My pieces (archive)

domingo, 28 de fevereiro de 2016

21-Listen to my heart

Olá migas, voltei com tudo. Sem comentários, apenas leiam!
***

Seus olhos, embora confusos, viam perfeitamente a imagem do homem parado a sua porta, com o rosto molhado. Seu casaco preto e grosso deixava aparecer os pingos de chuva que molharam o tecido. Era uma sensação estranha ter ele ali tão perto, depois dos últimos dias. Ele continuava lindo, mesmo que seus olhos mostrassem cansaço e sua expressão tivesse um pouco de decepção.
-Podemos conversar? –pediu ele um pouco ofegante depois de se encararem por longos minutos.
-Podemos, mas não acho que deveríamos. –ela falou lembrando de que todas as vezes acabavam brigando.
-Antes de qualquer coisa, só escuta o que eu tenho pra falar. Se mesmo depois disso você quiser que eu vá embora eu vou. –ele implorou, mais com o olhar do que com as palavras. Ela pensou rapidamente e lembrou que também estava cansada de fugir.
-Tudo bem. –ela falou dando passagem pra ele. –pode sentar no sofá.
-Obrigada. –agradeceu, sentindo-se nervoso. –Olha Yvie, vou ser bem direto. Eu passei os últimos anos da minha vida pessoal na pior fase que eu já tive. Acho que isso é algo que não preciso dizer pois nós dois passamos por isso. Mas ultimamente as coisas tem me afetado mais, porque desde que me separei, eu percebi que nunca deveria ter me casado. Nunca deveria ter saído daquele hospital quando você me expulsou, pois eu fui lá com um propósito e hoje venho aqui com o mesmo. –ele soltou e a mulher sentiu como se levasse um soco no estômago.  
-Zach, por favor, não faz isso. –ela falou com os olhos lacrimejando. Mais uma vez se sentia a pior pessoa do mundo por ter expulsado o homem do hospital aquele dia, sem nem saber o motivo de ele estar lá.

-Clacka, me deixa falar. Preciso tirar isso de dentro de mim. –os olhos dele também estavam cheios de lágrimas. –Quando resolvi ir atrás de você naquele dia eu não fazia ideia do que tinha acontecido. Cheguei na sua casa esperando te encontrar, mas eu desabei quando soube que você estava no hospital. Ainda mais quando soube que você tinha perdido um filho meu. Mesmo assim, isso não mudava o plano, eu estava disposto a te dizer tudo o que eu sempre senti e nunca deveria ter escondido. Então eu quero deixar muito claro pra você todos os meus sentimentos. E eu gostaria que você não ficasse negando a si mesma e a mim o que você sente também.
-Do que você tá falando Zachary? –perguntou um pouco sarcástica entre as lágrimas. Não queria admitir.
-Do que eu to falando? Eu to falando de você aguentar aquele ridículo do Albert pra me “proteger”. To falando de você fingir que o filho era dele, mesmo sabendo que isso acabaria com a nossa relação porque no fundo, você sabia que ainda era o melhor a fazer. To falando de você ser a pessoa mais controlada do mundo quando passou praticamente dois dias ao lado da minha mulher, porque sabia que estava me agradando assim. Mesmo eu não sendo a pessoa perfeita, você estava lá tentando, e isso só me deixava mais louco por você. –ele falou quase que em soluços. Aquilo era tudo verdade, ela fez todas essas coisas pra que ele nunca saísse machucado, mas mesmo assim falhou.
-Pois é, mas tudo o que eu consegui fazer foi falhar, te afastando cada vez mais de mim. E eu não quero te machucar mais uma vez. Tudo o que eu sempre fiz foi te decepcionar, e mesmo assim, aqui está você, abrindo seu coração pra uma pessoa que não sabe cuidar direito dele. Como isso pode ser amor Zach? –ela finalmente conseguiu falar.
-Yvie, fecha os olhos. –ele pediu e ela apenas fechou. –agora diz pra mim que não tem algo aqui, entre nós, que tudo o que passamos foi insignificante e que você não sente a mesma coisa. –ele falou e ela ficou em silêncio, por muito tempo. Não sabia o que dizer, nem pensar, apenas sentia. Mas o sentimento foi embora assim que ela ouviu a porta bater, ele havia levantado e ido embora.
Quando abriu os olhos sentiu todo o vazio que sua vida era e sempre seria sem ele, e foi aí que percebeu o quão cega fora sua vida toda, mas será que valia a pena arriscar magoá-lo mais uma vez?
A mulher se perguntava isso, enquanto saia desesperada atrás do homem pelos andares abaixo. Finalmente o encontrou saindo do prédio, debaixo da chuva torrencial que agora caia, e andando até seu carro. Poderia estar à beira do erro que custaria toda a sua amizade com Zachary, mas algo precisava ser feito.
-Zach, espera, por favor! –gritou em meio à chuva barulhenta. O homem continuava andando, e ela, correndo pra alcançá-lo. –Zach não vai embora. Volta pra dentro. –ela falou o puxando pelo casaco. A expressão de Zachary era de completa dor, e suas lágrimas podiam ser vistas mesmo em meio à chuva, que àquela altura, já havia encharcado os dois.
-Pra que Yvonne? Pra você me machucar, como você mesma disse? Será que você não entende que eu te amo? Sempre te amei, em todos os momentos. Não houve um dia sequer em que eu não pensei em construir uma família com você.
-Me desculpa mesmo. Meu maior medo sempre foi te magoar tanto que um dia você fosse perceber que eu não sou válida de todo esse amor, e com isso, nossa amizade e tudo o que temos fosse embora. Eu fui egoísta muitas vezes, e nunca me achei digna de uma pessoa como você, mas a verdade é que eu nunca deixei de te amar, e mesmo te machucando, tudo o que eu fiz em relação ao Albert e ao nosso filho foi mesmo pra tentar te proteger, eu tinha muito medo que ele pudesse fazer algo pra tentar nos derrubar. –ela falava alto devido ao barulho. –Talvez agora seja tarde demais pra dizer isso, pois você já me deu inúmeras chances, mas eu não quero mais fugir, eu quero passar por isso com você. Eu te amo Zachary.
-Nunca pense que você não é digna do meu amor, pois na verdade você é a única que sempre o teve. Eu te amo Yvie. Fica comigo? –ele pediu segurando nas mãos da mulher, que sem mais uma palavra o beijou debaixo da tempestade que lavava suas almas. Como em qualquer outra vez, não era necessário pensar para agir, seus corpos já pertenciam um ao outro há tempos.



