My pieces (archive)

domingo, 27 de dezembro de 2015

10-Just some lover

Aloha gente boa, voltei, espero que gostem então boa leitura!
***

Depois da partida de Zachary, Yvonne foi pra casa e descansou. Tentou definitivamente não pensar em como seria ficar sem ele outra vez, já que sabia que ele não voltaria tão cedo. Não era o fato de eles estarem “juntos” ou do contato corporal. O que ela mais sentiria falta era ter alguém pra conversar como os dois costumam fazer, ter ele pegando nas mãos dela e dizendo que tudo ia ficar bem, pois ele estava ali. E o que aconteceria agora que Zachary não podia mais ficar?
Zachary mal chegou em Los Angeles e já tinha que viajar outra vez, não teve tempo nem pra sofrer calado por ter deixado sua melhor amiga, e talvez bem mais que isso, pra trás.
A semana que se seguiu, para Yvonne fora de novidades. Sua mãe finalmente havia reagido ao tratamento e agora estava acordada, mas ainda no hospital e com certa dificuldade em falar e lembrar certos detalhes. Yvonne havia ligado para Zach durante a semana pra conversarem, mas ele não atendia, não retornava suas ligações e a única vez que ela conseguiu falar com ele, percebeu a voz embriagada do homem, ele estava se divertindo e ela não queria atrapalhar então apenas disse que ligaria outro dia.
A noite de sexta havia chegado, ela não iria sair, queria ligar para o amigo e contar que sua mãe havia acordado. Depois do banho a mulher sentou-se em sua cama, vestindo a blusa dele, pegou o celular e discou o número do homem. Chamou uma, duas, três e finalmente no quarto toque ele atendeu.
Outra vez a ligação estava barulhenta.
-Minge? –a mulher perguntou sorrindo.


