My pieces (archive)

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

7- A thousand miles away

Voltei migas! E atendendo aos pedidos da dona Bia sobre ter mais interação e tals. Seguinte, não sei o que acontece mas não consigo responder aos comentários de vocês. O blogger não vai com a minha cara então se quiserem me fazer alguma pergunta ou seila, podem me mandar um tweet. O meu é @marsbaranga.
Enfim, chega de papo, boa leitura e aproveitem que a tempestade tá chegando.
***

A ansiedade era tanta que o homem mal dormiu. Após duas horas de sono, Zachary se pegou olhando para o teto, sem saber o que fazer. Não conseguia dormir, mas sabia que ficar acordado não faria o tempo passar então desceu as escadas e foi até a sala, poderia muito bem ter ficado na cama assistindo o filme, mas não queria. Deitou no sofá e colocou algum filme infantil pra passar, sabia que aquilo o ajudaria a dormir. E ajudou, em mais ou menos 30 minutos ele já roncava no sofá.
Acordou lá pelas seis da manha com o despertador, se enfiou debaixo do chuveiro quente e desejou poder ficar pela eternidade lá. Porém, ele tinha algo mais importante pra fazer. Saiu do chuveiro, comeu e pegou qualquer coisa pra por na mala, afinal, não precisaria de muita roupa.
Quando chegou ao aeroporto, Zach foi direto comprar um café, o frio era intenso mesmo sem neve. E depois de uma longa e tortuosa hora de espera, ele ouviu a voz irritante, com a qual já estava acostumado, anunciar o voo. Zachary pegou o celular e digitou para Yvonne, avisando que já estava no ar, e chegaria no outro dia, perto do almoço.


