My pieces (archive)

sexta-feira, 18 de março de 2016

24-Mad Sounds

Olá galerinha, estou de voltaa. Espero que gostem do cap.
***

-Galera, pedimos mais uma rodada ou paramos? –perguntou Eric com a voz arrastada. Estavam sentados no bar há umas duas horas, bebendo e falando bobagens. A linha de bebuns no balcão era formada por Eric, Yvonne, Zachary e Adam, um velho amigo deles, que era o único sóbrio dali, pois estava dirigindo.
-Eu já to legal. As duas últimas rodadas de tequila fecharam. –disse Yvonne toda risonha, encostada em Zachary.
-Por mim paramos também. –Zach opinou enquanto abraçava a mulher por trás e descansava sua cabeça no ombro dela.
-Adam? –Eric olhou para o amigo, que bebia inocentemente seu suco.
-Se vocês estiverem a fim de ir, por mim tá beleza. –disse o amigo.
-Então vamos. –disse Eric e todos levantaram. A conta foi paga e seguiram para o carro de Adam, que os levaria pra casa. Yvonne e Zachary foram no banco de trás enquanto Eric ia na frente com Adam.
Os dois cantarolavam alto a música que tocava, Eric contagiava o amigo sóbrio com sua animação. Os passageiros do banco de trás também cantarolavam junto, mas a animação de Eric e Adam era insuperável.
-Vocês não cansam mesmo né? –Yvonne perguntou dando risada.
-Nunca! –Zachary respondeu olhando pra ela. A mulher se aproximou e o beijou, mordendo de leve os lábios do homem.


-Bom saber que ainda tem energia neste corpo, quero gastar ela todinha assim que chegarmos em casa. –ela falou ao ouvido dele, intercalando leves beijos no pescoço do homem.
-Sou todo seu. –ele disse acariciando a coxa da mulher, que riu maliciosamente pra ele. Era fato que o álcool, e principalmente a tequila, aumentavam a tensão sexual entre os dois.
-Galerinha do banco de trás, vamos parar com a pegação no meu carro, por favor. –Adam falou causando risos em Zach e Yvonne sentiu as bochechas queimarem, mas riu pra descontrair. –Acho que chegamos. –Adam continuou, olhando pelo retrovisor.
-Obrigada cara. Boa noite pra vocês e vão com cuidado. –disse Zach enquanto desciam do carro. Yvonne acenou pra eles e logo o veículo saiu de vista.
Os dois passaram pelo porteiro que estava no turno da noite e entraram no elevador do prédio de Yvonne. Já no corredor, Zachary a abraçava por trás enquanto sussurrava coisas e beijava o pescoço da mulher.