-Quem? –disse a voz arrastada do outro lado da ligação.
-Zach sou eu. Pode falar? –ela odiava falar com ele quando estava alterado, nunca conseguiam conversar direito.
-Yvie? –o coração do homem chegou a palpitar de saudades.
-Sim Zach, sou eu. –ela falou esperando uma resposta, que não veio por interrupção de uma voz feminina, dizendo que Eric o chamava.
-Hey, será que podemos conversar outra hora? –pediu o homem. –eu chego no hotel daqui a pouco e te ligo. –ele terminou a frase e deu risada de algo que acontecia em volta.
-Okay. –foi só o que ela disse, e desligou. Precisava confessar que aquilo fora um balde de água fria. Não esperava que, depois de tanto tempo sem conversar, ele não fosse dar atenção a ela, sem contar que, independente de quem seja, bateu um ciuminho da voz vinda do telefone. Naquele momento sua cabeça pensava mil coisas, mas a única que ela não precisava pensar agora era em Zachary.
Secou o cabelo, colocou uma roupa quente e saiu. Seu pai estava no hospital com a mãe e Yvonne precisava arejar a cabeça, ou então acabaria pensando bobagens sobre Zach.
Pegou um táxi até o pub que costumava ir sempre, não o mesmo que havia ido com Zach, e desceu lá mesmo. Sentou-se no balcão e pediu qualquer coisa com baixo teor de álcool enquanto apreciava estar na presença de estranhos.
Ao longo da noite, não se sabe muito bem o que aconteceu, mas ela conheceu alguém. Eles falaram de fotografias, da natureza e de arte. E após alguns drinks, os dois se sentiram confiantes o suficiente pra levar a conversa pra outro lugar, e levaram. Não foram muito longe, nenhum deles queria dirigir então foi ali que aconteceu, dentro do carro dele. Poderia ser um maníaco, um sequestrador ou sei lá o que, mas ela não pensava, apenas agia.
No outro dia, a mulher acordou em sua própria cama, com uma dor de cabeça e ainda vestida com a roupa da noite anterior. Ela sabia que tinha feito merda. O celular dela tocou e a mulher se apressou, na esperança de que fosse Zachary, mas ao invés disso, um número desconhecido.
-Alô. –falou ela curiosa.
-Yvonne? –a voz masculina perguntou.
-Sim, quem é?
-Albert, saímos ontem a noite. Olha, eu só liguei pois não queria deixar por isso mesmo, a real é que nem lembro o que aconteceu direito e isso e totalmente ridículo da minha parte. Gostaria de me encontrar pra um café mais tarde? –o homem disparou as palavras. A real é que ela nem lembrava que havia trocado telefones com ele.
-Oi Albert, huh, tudo bem. Às 4h então?
-Ótimo. Até mais. –disse e desligaram. O local foi combinado por mensagem então Yvonne seguiu para o banheiro. Durante o banho lembrou algumas partes da noite. Sabia que havia ficado magoada com Zachary então saiu e a última coisa que se lembra é de ter ido parar dentro do carro com Albert, o que aconteceu lá dentro dispensa comentários. Se sentia um pouco mal por não lembrar do que aconteceu, mas ficou feliz em receber a ligação, ele parecia um cara legal.
Ela confirmou seu pensamento enquanto tomava café com ele. Os dois tinham bastante em comum, principalmente o amor pela fotografia. Albert disse que estava lá para um projeto fotográfico que duraria meses.
Yvonne não recebeu a ligação de Zachary, estava cansada de tentar falar com ele e ser ignorada. Ela imaginava, dia após dia, que o pesadelo que tivera estava se tornando realidade: ela acabaria se sentindo solitária e deslocada demais com seu melhor amigo ao ponto de não o reconhecer mais, o que a levaria a perder certas esperanças. Uma parte dela estava feliz, pois havia encontrado alguém que esteve lá quando ninguém mais estava.
Enquanto o tempo passava, Yvonne conversava apenas com Gian e Michelle por telefone. Consequentemente perguntava por Zach, que os dois afirmavam estar viajando direto. Eles a visitaram algumas vezes, conheceram Albert, mas Gian dizia que ele não era a pessoa certa pra ela. Mesmo assim, Yvonne queria ficar com ele, pois ele queria ficar com ela, não havia nada impedindo a felicidade deles.
A relação entre ela e Albert crescia a cada encontro que tinham, eram amigos, parceiros e talvez algo a mais.
***
Dois meses haviam se passado desde que Zach tivera sua última noite com Yvonne, depois daquilo não ficou com mais ninguém, não queria. Ele até se aproximou de alguém, era amiga de uma de seus amigos há muito tempo mas nunca tinham despertado interesse um no outro por isso nada aconteceu, nem antes e nem agora, eles apenas passaram a conversar mais. Ele ainda queria sua garota.
Zach chegou em casa após aquela cansativa maratona de compromissos e sentiu-se só sem a presença de Yvonne. Ele também se sentiu muito mal por não ter ligado pra ela durante todo esse tempo, mas tudo estava muito corrido. Ele estava cansado e um pouco frustrado com algumas coisas que não haviam dado certo, mas finalmente estava livre. Ficou sabendo através de Gian, que a mãe dela havia se recuperado bem, decidiu então falar com a mulher naquele momento. Discou o número dela e subiu para o quarto.
-Alô. –a voz da mulher encheu o coração dele de alegria.
-Clacka! –ele falou entusiasmado.
