My pieces (archive)

domingo, 10 de abril de 2016

26-Keeping the peace

Voltei, finalmente. Podem me xingar que eu deixo, mas to em semana de provas então sacumé né. Espero que gostem migas.
***

-Conseguiu falar com ele? –perguntou a mãe de Yvonne enquanto chegava ao quarto da filha, que olhava para o celular.
-Ah não, ele provavelmente está trabalhando. Se não me engano ainda é de tarde lá. –disse Yvonne disfarçando um sorriso.
-Bom, então tentamos amanha. Você vem comer? Está pronto.
-Agora não, estou um pouco cansada. Vou dormir e amanha eu vejo como ficou. –a mulher falou.
-Tudo bem então filha. Boa noite. –a mãe beijou-lhe a bochecha.
-Boa noite mãe. –ela respondeu enquanto a mulher deixava o quarto. Yvonne então escovou os dentes e trocou de roupa pra dormir. Não estava cansada, mas se obrigaria a dormir pra não acabar pensando demais. É claro que o fato de Zachary não atender ao telefone não significava nada, porém, sua mente não conseguia deixar de trabalhar para pensar em todas as coisas que não deveria. Após alguns minutos de silêncio e tranquilidade, Yvonne finalmente conseguiu dormir. O vento fresco que entrava pela janela possibilitou a mulher cair num sono pesado.
Enquanto isso, Zachary entrava em seu quarto de hotel, com pouca noção do que estava acontecendo. Foi até o banheiro e tomou um banho rápido, precisava descansar, pois havia trabalhado praticamente 18 horas sem descanso.
Quando saiu do chuveiro, já se sentia menos cansado, então pegou seu celular pra checar as ligações. Sentiu um peso nos ombros ao ver as ligações de Yvonne, feitas há duas horas. Não se sentia culpado, pois esteve muito ocupado o dia todo, mas sabia o que se passava na cabeça da mulher. Embora estivesse cansado, reconhecia que, tanto ele quanto ela, precisariam fazer um esforço se quisessem fazer o relacionamento deles sobreviver e evoluir. O homem então foi até as chamadas perdidas e retornou.
Já de madrugada, Yvonne acordou assustada com o toque do celular, mas o susto foi substituído por um sorriso ao ver o apelido dele no visor.
-Hey Minge. –ela falou sonolenta.
-Clacka, te acordei? –perguntou com uma voz arrependida.
-Acordou, mas acho que nossos fusos são diferentes então não se preocupe com isso. –ela riu baixinho. Olhou no relógio, 2h30 da manha.
-Então tá. –ele riu junto. –me desculpa não atender ou ligar antes. Estou na correria desde manha, acabei de entrar no quarto. –ele falou soltando um suspiro cansado.
-Não se preocupe. Como estão as coisas por aí? –perguntou ela com o coração bem mais calmo.
-Estão ótimas, estou feliz. E aí? –ele falou e a mulher pôde imaginar o sorriso que ele apresentava no momento.
-Aqui está tudo certo. Meus pais estão passando uns dias, aliás, te ligar foi ideia da minha mãe. –disse Yvonne.
-Como assim? Ela sabe?
-Agora sabe. Ela viu nossas fotos no meu celular, perguntou, e eu acabei contando. Ela ficou muito feliz. –a mulher não conseguia conter a felicidade ao contar para Zachary.

