My pieces (archive)

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

11-Goodbye

Olá people, demorei mas voltei. Espero que gostem, provavelmente não vão pois eu também não gostei de escrever esse cap, mas é a vida. Boa leitura.
***

“she’s waiting to change but she’s cold inside”

O avião pousou por volta de 8h da noite do dia seguinte no aeroporto de Sydney, Zachary fez os procedimentos de desembarque o mais rápido possível e pegou um táxi para a casa dela. Estava tão ansioso que mal dormira durante a viagem. Precisava encontrá-la e dizer tudo o que sentia. Queria fazê-la entender que os dois foram feitos pra ficarem juntos, que sua conexão era tão forte que causava um risco no universo cada vez que estavam juntos.
Quando o taxi parou na frente da casa dela, o coração do homem palpitava tanto que ele conseguia ouvir. Seguiu a calçada até a porta e quando ia tocar a campainha, ela se abriu e o pai de Yvonne deu de cara com Zach.
-Zachary? O que faz aqui? –disse Peter assustado.
-Vim ver sua filha, preciso muito conversar com ela. Ela está em casa? –pediu o homem mexendo-se inquieto. Naquele momento os olhos de Peter se encheram de lágrimas.
-Zach, minha filha está no hospital. –disse ele e o mundo de Zachary desabou naquele momento. Ele não sabia o que havia acontecido, mas pelo olhar de Peter não era nada insignificante.
-C-como assim? O que aconteceu? –os olhos de Zachary já enchiam de lágrimas também.
-Ninguém sabe o que houve, mas quando chegamos ontem a noite em casa ela estava desmaiada na cama com os lençóis manchados de sangue.
-Meu Deus, preciso ir até o hospital. –disse Zachary.
-Claro, pode deixar sua mala em qualquer canto e vamos, estou indo pra lá agora. –disse Peter e Zachary não pensou duas vezes. Durante o caminho o silencio era horrível, então Peter resolveu dissolver a tensão.
-Garoto, se me permite perguntar, o que houve entre vocês dois?
-A distancia aconteceu, e não estávamos preparados pra ela. Tanto que isso acarretou na minha falta de atenção e apoio com a Yvie, eu a deixei sozinha quando ela mais precisava e agora ela encontrou outra pessoa. Vim aqui exatamente pra me desculpar por tudo e... –sua garganta deu um nó. –e dizer pra ela de uma vez por todas o que eu sinto.
-Olha garoto, eu gosto muito de você, e cá entre nós, ainda acho que você vão ficar juntos. Ela não ama aquele homem, nem um pouco, é visível a importância que você tem na vida dela. –disse Peter ainda prestando atenção na estrada. Zach ficou feliz por ouvir aquilo.
-Sinceramente eu não sei Peter, as coisas mudaram entre nós, e agora com essa situação não sei o que poderia acontecer. –Zachary suspirou alto antes de encostar no banco e fechar os olhos, tentando imaginar o belo sorriso de Yvonne e pedindo com todas as forças pra que nada grave tivesse acontecido com ela.
-Chegamos garoto. –disse Peter encostando o carro. Zach tirou o cinto de segurança e desceu do carro, apressado em direção à entrada do hospital. Na recepção ele encontrou a mãe de Yvonne, Bozena, sentada em sua cadeira de rodas então foi até lá e a cumprimentou. Peter chegou em seguida e sentou-se ao lado da mulher, segurando suas mãos.
-Os médicos estão terminando alguns exames e logo vão chamar alguém pra entrar. –disse a mãe e Zachary levantou os olhos cheios de lágrimas. –acho que você deveria ir Zach.
-Imagina, um de vocês tem que entrar, vocês são os pais. –disse Zachary em negação.
-Você deve ir Zach. –continuou ela e ele apenas acenou com a cabeça.
-Conseguiu falar com o Albert? –pediu o pai.
-Não, ontem a noite ele mandou uma mensagem no celular dela dizendo que iria fotografar em uma área sem sinal e voltaria só hoje a noite, mas só consegui ver a mensagem hoje. –àquela altura Zachary já sabia de quem estavam falando.
-Parentes de Yvonne Jaqueline Strzechowski? – médico chamou e os pais de Yvonne acenaram para Zachary, que se levantou e foi até o doutor.
-Sim. –o homem se prontificou.
-E o senhor é? –pediu o médico.
-Zachary, o melhor amigo dela. O namorado de Yvonne não pode comparecer no momento. –disse um pouco nervoso estendendo a mão para o doutor, que apertou.
-Zachary sou o Dr. Dallas, por favor, me acompanhe. –o caminho até a sala dele fora o mais longo de sua vida. Parecia que estava no corredor da morte.
-E então doutor, o que houve com ela? Ela vai ficar bem? –pediu Zachary sentando-se.
-Ela vai ficar bem, no momento está tomando soro pra se hidratar e está repousando. Infelizmente não conseguimos salvar o bebê já que o aborto espontâneo é inevitável até os três meses de gestação. – no momento em que Zachary ouviu aquilo seu coração parou, seus olhos encheram de lágrimas e ele não conseguia pensar em mais nada. Ela estava grávida? Como isso era possível. Ela havia conhecido Albert há pouco tempo, não seria tão descuidada.
-Ela estava grávida? –Zachary perguntou incrédulo.
-Isso mesmo, de onze semanas, o que totaliza mais ou menos dois meses e uma semana. –disse o doutor e então Zachary ligou os pontos. Esse era exatamente o tempo que se passou desde a ultima noite dele com ela. Yvonne não tinha perdido o filho de Albert, e sim dele.
Zach apenas apoiou os cotovelos na mesa cobriu o rosto com as mãos, levando longos cinco minutos pra realizar que o bebê que ele teria com Yvonne estava morto. Mesmo não sabendo da gravidez, ele ainda sentia muito.
-Senhor, o senhor pode ir vê-la agora se desejar. –disse o médico e Zach aceitou. O doutor então o levou até o quarto onde Yvonne dormia tranquila com agulhar em suas veias e tubos respiratórios em seu nariz. –eu o deixarei aqui enquanto dou a notícia aos pais dela.
-Tudo bem, obrigada doutor. –Zachary disse e o doutor saiu. Ele então se sentou ao lado da cama da mulher, segurando suas mãos. –Me desculpa Yvie, me desculpa por não estar aqui quando você mais precisou. –ele dizia chorando enquanto beijava as mãos dela. Ficou ali encostado durante um bom tempo, até que ouviu um sussurro.