No dia seguinte, do outro lado do mundo, Yvonne também esperava ansiosa pela chegada dele, porém com menos tempo pra pensar. Ela precisava cuidar de seu pai, que não havia saído do quarto ainda.
-Oi pai, posso entrar? –ela falou parada na porta, detestando ver seu pai naquela situação. O velho homem nada respondeu então a filha caminhou devagar para dentro do quarto e sentou-se ao lado dele na cama. –Vem tomar café comigo?
-Estou sem fome filha. Obrigada. –ele falou sem tirar os olhos da parede branca. A verdade é que ele estava mal, não comia direito, não dormia e quase não falava, e por isso estava emagrecendo cada vez mais.
-Então pelo menos vem dar uma volta comigo, quero te mostrar uma coisa. –o pai hesitou por um momento, mas logo pegou a mão da filha e caminhou com ela até o jardim de inverno que tinham na casa. Era o lugar preferido de sua mãe.
-Por que me trouxe aqui? –perguntou ele olhando em volta com estranheza.
-Queria apenas conversar com você em outro lugar que não fosse aquele quarto. –ela falou e se sentaram nas cadeiras que ali haviam. –Pai, eu sei que você está sofrendo pela mamãe, eu também estou, mas o nosso sofrimento será pior se não tivermos um ao outro. Eu preciso que você fique bem, pra que eu possa ficar e assim nós dois vamos passar por isso juntos. –ela falou firme, mas demonstrando carinho.
-Eu sei minha filha, e não sabe como estou orgulhoso por estar tomando conta de tudo. É só que a sua mãe e você são as coisas mais importantes da minha vida, e não posso perder nenhuma das duas. Eu não consigo parar de pensar nela.
-Ela vai ficar bem pai, eu prometo. –Yvonne pegou nas mãos de seu pai.
-E se ela não ficar? –pediu ele, olhando nos olhos azuis de sua filha. A mulher tremeu duas vezes antes de responder.
-Aí então seremos fortes juntos, vamos ter um ao outro, e viveremos o resto da vida com todas as coisas boas que a mamãe nos deixou. Pois eu sei, e você também sabe que isso é o que ela sempre quis, que nós só guardássemos o melhor dela. –ela soltou, junto com algumas lágrimas, essas palavras que pesavam no coração. Seu pai então suspirou forte. –eu preciso de você pai, por favor.
-Tudo bem filha, eu juro que darei o melhor de mim. –ele falou e ela o abraçou forte. Ela sentiu muito a falta dele desde que chegou, afinal, ele estava ali, mas sua mente não.
-Obrigada pai. Agora vamos tomar café comigo, por favor? –pediu fazendo carinha de cachorro e seu pai abriu um sorriso.
-Vamos. –os dois foram abraçados até a cozinha. Durante o café, conversavam sobre a vinda de Zach, e ela não pôde deixar de contar ao pai o que tinha vivido em Los Angeles antes da viagem. Era ótimo poder compartilhar tudo o que ela sentia com alguém.
 Depois disso, Yvonne organizou seu quarto enquanto ela e o pai continuavam a conversa. Era ótimo poder tê-lo de volta, ela não sabia o que faria se ele piorasse.
Ela estava tão empolgada que só percebeu a hora quando seu celular apitou uma mensagem de Zach.
Hey, já cheguei. Me manda seu endereço que to pegando um táxi.
O coração da mulher chegou amolecer quando imaginou que encontraria Zachary em alguns minutos. Ela sorria boba pro celular enquanto escrevia o endereço pra ele.
-Filha, acabaram de ligar do hospital, tem uns exames pra retirar. Eu vou lá e mais tarde volto. –disse o pai que havia saído do quarto para atender ao telefone.
-Tudo bem pai. Tem certeza que não quer que eu vá? –pediu ela levantando-se da cama.
-Pode deixar. Provavelmente seu amigo está chegando e você precisa estar aqui pra recepcioná-lo. –ele beijou-a na bochecha e foi saindo. –Dê um abraço nele por mim e diga que volto logo.
-Tudo bem pai. Obrigada. –Yvonne respondeu enquanto seu pai deixava a casa. Um vento terrivelmente gelado entrou pela porta no momento em que o pai abriu pra sair e Yvonne tremeu toda. Não sabia quanto tempo conseguiria aguentar naquele frio.
Ela voltou para o quarto pra terminar de dobrar algumas roupas e minutos depois, ouviu o som que se espalhava pela casa. A campainha. A mulher foi correndo, literalmente, até a porta e entusiasmada a abriu, encontrando ali parado o motivo de sua felicidade.
-Hey Clacka! –ele falou baixinho e o sorriso encantador apareceu. Yvonne imediatamente pulou em seus braços enquanto enlaçava as pernas na cintura do homem, num abraço caloroso que durou, pelo menos, uns cinco minutos. Zachary segurava aquela mulher como se ela fosse seu mundo. As mãos dele deslizavam pra cima e pra baixo nas costas de Yvonne, fazendo uma onda de calor por onde encostava. Ele sentia muita falta desse contato que os dois tinham, das brincadeiras e do sexo é claro. –Posso entrar. –ele pediu com ela ainda pendurada em sua cintura.
-À vontade. –disse Yvonne, mas sem largar dele.
-E você vai ficar ai pendurada, certo? –Zach perguntou e ela fez que sim, dando um risinho. O homem então caminhou pra dentro da casa com ela no colo e sentou-se no sofá. Ela não iria sair dali tão cedo.
-Como foi de viagem? –pediu ela acariciando a barba dele.
-Foi ótimo, só cansativo. E você, tá bem? –Zach pediu enquanto suas mãos repousavam na cintura da mulher, que estava em seu colo ainda.
-To bem sim, a situação ainda está complicada, mas pelo menos eu consegui animar um pouco meu pai. –ela comentou e Zach notou que ainda não havia visto o pai dela pela casa, e que não seria uma situação agradável ter que lidar com eles dois sendo pegos naquela posição.
-Por falar nisso, cadê ele?
-Ah, ele foi pegar uns exames que foram liberados no hospital. Como foi sua semana? –Yvonne perguntou, mas na verdade seu interesse estava focado em outra coisa. Enquanto Zachary falava do que havia acontecido a mulher só conseguia prestar atenção ao seu rosto e aos seus lábios, que ele lambia de vez em quando por estarem secos do frio. –Zach, para. –pediu ela repentinamente.
-O que foi? –ele perguntou confuso, fazendo uma cara cômica. A mulher então riu e levou sua mão à nuca dele, fazendo carinho.
-Sabia que você fala demais? –ela disse puxando-o para um beijo, que desejava ter dado nele assim que chegou. Zachary imediatamente correspondeu, levando uma de suas mãos aos cabelos dela, segurando de leve enquanto mordia os lábios da mulher com cuidado.
-Eu também senti sua falta. –ele falou ainda com os olhos fechados enquanto suas testas estavam encostadas.