Entraram no apartamento e assim que Zachary fechou a porta, Yvonne o empurrou com força contra a mesma e atacou seus lábios. As mãos dela trataram de desabotoar a camisa dele com agilidade enquanto as dele acariciavam-na por cima do jeans apertado que a mulher usava.
Ela então o puxou até o quarto, meio cambaleando por conta do álcool, e o jogou na cama. Essa noite seria dela, queria ter controle da situação, e Zachary não abriria a boca pra reclamar, ele amava quando ela fazia isso. Na verdade, isso o excitava muito.
Yvonne subiu em cima dele, que ainda deitava na beirada da cama, e o beijou novamente enquanto o provocava, deslizando seu corpo sobre o volume nas calças de Zachary. Ele respirava pesado enquanto a mulher abria o zíper, dando ao homem uma sensação de alívio.
Logo ela ficou de pé outra vez, tirou as calças de Zach e se afastou enquanto tirava a própria roupa. Yvonne foi até o outro lado do quarto e ligou uma música, baixinha pra não incomodar os vizinhos, e então voltou tirando dele todo o resto que vestia. O homem tentou tocá-la, mas foi impedido por um tapa na mão.
-Ainda não. –disse a mulher, mexendo os quadris no ritmo calmo da música. Então ficou a uma distância razoável do homem e começou a dançar lentamente pra ele. Zachary estava quase sem reação diante de tanta magnitude. Alguns diriam que ela não tinha o corpo mais perfeito do mundo, mas ele amava cada detalhe e cada curva dela.
-Você vai acabar comigo sabia? –disse ele ainda tentando tocá-la, e ela ainda desviando seus movimentos.
-Essa é a intenção. –Yvonne disse virando de costas pra ele, mexendo seus quadris bem perto dele. Quando ela abaixou, pra fazer uma espécie de twerk, o coração de Zachary não era o único órgão que pulsava ali. Aquilo já era demais pra ele, precisava dela.
Sem pensar duas vezes, o homem se levantou e a agarrou por trás, fazendo com que ela encostasse o rosto na parede fria, causando um choque em seu corpo.
-Eu quero você. –ele falou enquanto acariciava os seios da mulher com vontade. Ela então virou-se de frente e o empurrou pra que ficasse sentado na cama outra vez.
-Só se você pedir com jeitinho. –ela subiu em cima dele e agarrou seu membro, direcionando-o para a entrada, mas sem deixar entrar, ela apenas passava devagar, provocando o homem. A essa altura Zachary não sabia mais o próprio nome, a única coisa que queria era estar dentro daquela mulher. Mas sabia que precisaria entrar no jogo dela também.
Logo ele começou a beijar os peitos da mulher, que se encontravam praticamente na altura do rosto dele, e enquanto uma das mãos segurava cintura dela, a outra acariciava sua intimidade. Yvonne também tinha a respiração descompassada. Zachary foi aos poucos convencendo ela a ceder sobre ele então Yvonne apenas se entregou. Não aguentava mais esperar.
O homem gemeu enquanto a invadia com vontade, como se estivesse esperando por esse momento há anos. Ficaram imóveis por um tempo, apreciando o prazer do momento então ela se apoiou em seus ombros e iniciou os movimentos que iam de cima pra baixo.
Coisas sem sentido escapavam dos lábios deles, entrando em sintonia com a música que tocava no ambiente, era como se ela continuasse dançando em cima dele, e ele apenas aproveitando o momento.



Logo o homem a virou, deixando-a deitada na cama, então colocou as pernas da mulher apoiadas em seus ombros e entrou nela outra vez, diminuindo o ritmo dos movimentos, pra que os dois aproveitassem o máximo daquilo. Yvonne precisava admitir que ele era muito bom naquilo, talvez o melhor até hoje. Ele sabia os pontos certos pra tocá-la, e sabia muito bem quanto tempo deveria tocá-los. Talvez fosse por todo o tempo que se conheciam, pois a prática leva à perfeição, mas não se lembrava de uma única vez em que saíra insatisfeita quando o assunto era Zachary na cama.
Um tempo depois, ele abaixou as pernas dela, e sem nem diminuir o ritmo, deitou-se sobre a mulher, beijando-lhe a boca e o pescoço enquanto Yvonne tratava de arranhar as costas de Zachary. A respiração ofegante dele perto do ouvido da mulher a deixava desconsertada, sem saber o que fazer.
À medida que Zachary a excitava, tocando seu corpo da maneira mais prazerosa possível, Yvonne gemia no ouvido dele, deixando o cada vez mais excitado e mais perto de seu ápice. E não demorou muito pra que ele soltasse um último gemido enquanto diminuía o ritmo gradativamente e abria os olhos pra encarar a mulher, que ainda não estava em êxtase.
Zachary então saiu de dentro dela e deixou seus dedos trabalharem enquanto a beijava, até que ela finalmente apertou as unhas compridas na nuca dele, indicando que havia atingido seu limite. Os dois deitaram-se na cama e ele os cobriu, abraçando-a pela cintura. Queria manter o calor de seus corpos por quanto tempo mais fosse possível.
Yvonne brincava com os dedos dele, que se entrelaçavam nos dela, enquanto os dois se recuperavam do estado de embriaguês em que estavam. Um sorriso besta tomava conta do rosto deles. Zachary passava de leve sua barba feita sob o ombro da mulher, dando beijos carinhosos em sua pele e causando arrepios por todo o corpo dela.