-Zach? –a voz fraca de Yvonne chamou enquanto seus olhos abriam.
-Hey Clacka, sou eu. –ele se aproximou, acariciando os cabelos da mulher, que de certa forma estava feliz por ele estar ali. –você nos deu um susto.
-O que aconteceu comigo? Eu só me lembro de estar sentindo muita dor e depois disso apaguei. –ela não sabia que estava grávida, nem fazia ideia. E agora, como ele contaria pra ela?
-Você perdeu muito sangue. –os olhos dele se encheram de lágrimas outra vez.
-E porque eu perdi esse sangue? Zach, o que está acontecendo? –pediu a mulher assustada com a voz ainda fraca.
-Eu preciso que você mantenha a calma okay. Você estava grávida Yvie, mas sofreu um aborto espontâneo. Você ia ter um filho meu. –ele terminou e algumas lágrimas desciam pelo rosto da mulher.
-Como isso é possível? –perguntou ela baixinho.
-Lembra da nossa ultima noite? Não usamos proteção. –Zachary falou se culpando por ser tão descuidado. Yvonne arregalou os olhos e tremeu de medo.
-Zach, eu preciso de um favor seu. Você pode me odiar pro resto da vida se quiser, mas um dia vai entender. Ninguém mais pode saber que o filho era seu. Nem meus pais, nem Albert, nem ninguém. –ela só podia estar louca mesmo.
-Como assim? Por que não? –ele pediu tentando achar um motivo ao menos razoável pra isso. Àquela altura havia perdido o foco do que fora lá pra dizer.
-Zach, eu estou num relacionamento agora, estamos nos dando muito bem e nos gostamos muito. Estamos construindo um futuro juntos, não posso acabar com isso. –a mulher falou com o coração queimando, mal sabia ela que estava se metendo num buraco outra vez. Bem mais duradouro e doloroso do que o que tivera com Tim.
-Yvie por favor não me peça isso, eu também perdi este filho. Não é justo. –ele estava enlouquecendo agora.
-Me desculpa Zach eu agradeço muito você estar aqui por mim e você sabe que sempre, pro resto da vida, será uma pessoa muito especial na minha vida, mas preciso que saia, um dia você vai entender meus motivos... Sinto muito mesmo. –outra vez a mulher desabava em lágrimas enquanto Zach fazia o mesmo sem entender o motivo daquilo, mas não adiantava argumentar com ela. Não havia alguém que tirasse algo da cabeça dela quando ela já havia decidido. E o que doía mais era saber que um dia ela cairia em si, e sairia machucada, e ele com tudo o que sente por ela, estaria lá pra fazer o possível por aquela mulher, mesmo que isso custasse sua dignidade. Zachary não sabia viver a vida de uma forma em que não fosse ajudar sua melhor amiga, e isso o machucava.
-Se é assim que você quer tudo bem. Se você deseja apagar essa memória tudo bem, mas não espere que as outras estejam intactas quando você perceber no que está metida. –ele falou e foi em direção à porta.
-Desculpa mesmo. Espero ter a oportunidade de te explicar um dia.
-E eu espero que ninguém nunca te machuque da forma como você está me machucando agora. Tenha uma boa vida. Adeus Yvonne. –ele terminou de dizer e saiu do quarto. Encontrou Albert no corredor, mas apenas passou reto, nem o conhecera mas sabia que não gostava dele. Talvez pelo olhar no rosto de Peter ao falar dele.