-Tá com fome? –ela perguntou também de olhos fechados.
-Tô. –Zachary afirmou, apertando a cintura da mulher.
-Fome de comida Zach. –ela disse rindo.
-Ah sim, isso também. –os dois riram e se olharam. –será que não podemos inverter a ordem disso não?
-Até poderíamos, mas não quero te fazer desmaiar bem na hora boa então, sustância primeiro e mais tarde eu termino com você. –disse ela dando um selinho rápido nele e se levantando enquanto puxava a mão do homem.
-Você brinca com fogo e depois não quer se queimar. –Zachary falou enquanto ia atrás dela.
-Quem disse que eu não quero? –ela falou olhando pra ele de canto.
-Você... –O homem começou, mas ela interrompeu.
-Mais tarde babe. Agora vai vamos levar sua mala e você vai dar um jeito nisso aí. –ela apontou pras calças dele que pareciam menores depois do volume formado. As bochechas de Zach ficaram levemente vermelhas enquanto os dois andavam em direção ao quarto em que Yvonne ficava. Havia um guarda-roupa, uma pequena cômoda e uma cama de casal.
-Espera, vamos ficar no mesmo quarto? –perguntou Zach.
-Huuh, vamos. Por que não ficaríamos? –Yvonne disse pegando a mala da mão de Zach e colocando no canto do quarto.
-Mas e seu pai? Ele sabe sobre... –ele falou apontando pra ele e depois pra Yvonne.
-Sim, contei pra ele hoje cedo. Ele me disse que já estava mais do que na hora e quer ter uma conversa com você. –Yvonne falou e Zach engoliu seco. –To brincando Zach, pode desfazer essa cara de funeral, por favor. –ela disse rindo e Zachary a olhou e revirou os olhos.
-Não brinca comigo assim. To de estomago vazio.
-Ok ok, vamos comer. –ela falou e os dois foram até a cozinha enquanto ela preparava algo pra eles e o pai que estaria chegando logo.
Eles riam, conversavam e trocavam olhares. Zach estava contente de poder estar ali com ela, se divertindo e matando a saudade. Quando o almoço estava quase pronto, o pai de Yvonne chegou.
-Filha, cheguei! Cadê você? –disse a voz vinda da porta de entrada.
-Aqui na cozinha pai. –Yvie disse olhando pra Zach, que fez uma cara cômica de tensão misturada com surpresa.


-Zachary, meu garoto! Quanto tempo. –disse o pai dela chegando na cozinha. Zach então levantou em foi na direção dele, abraçando-o.
-Muito tempo mesmo Peter. –Zach disse tentando disfarçar o nervoso, que ele não sabia de onde vinha, afinal, eles se conheciam há tempos.
O almoço correu bem, Zach já havia passado pela fase desconfortável e a coversa agora fluía muito melhor. Assim que terminaram, o pai de Yvonne disse que iria ao banco resolver alguns assuntos então logo saiu.
-O que quer fazer agora? –pediu Yvonne terminando de organizar a cozinha, com a ajuda de Zach.
-Não sei, descansar talvez. Ainda to dolorido da viagem. –disse ele mexendo o pescoço de um lado pro outro. Yvonne se posicionou atrás dele, apertando de leve seus ombros.

-Vamos, eu te faço uma massagem. –disse ela beijando-lhe a bochecha. Aquilo era tudo o que ele precisava.

***
Gostaram? Espero que sim uheuheue bom girls, por enquanto é isso. Tomara que minha escrita esteja ao seu agrado e se estiver deixa um comentáriozinho. Qualquer curiosidade dá um alô lá no twitter. Até :*

4 comentários:

  1. E eu esperando fogo entre esses dois... Se eu tivesse tanto tempo sem ver ele, ja teria agarrado hahah
    Zach ficando com vergonha da Yvie? hahah super cute *-*

    Os dois juntos é tudo, mas acho que no momento em que eles se gostam mas nao estao tendo algo, fica mais emocionante, naquela vontade desesperadora de que chegue outro capítulo pra saber se vai ter alguma situação tensa entre eles.


    Esperando logo o proximo cap *-*

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  2. Tô amando sua fic. Favor postar o cap 8. ♡

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  3. Tô amando sua fic. Favor postar o cap 8. ♡

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  4. Melhor fic!! Três pontos: Estou adorando a trilha sonora, A Yvie me mata de rir e obrigada por lembrar da interação :p

    Bia

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