-Sempre soube que sua mãe me amava. E porque não amaria? Sou uma pessoa adorável. –o homem falou convencido. Yvonne sentia falta do bom humor contagiante de Zach.
-Claro que é. –os dois riram ao telefone e logo o silêncio tomou conta.
-To com saudades, preciso muito te ver. – o homem soltou, fazendo o coração da mulher em pedacinhos.
-Eu também Zach... Eu também. Mas logo isso vai acabar. –ela soltou um suspiro fundo. –Que dia você chega em San Diego?
-A partir do dia 7 estou lá. Eu sei que seu painel é no dia 11, mas você não consegue chegar uns dias antes? –pediu o homem com a voz doce.
-Vou tentar conseguir uma passagem. Para o dia 8 está bom? –disse.
-Está ótimo. Teremos um dia só pra nós antes de começar a CON.
-Então tudo bem. –Yvonne finalizou.
-Clacka, eu odeio ter que dizer isso, mas preciso dormir, e imagino que você também pois to te ligando de madrugada. –Zachary falou e ela riu.
-Realmente. Vou dormir mesmo. Boa noite Zach.
-Boa noite Yvie.
***
Era dia 8 já, aproximadamente 10h da manhã. Zachary caminhava de um lado pro outro, ansioso. No meio da andança, o celular apitou uma mensagem.
“Me passa o endereço do hotel. Estou saindo do aeroporto.”
Ele quase não conseguia digitar direito. Tremia como um adolescente. Parecia besta, mas ficar longe dela fazia o corpo e a mente dele reagirem de uma forma estranha, necessitada.
“Eu te busco Yvie, não precisa pegar táxi.”
Respondeu Zachary, quase saindo pra pegar o carro.
“Não precisa Zach, vai parecer muito suspeito se formos vistos, só passa o endereço e deixa avisado na portaria que vou subir.”
Insistiu Yvonne, mesmo imaginando a possibilidade de logo assumirem o que quer que fosse. Mas era delicado, principalmente perto da Comic-Con. Zachary relutou, mas acabou enviando o endereço e quarto do hotel então guardou o celular no bolso e telefonou para a portaria, avisando que sua amiga viria para o almoço, pra deixá-la subir. Enquanto esperava, Zachary sentou no sofá e tentou se distrair com o celular, mas as pernas do rapaz não paravam de balançar.
Não havia muito transito em San Diego às 10 da manha, o percurso do aeroporto até o hotel demoraria, pelo menos, uns 20 minutos. Ele sabia que essa espera seria pior do que a que passou até agora. Zachary fechou os olhos por um segundo, relaxando, e quando se deu conta sua campainha tocava. Ele levantou para abrir, estava tremendo, era ridículo, mas ele sentia muito a falta daquela mulher.
Assim que a porta foi aberta, o homem encontrou sua melhor amiga em seu estado mais natural: distraída enquanto mexia em um dos botões de sua jaqueta jeans. Assim que Yvonne subiu seus olhos, o sorriso foi inevitável ao se deparar com ele ali parado. Parecia uma eternidade.
Zachary queria beijá-la ali mesmo, mas foi cuidadoso, olhou para o corredor e então fez sinal pra que ela entrasse. Yvonne fez o que ele havia pedido e assim que a porta se fechou Zachary se aproximou dela, com cuidado. Ele tocou o rosto da mulher de leve, como se não acreditasse no que estava vendo e então, com um beijo calmo, fez Yvonne se encostar na porta. Os dois respiravam pesado enquanto o beijo acontecia.


Yvonne encarou os olhos castanhos dele assim que o beijo acabou e só naquele momento percebeu o quanto ele fazia falta na vida dela. Não falou nada, apenas enrolou os braços ao redor do corpo dele num abraço muito apertado e lá ficou. O homem acariciava o cabelo dela e apreciava o cheiro gostoso que o fazia sentir em casa.
-Quer sentar? –perguntou ele.
-Quero. –ela respondeu olhando no rosto de Zachary. O homem então a pegou no colo e foram até o sofá, onde ele se sentou com ela por cima, como fosse um bebê.
Yvonne riu da atitude e levou a mão ao rosto do homem, acariciando sua barba rala, mas que estava muito bonita.
-Acho que não preciso dizer que senti saudades, não é? –Zachary falou e a mulher concordou dando um sorrisinho. Os olhos dele diziam tudo, assim como os dela. Ficaram por um bom tempo deitados no sofá, conversando e apreciando a presença um do outro.
-To com fome. –ela comentou depois de terem conversado sobre quase todos os tópicos possíveis. A conversa entre eles sempre rendia, nunca ficavam entediados.
-Vem comer. –ele disse sentando no sofá. Yvonne fez o mesmo enquanto se espreguiçava.
***
Depois do almoço, a tarde foi agradável. Eles viram filmes, brincaram como crianças correndo um atrás do outro e aproveitaram o tempo que tinham antes dos compromissos começarem.
Assim que saiu do banho, Zachary encontrou Yvonne deitada na cama, de barriga pra baixo enquanto mexia no celular. Ela usava uma camiseta larga que ia até suas coxas e balançava as pernas distraída. O homem então caminhou em silêncio e se jogou em cima dela.
-Que cheirosa. –falou ele inalando o aroma do cabelo dela.
-Obrigada Minge. –ela sorriu enquanto tentava se virar. A tentativa falhou, pois além de Zachary pesar mais, suas costas começaram a doer, deixando Yvonne com uma expressão de dor.
-O que foi? Te machuquei? –perguntou ele saindo rapidamente de cima dela.
-Não, minhas costas estão doendo. Dormi de mau jeito no avião. –ela reclamou enquanto virava de barriga pra cima.
-Quer que eu te faça uma massagem? –Zachary ofereceu enquanto acariciava a cintura da mulher.
-É tudo o que eu mais quero nesse momento. –Yvonne falou com a voz cansada e Zachary sorriu.
-Então tira a camiseta e deita de costas enquanto eu pego o óleo de massagem. –pediu indo até sua mala enquanto ela tirava a camiseta.
Zachary voltou com o óleo em mãos e subiu na cama, colocando uma perna de cada lado do copo da mulher. Ele então tirou o cabelo dela para o lado e espalhou o produto desde o pescoço até o meio das costas.