Mais a frente encontrou os pais de Yvonne também indo em direção ao quarto da filha.
-E ai rapaz, conversou com ela? –perguntou Peter percebendo os olhos inchados de Zachary.
-Acabou Peter, não temos mais nada pra falar. –disse encostado na parede do corredor. A mãe de Yvonne revelou um olhar triste diante do que Zachary dissera.
-Dê a ela um tempo, ela vai cair em si. –disse o pai levando a mão ao ombro do rapaz.
-Ela fez sua escolha outra vez Peter. Darei a ela um tempo, mas espero que ela não demore muito pra perceber. –Zach falou sem conseguir olhar nos olhos do pai dela. –Eu volto pra L.A no primeiro voo, será que posso ficar na sua casa mais um pouco?
-Claro, sinta-se a vontade. –Peter entregou as chaves da casa. –Chegaremos em algumas horas. –disse e Zach se despediu dos dois, seguindo para a saída do hospital.

No momento em que entrou na casa pode sentir o cheiro de Yvonne no ar. Seu coração apertou, não aguentaria ficar ali por muito tempo, mas precisaria pelo até os pais dela chegarem. Depois de alguns minutos lutando contra sua consciência, Zachary andou em passos lentos até o quarto dela. O quarto que dividiram durante a semana mais feliz de sua vida, mas que agora ela dividia com outro. Sentiu repulsa. Saiu do quarto e foi para a grande sala da casa, fez qualquer coisa que não lembrasse Yvonne. Ou pelo menos tentou, pois exatamente ali, naquele sofá os dois haviam se beijado no exato dia em que ele chegou. A intensidade do momento era palpável naquele dia, mas agora havia se tornado uma fumaça no ar, tudo o que restava pra ele eram lembranças e mais lembranças de um período feliz, que talvez nunca mais retornasse.

***
Foi isso gente, espero que tenham aproveitado o último cap de 2015 e tenho esperanças que 2016 vá trazer muitos tiros Zachonne pra gente.
Feliz ano novo, não encham a cara, e até logo.

3 comentários:

  1. Naaaaao! Baby Zachonne =(
    Quem em sã consciencia trocaria o Zach pelo Albert? Meu Deus do céu, ela ta cometendo o pior erro da vida dela!
    Só tenho uma reclamação a fazer: os capítulos deveriam ser mais longos hahah

    Feliz ano novo!
    Vamos torcer pra que esse novo ano traga muito Zachonne pra gente

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  2. Ain que dó, pq ela tinha perder o bebê e ainda terminar assim com o Zac por causa desse ser que ela acabou de conhecer? Não me conformo :'( Ah tbm tenho uma reclamação, quero capítulos novos todos os dias u_u estava tão ansiosa por esse, vinha aqui todo dia haha ><
    Feliz ano novo para vc tbm e que venha com muitos tiros zachonne amém <3

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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