-Acho que devemos beber mais vezes. –disse ela, virando-se pra encarar o homem. Zachary riu, balançando a cabeça em concordância.
-Também acho, mas amanha vai ser difícil pra levantar da cama. –ele falou baixinho, pois seus rostos estavam perto.
-Verdade. –Yvonne fez careta. Os dois riram e ficaram por um momento se encarando. –Que dia você viaja? –ela soltou a pergunta que esteve querendo perguntar durante a semana toda, mas não teve coragem.
-Daqui a dois dias. E você? –ele suspirou. Sabia aonde ela iria chegar com essa conversa. A verdade é que ele também estava apreensivo, pois isso era um estranho flashback de quando ela teve que ir pra Austrália.
-Vou só daqui a cinco dias. –ela falou. A última semana havia sido um pouco estressante, tanto pra ela quanto pra Zachary. Os dois estavam ansiosos pela chegada dos pais de Yvonne, e com o surgimento das viagens pros dois, eles não poderiam vir pra Los Angeles, mas iriam visitar a filha em Bangkok.
-Hey, vai dar tudo certo. –ele disse, tentando confortá-la.
-Sinceramente, não vou mentir e dizer que não estou com medo. Já passamos por isso há três anos, e não foi nada fácil. –ela falou desapontada.
-Há três anos éramos pessoas diferentes, tínhamos sentimentos sufocados e não fomos adultos o suficiente pra dizer o que sentíamos um para o outro. Eu não vou deixar isso acontecer outra vez por que eu te amo Yvonne, e me recuso a cometer esse erro denovo. –ele falou ainda baixinho, mas com a voz firme, transmitindo confiança.
-Eu não duvido de uma palavra do que disse, eu confio inteiramente em você, mas é algo que eu não consigo deixar pra lá. Isso só vai passar quando essa rota de viagens acabar e a gente ficar junto outra vez. –ela falou fechando os olhos.
-Fica tranquila, logo vai ter acabado, você vai ver. –ele falou e a mulher o abraçou, afundando o rosto na curva do pescoço dele. A respiração dela naquele local fazia o homem sentir cócegas.
Zachary levou uma das mãos até as costas nuas da mulher e acariciou de leve até que ela estivesse em sono profundo. Agora era sua vez de pensar o quão difícil seria ficar longe dela. Ele também tinha seus medos, mas estava certo do que havia dito. Os dois estavam mudados, a situação era outra, eles se amavam e Zachary não deixaria nada impedi-lo de voltar praquela mulher.
***
Chegara o dia da viagem de Zachary. Ele e Yvonne esperavam no aeroporto até que o voo dele fosse chamado, o que finalmente aconteceu depois de duas horas de espera.
-Hey, tá brava? –perguntou ele enquanto se levantava.
-Não estou brava. Estou de mal humor com o fato de acordar as cinco da manha e ter que esperar duas horas só pra ver você ir embora e ficar um mês longe. –ela falou quase que querendo chorar e Zachary riu fraco, com os olhos ardendo também.
-Em um mês eu vou continuar te amando, não se preocupe. –ele disse a abraçando forte, sentindo a mulher choramingar sobre seu ombro.
-Vai me ligar quando chegar? –pediu ela.
-Certamente. Não se preocupe Clacka. –ele segurou o rosto da mulher e beijou, sentindo uma pontada de tristeza por ter de ficar longe dela.



-Te amo. –ela sussurrou com os lábios colados nos dele. O homem sorriu enquanto acariciava o rosto dela.
-Eu também. –ele disse se afastando um pouco. –Te vejo em um mês Clacka.
-Tchau Mingah. –ela falou dando-lhe um último selinho antes de ver o homem agarrar suas malas e partir.
Yvonne precisava reconhecer que mesmo estando com medo, via sentido em tudo o que Zachary havia falado. Eles eram pessoas mudadas, tinham certeza de seus sentimentos, e só esse fato já dificultava qualquer obstáculo que pudesse atrapalhar o relacionamento. Isso deixava a mulher mais tranquila já, mas mesmo assim ela confiava em Zachary, pois sabia que ele confiava nela e confiava no relacionamento que haviam criado.

***
Bom gente, é isso. Espero que gostem, e só pra relembrar, na fic estamos no mês de junho de 2015. O próximo mês, depois da viagem deles, vai ser o mês da Nerd Hq. Foi a partir daí que começamos a ver eles mais juntinhos. 
Beijinhos, comentem e até a próxima.

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