Quando o beijo finalmente foi interrompido, Zachary e Yvonne se olharam sorridentes, e, ainda na chuva, se abraçaram como se não houvesse o amanha. Caminharam lentamente de volta para o prédio, e subiram quatro andares de escada enquanto a água escorria de suas roupas. Embora estivesse feliz, Yvonne ainda deixava transparecer o medo e a insegurança quanto à relação. Entraram em casa, e assim que a porta foi fechada, Zachary a segurou, ainda encostado à porta.
-Hey, olha pra mim. –pediu ele parando em frente a ela. –vamos resolver tudo isso juntos, tudo vai dar certo porque estaremos um com o outro, certo? Não quero mais você se remoendo por causa disso. –pediu calmamente enquanto acariciava o rosto molhado da mulher. Ela acenou que sim e ele sorriu, indo beijá-la mais uma vez.
-Devíamos tirar essas roupas molhadas. –a mulher sugeriu durante uma pausa do beijo, enquanto segurava nas abas do casaco encharcado dele.
-Certamente. Mas vamos começar pela sua, que é mais leve e mais fácil de tirar. –ele disse e ela sorriu de canto. Logo ele se afastou um pouco, na intenção de apreciar o tecido fino do roupão colado no corpo da mulher devido à água.
-Quer uma foto? Dura mais. –ela falou e ele apertou os olhos pra ela, se aproximando novamente.
-Não preciso de foto, eu tenho você. –ele disse levando as mãos até a parte do tecido que cobria os seios da mulher e fazendo movimentos circulares. Quando ele tocou aquela região, a mulher suspirou fundo e sentiu seu corpo enrijecer. –não creio que você saiu assim no meio da chuva. Pode ficar doente, sabia?
-Sabia, mas essa é a menor das minhas preocupações. –ela falou livrando o homem do casaco grosso e pesado, tirando em seguida, a blusa de manga que ele vestia.
-Imaginei. –ele disse pegando-a no colo e entrelaçando as pernas da mulher ao redor de sua cintura, encaixando o corpo dela no seu, ainda vestido. –você não tá usando nada debaixo desse negócio né? –referiu-se ao roupão.
-Adivinha. –ela sussurrou no ouvido dele. O homem logo a apoiou em alguma parede pra dar suporte e escorregou sua mão para a parte debaixo do roupão, tocando aquela área já sensível. A mulher soltou um gemido falho enquanto arranhava a nuca dele.
Naquele ritmo, o máximo que conseguiram chegar foi até a sala, onde Zachary a colocou no chão e fez o favor de tirar a roupa da mulher. Ela por sua vez, também tirou o resto da roupa que faltava pra ele, e o empurrou pra deitar no sofá, ficando por cima.
Enquanto se beijavam fervorosamente, as mãos dela o acariciavam devagar, pra que não acabasse com a brincadeira logo, e as mãos dele massageavam os seios da mulher, com delicadeza.
Quando Zachary sentiu que não aguentaria muito, pediu pra que ela parasse e assim se virou, deixando-a sentada no sofá e abrindo suas pernas. A mulher, imaginando o que ele iria fazer sorriu. O homem iniciou uma sequência de beijos que partiam de suas coxas, até chegar ao centro, onde se afundou com gosto enquanto segurava as pernas dela.