-Zachary? –a mulher estranhou. Não se falavam há tanto tempo que ela já não estava acostumada com a voz dele. O homem percebeu algo diferente quando não ouviu um “mingah” vindo dela.
-Tudo bem? Desculpa mesmo não ter ligado, eu não tive tempo nem pra dormir direito desde que voltei daí. Fiquei sabendo que sua mãe melhorou. –o rapaz falou com certo nervosismo, se sentia péssimo por não ter falado com ela sabendo como estavam as coisas na família de Yvonne.
-Tudo ótimo. –ela respondeu num tom de voz normal demais. –É, ela está em casa agora, tá se recuperando bem.
-Que ótimo, e quando você volta? –ele continuava a levar a conversa como se nada tivesse acontecido. Yvonne estava ficando irritada, queria gritar na cara dele que estava com outra pessoa, mas ao mesmo tempo não queria, pois ela ainda sentia algo por ele.
-Não sei Zachary. –depois dessa resposta ele se viu obrigado a saber o que estava acontecendo.
-Yvonne, por que está agindo assim comigo? Eu sei que te dei motivos, mas eu juro que não foi minha intenção. Me desculpa? –pediu ele sem saber o que fazer.
-Te desculpar pelo que exatamente Zachary? Por não me ligar ou me atender durante o natal e ano-novo? Ou por atender minhas ligações, bêbado, dizer que ligaria de volta e nunca mais ligar? Pelo que você quer que eu te desculpe? –ela não falou alto, mas sua voz estava firme.
-Eu sei que fui ridículo, mas eu nunca quis te magoar, você sabe. É só que eu tinha muita coisa na cabeça. Me desculpa. Se você quiser eu posso ir até aí te ver e conversamos sobre isso.
-Eu também tinha muita coisa na cabeça, mas alguém esteve ao meu lado quando você não estava. –agora seu tom era frio. Ela não queria ter dito aquilo, mas simplesmente saiu, não tinha volta.
-Como assim? O que você quer dizer? –perguntou ele, sentindo um arrepio por todo o corpo.
-Nada, não faz mais diferença. –ela falou e quando Zachary estava pronto para argumentar de volta algo o interrompeu do outro lado da linha.
-Amor, estou indo fotografar okay? Volto mais tarde.
-Tudo bem, se cuide. –a voz de Yvonne falou, seguida de um som de beijo.
-Zach eu preciso te dizer algo. –a mulher voltou ao telefone com a voz tremula.
-Você não precisa, eu já entendi, você fez sua escolha... Outra vez. Só não pensei que fosse tão fácil assim me trocar. –ele disse e desligou.
Yvonne deitou-se em sua cama e desabou num choro terrível, se encolhia e abafava o rosto no travesseiro pra não gritar com a dor que sentia. Não era assim que ela imaginava a vida dela com Zachary, queria que as coisas tivessem sido diferentes pra eles.
Já o homem não acreditava no que acabara de ouvir, ou melhor, não queria acreditar. Seus olhos encaravam a parede, sua garganta guardava um nó que quase o impedia de respirar e seu rosto no momento recebia uma lágrima, que se seguiu de mais oura e mais outra.
Como ela poderia ter feito aquilo? Mesmo não podendo dar a atenção que Yvonne merecia ele não queria tê-la magoado. E quem era aquele a chamando de amor? Já estava sério a esse ponto? Ele mesmo tendo todos esses anos de relação com ela nunca a havia chamado assim.
Zachary ainda incrédulo pegou o celular e discou o número dela, não sabia se seria atendido já que havia desligado a chamada. Seus olhos ardiam das lágrimas que caiam. Ela não atendeu nenhuma das cinco vezes em que ele havia ligado. O homem então, desesperado, apenas deitou em sua cama, calado enquanto seu coração se quebrava em milhares de pedacinhos que talvez nunca mais pudessem ser juntados. Ele queria gritar pra ela tudo o que sentia e então beijá-la tão forte que ela perdoaria as bobagens que ele havia feito. E era isso que faria, pegou sua mala que não havia sido desfeita ainda e entrou num táxi para o aeroporto, pegaria o primeiro voo pra Sydney e consertaria as coisas de uma vez por todas.
Enquanto entrava no avião, uma hora depois, seu celular tocava sem parar. Ele não poderia atender agora, depois cuidaria daquilo.
Do outro lado do mundo o pai de Yvonne discava impaciente o número de Zachary, que chamava, mas nunca era atendido. Ele precisava saber o que havia acontecido.
-Ninguém atende- disse Peter com olhar triste para sua mulher que se encontrava na cadeira de rodas, a qual ficaria até conseguir andar melhor.

-Mais tarde tentamos denovo. Ela vai ficar bem. –disse a mãe de Yvonne enquanto pegava sua bolsa para irem ao hospital.

***
Então, perceberam que a bagaça ficou tensa né? Pois, aguardem.
Espero que tenham gostado. Comentem e até a próxima ;)

4 comentários:

  1. OMG, OMG, pq vc fez isso Yvie? Arrumou outro assim tão rápido :'( Se bem que Zac mereceu por ignorar ela em um momento complicado desse com a mãe... Será possível que Zachonne não fica junto nem em fic? Espero o Zac resolva essa bagaceira com a viajem <3

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Ain meu Deus, eu entendi bem? A Yvie nao ta bem? Pq tao indo pro hospital?
    Zach estragando tudo.... E ela achando alguem tao rapido? Achei que a Yvie ia sofrer mais um pouco, mas pelo jeito quem vai sofrer é o Zach

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  4. Achei esse cap muito ofensivo. Apenas.

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