-O lado direito dói mais. –apontou Yvonne enquanto ele pressionava as mãos sobre as costas dela. Ele começou a massagear no local indicado por ela, fazendo a mulher gemer enquanto seus músculos relaxavam. –Ahh como isso é bom. –dizia ela enquanto Zachary massageava com força. –Eu precisava muito disso. –ela soltou com a voz aliviada.
-Se sente melhor? –Zachary se inclinou pra falar no ouvido dela.
-Muito melhor. –ela sussurrou. O homem então beijou-lhe o pescoço de leve, deixando a mulher em um êxtase maravilhoso. –Isso é outra coisa da qual estou precisando. –falou com os olhos fechados e sorrindo.
-Somos dois então. –ele desceu os beijos pelas costas dela, deixando Yvonne arrepiada. Ela precisava dele, do toque, dos beijos, do sexo em si. E Zachary sabia disso, pois precisava dela também.
Ele passava a barba de leve pelas costas dela enquanto beijava cada área devagar, apreciando. Yvonne o sentia crescendo devagar sob suas costas, e aquilo a deixava excitada. Ela então se virou, ficando com ele sentado sobre ela.
-Como foi que fiquei um mês sem você? Eu deveria ganhar um prêmio por conseguir. –ele disse olhando para os peitos de Yvonne. Ela colocou as mãos na nuca do homem e o puxou pra perto de sua boca.
-Você fala demais, sabia? –ela riu e o beijou, mordendo com vontade os lábios dele enquanto Zachary provocava os mamilos da mulher. Yvonne gemia com os lábios colados nos dele. O homem adorava aquele som, precisava ouvir mais daquilo.
Ele parou o beijo e desceu até a calcinha dela, tirando com rapidez, sem rodeios ou avisos. Yvonne gostou, foi inesperado, já que ele sempre ia devagar pra torturar a mulher. Zachary deu uma última olhada nos olhos dela antes de se jogar no corpo de Yvonne.
A mulher não conseguia segurar as sensações que tomavam conta dela naquele momento. Ela só sabia gemer e puxar os cabelos dele. Zachary ria hora e outra, amava ouvir os sons que ela fazia e a maneira que o corpo dela reagia a ele.
-Zach... Zach! –falou quase sem ar.
-O que foi? –ele perguntou indo até o rosto dela, mordiscando o queixo da mulher.
-É minha vez. –Yvonne disse empurrando Zachary e ficando por cima. –E vê se fica em silêncio. –ela falou descendo devagar enquanto olhava nos olhos dele e tirava a única peça de roupa que impedia seu contato com o corpo do homem.
-Eu ficar em silêncio? E você pode gritaaaahh... –não conseguiu terminar a frase, a boca da mulher já o estava satisfazendo de uma forma inexplicavelmente boa. Ele até tentou ficar em silêncio, mas não dava. Ela realizava isso de uma forma suave, maravilhosa, que fazia com que ele perdesse qualquer noção. As mãos dele foram parar nos cabelos dela, controlando um pouco do ritmo, não que precisasse, ela sabia o que estava fazendo. –Hey, hey! –ele chamou e ela olhou. –Vem aqui. –assim que a mulher voltou para a altura em que o rosto dele estava Zachary levou as mãos até a bunda dela, apertando. Ela também não aguentava mais.
-Por favor. –ela pediu com os olhos fechados, respirando pesado. O homem então a penetrou com vontade enquanto segurava a cintura da mulher, fazendo movimentos para cima e para baixo.
Logo ela ficou por baixo, erguendo as penas nos ombros dele enquanto o homem colocava o quanto conseguia, se vendo satisfeito com expressão de prazer no rosto da mulher. Ele então abaixou as pernas dela, e sem se afastar, inclinou-se para bem perto do rosto dela, olhando nos olhos azuis de Yvonne.
A mulher o beijou com paixão enquanto arranhava a nuca do homem, embriagada pelo prazer daquele momento. Quando atingiram o ponto máximo, Yvonne o apertou com toda a força restante e gemeu no ouvido dele, fazendo o homem revirar os olhos, um pouco de dor pelas unhadas que deixariam marcas no dia seguinte, e o resto da sensação era o prazer que aquela mulher o proporcionava, em todos os momentos.
Os dois deitaram lado a lado, recuperando o fôlego, enquanto olhava um para o outro com um sorriso abobado no rosto. Aquele era o momento do qual eles sentiam falta. O momento em que se olhavam e sentiam uma felicidade sem tamanho só por estarem um ao lado do outro.
-Eu te amo, sabia? –disse Zachary.
-Sabia sim. –Yvonne fez cara de convencida. –sou amável. –riram e continuaram a se encarar.
-Boba. –disse ele. –vem cá, vamos dormir. –ela logo se aproximou dele, virando de costas enquanto Zachary a abraçava pela cintura. –Boa noite. –ele depositou um beijo carinhoso no ombro dela.
-Boa noite Zach. –ela entrelaçou os dedos deles e assim dormiram.

***
Bem gente, espero que tenham gostado. Estou animada pra escrever as próximas partes.

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