Yvonne, como que por impulso, levou as mãos até o lado da cabeça dele, na intenção de segurar para controlar o ritmo, mas não obteve sucesso já que ele havia cortado as laterais do cabelo.
-Maldito. –murmurou ela. O homem riu enquanto se deliciava naquela mulher de um jeito que nunca havia feito antes. Yvonne apenas delirava com o prazer que ele a estava dando, mas precisava que ele parasse. –Zach. Zach. –pediu.
-Sim? –disse ele entre beijos em suas coxas.
-Não quer ir pro quarto? –falou ofegante enquanto passava a mão pelos cabelos e olhava para o homem no meio de suas pernas. Ele apenas acenou e a ajudou a levantar, beijando-a durante todo o caminho para o quarto.
Assim que chegaram, ele a deitou na beirada da cama e a beijou mais uma vez.
-Preciso de você. Agora. –ele disse olhando fundo nos olhos dela. A mulher levou uma das mãos até embaixo e o direcionou para sua entrada. O homem o introduziu lentamente até o final, enquanto ambos gemiam. –Vai querer que eu tire antes? Ou quer que eu use camisinha? –perguntou todo atencioso enquanto se movimentava dentro dela.
-Não precisa, estou tomando remédio. –ela falou baixinho e ele sorriu.
Depois disso não foram mais necessárias palavras, ele começou a aumentar o ritmo gradativamente, até que o choque entre seus corpos estivesse emitindo som. Ficaram assim por um tempo, mas acabou ficando desconfortável. A mulher então fez sinal pra que ele parasse, e assim ele fez. Ela então foi para o meio da cama, virou de barriga pra baixo e levantou apenas o quadril, para que ele pudesse vir por trás.
O homem não pensou duas vezes, apenas segurou na cintura da mulher e a penetrou outra vez. Ela gemeu, bem mais alto dessa vez, e ele iniciou um ritmo acelerado, proporcionando mais prazer aos dois à medida que investia. Sabia que não aguentaria muito, mas queria aproveitar esse momento com ela, então segurou quanto pode pra que os dois acabassem juntos.
-Yvie, eu vou... –tentou falar.
-Eu também. –ela o cortou e ele se liberou dentro dela, soltando um urro de prazer ao terminar.
Assim, os dois deitaram lado a lado, se encarando com um sorriso idiota no rosto, sem saber como agir ou pensar. Yvonne repassava as últimas horas em sua mente sem acreditar que tudo aquilo havia acontecido realmente. Logo seus pensamentos foram interrompidos pelo toque de Zach em sua mão. Sem dizer nada o homem levou a mão dela até seu peito, mais precisamente em cima de seu coração. Yvonne sorriu ao senti-lo acelerado.
-Tá sentindo isso, não tá? –ele pediu e ela acenou que sim. –É só com você, sempre foi. –Zachary falou e os olhos dela encheram-se de lágrimas. Sentia-se ridícula por tudo que havia feito com ele, mas admitia que mesmo depois dessa noite, ainda sentia medo de acabar machucando-o.
-Desculpa por ter sido tão ridícula e não ter te dado valor. –ela falou ainda emocionada com a mão sobre o peito dele.
-Clacka, acabou. Não precisa pedir desculpas, nada mais importa. A única coisa que importa agora é esse momento, e os que viveremos daqui pra frente, ok? Eu te amo, e nada vai mudar isso. –falou se aproximando da mulher e a envolvendo num abraço.
-Eu também te amo Mingah, obrigada por ser essa pessoa maravilhosa que sempre foi pra mim. –ela falou baixinho com o rosto no pescoço do homem. Zachary também estava emocionado, aquele momento era indescritivelmente intenso. Depois da última briga que tiveram, não imaginou que um dia estaria tão bem com ela quanto estava naquele momento.
-Hey, quer mais um cobertor? Você tá gelada. –falou ele no ouvido dela, que estava quase dormindo no abraço dele.
-Quero, se não for muito abuso da minha parte. –resmungou sonolenta enquanto fazia cafuné de leve no homem.
-Então me dá um minutinho, já trago. –ele levantou-se com cuidado, foi até o armário pegar o cobertor e já aproveitou pra vestir uma cueca. Voltou até a cama e a cobriu, logo deitando junto.



-Obrigada. –Yvonne disse acariciando a barba fina do homem que, particularmente, deixava seu rosto bem mais bonito. Ele se aproximou dela e beijou sua boca rapidamente antes de envolvê-la em seu abraço outra vez. Não demorou muito pra que os dois estivessem apagados na cama.

***
Gente, por hoje foi isso, espero mesmo que tenham gostado. Eu estou feliz de por esses dois juntos outra vez. A partir de agora, é mais ou menos como eu acho que eles passaram o ano de 2015, claro, algumas coisas podem não ter nada a ver, mas é uma teoria haha
Até a próxima!

2 comentários:

  1. Zach, pra que por cueca homi? hahaha
    Ameei eles juntos, já tava na hora!
    Yvie é uma bagunça, tadinha. Mas ela é muito linda e uma ótima pessoa, merece se ajeitar na vida e ter mais confiança em si, pq po**a, que mulher perfeita *-*
    Espero que o Zach ajude ela... quero baby's Zachonne... pena que nao vai ter tao cedo :( mas nao canso de imaginar eles sendo pais. Ia ser uma confusão com a nerdice do Zack e o espirito aventureiro da Yvie hahah a criança ia viver na mata ou vestida de super heroi hahah

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  2. OMG. Eu tô no chão. Mais Zachonne, por favor. Não separa mais, please.

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