com as duas mãos e beijando-o.
-Seremos felizes daqui pra frente. Prometo. –ele falou depois do beijo, com a testa colada na dela.
-Te amo. –ela sussurrou pra ele.
-Obrigada por me amar. –ele sussurrou pra ela. Os dois permaneceram abraçados, até que o celular de Zachary tocou. Eric. –Sua vez. –Zachary disse entregando o celular a ela.

***
Gente, espero que estejam gostando desse novo rumo. Eu to amando escrever. Os capítulos vão ter um tempo mais demorado agora, dificilmente vou pular muitos dias, só quando tem evento. Quero aproveitar bastante Zachonne.
Beijinhos e até outro dia. E comentem pvfr obrigada <3